Feira de Ponte de Lima retoma já na segunda-feira

Após o fim do estado de emergência e a decisão do Governo em optar por um plano gradual de desconfinamento, foram já várias as autarquias que voltaram a autorizar a realização de feiras nos seus municípios.

No arranque deste “novo normal”, a Câmara Municipal de Ponte de Lima decidiu autorizar o regresso à atividade das Feiras Quinzenais, Feira de Antiguidades e Feira de Artesanato.já na próxima segunda-feira, dia 25 de maio.

A medida surge no seguimento da decisão da CIM Alto Minho, que, no conjunto de todos os municípios do distrito, aprovou a retoma da atividade das feiras em todos os concelhos do Alto Minho.

do distrito.

Neste contexto, o regresso da feira quinzenal de Ponte de Lima está condicionado a executar o Plano de Contingência aprovado devendo cumprir várias regras.

É obrigatório, dentro do recinto da feira, o uso de máscara ou viseira pelos feirantes e consumidores; feirantes deverão ter solução antisséptica de base alcoólica disponível para os clientes.

Quanto ao distanciamento social, este deve também ser respeitado, mantendo uma distância mínima de dois metros entre as pessoas. O atendimento terá de ser efetuado de forma organizada, limitado a um consumidor de cada vez, respeitando as regras de higiene e segurança.

Apela-se ao bom senso das populações para que seja assegurada a permanência no recinto da feira apenas o tempo estritamente necessário à aquisição dos bens.

Estas regras são para manter nas outras feiras a realizar na Avenida os Plátanos, nomeadamente nas Feiras de Antiguidades e Velharias, a partir do dia 14 de junho e a Feira de Artesanato, a partir de 28 de junho.

Abel Baptista, vereador da Câmara Municipal de Ponte de Lima pelo MPLMT, demonstrou a sua preocupação sobre a forma como é feita esta abertura. Antes de mais pelo facto de a decisão não ter sequer sido debatida na Câmara, nem votada pelo executivo.

“É uma decisão mal planeada ao abrir uma feira, como a de Ponte de Lima, sem qualquer controlo de entradas (…) e abrindo para todas as atividades”, aponta Abel Baptista nas redes sociais.

Para o autarca a feira deveria abrir só para produtos agrícolas, incluindo a feira do gado, e alimentares e só mais tarde abrir progressiva (e eventualmente alternados os comerciantes) para as outras atividades.

Mais gritante para Abel Baptista é o facto de o despacho de autorização da feira proibir a venda dos produtos de Ponte de Lima. Está proibido o “mercado de lavradores” que se realiza no mercado municipal, aquele que mais contribui para as pequenas economias dos nossos lavradores deixa-se fechado, conclui o autarca.

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