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Hélio Bernardo Lopes

COLABORADOR

A nova vacina

Os leitores mais atentos recordam bem a surpresa, e logo depois o alarido, causados pela vacina russa, a primeira a ser conseguida e a ser ministrada de um modo amplo. Não se conhecem, até ao momento, desastres desagradáveis por parte dos assim vacinados. Em todo o caso, não poderia ser considerada válida, por razões que foram crescendo assintomaticamente no tempo, estabilizando depois numa zona de orquestrado esquecimento público ocidental.

No entretanto, nos Estados Unidos, Donald Trump, O Bronco, e Mike Pence vêm fazendo pressão, mesmo promessas, para que seja autorizada uma vacina ali até ao dia das eleições, a 03 de novembro próximo. Num ápice, qual milagre da multiplicação das vacinas, eis que o chefe da Agência de Medicamentos dos Estados Unidos anunciou anteontem ser possível autorizar uma futura vacina contra a COVID-19 sob procedimento de emergência, antes do fim dos ensaios clínicos que confirmam a segurança e eficácia. Milagre! Milagre!!

Mas este senhor foi mesmo mais longe, porque logo garantiu que tal não se faria para agradar ao Presidente dos Estados Unidos. O problema, depois de já se ter lido a obra, OS MANDANTES DO ATENTADO DE CAMARATE, de Alexandre Patrício Gouveia, é que escutar este homem a falar é como o Sol a corar: se ele o diz, para mais depois de Trump, O Bronco, garantir que tal se daria, é porque tudo está correto e se vai dar. Milagre! Milagre!! Mais um milagre de Trump, O Bronco, que também já tinha conseguido esse outro, das injeções de lixívia e de desinfetante.

Por fim, o norte-americano Stephen Hahn explicou este dado essencial: se eles fizerem isso antes do final da fase 3, podemos considerar isso apropriado, podemos achar inapropriado, faremos uma avaliação. Ah, bom, isto é completamente diferente da vacina russa – ou vacinas –, porque neste caso, além de ser americana, tem a garantia Trump, O Bronco. Milgare! Milagre!! Milagre!!! Um milagre que ficará para a História como o Milagre de S. Trump, O Bronco.