O Centro Educativo da Gandra encerrou esta semana o parque de escorregas e a zona de brincadeiras das crianças, após uma vistoria ao local ter decretado o encerramento daquela área. Paulo Barreiro Sousa informou a escola da situação e Margarida Fernandes, coordenadora do Centro Educativo da Gandra, enviou um email aos pais das crianças dando conta da situação.
Na comunicação enviada aos encarregados de educação, Margarida Fernandes refere que, “por despacho do Senhor Vice-Presidente, Dr. Paulo Sousa”, foram identificadas “diversas situações de Não Conformidade” pelo LIQ (Laboratório de Inspeção e Qualidade), no âmbito das inspeções realizadas aos parques infantis existentes nos estabelecimentos de educação e ensino do Município.
“Face a estas ocorrências e considerando, em primeiro lugar, a necessidade imperativa de garantir a segurança e o bem-estar das crianças”, lê-se no email, “o parque infantil ficará interdito à utilização até que sejam efetuadas as intervenções necessárias para a total reposição das condições de segurança”. O espaço será “devidamente vedado e sinalizado”, devendo manter-se “rigorosamente interdito durante todo o período de intervenção”.
Segundo Margarida Fernandes, coordenadora da escola, “ainda não existe conhecimento da data prevista para o início e conclusão destas obras por parte da autarquia”, o que torna “urgente criar na escola um espaço alternativo, seguro e adequado para que as crianças do pré-escolar possam continuar a brincar ao ar livre”.
A solução proposta passa por “uma zona de brincadeiras com areia”, aproveitando “o canteiro exterior localizado na zona sul do recreio (junto às casas de banho)”. Segundo o comunicado, “esta área conta com três grandes árvores que asseguram sombra durante uma boa parte do dia, tornando-a ideal para o efeito”. A escola apela à “colaboração de todos os encarregados de educação e comunidade escolar que possam ajudar com materiais, ferramentas ou disponibilidade para a preparação do espaço”.
De acordo com a coordenadora, existe uma zona com árvores lateralmente à área agora fechada. A escola pretende colocar areia nesse espaço para criar um novo local temporário onde as crianças possam brincar. Para isso, está a convidar os pais a levar brinquedos e outros materiais que ajudem a entreter as crianças nesse parque infantil.
Segundo uma fonte junto dos pais, o problema já é conhecido há cerca de dois anos, mas nada foi feito até agora. Os pais estão descontentes com a solução encontrada e dizem não compreender como é que “há dinheiro para o sapo e não há dinheiro para estas pequenas coisas”.
São várias as queixas dos pais das crianças, nomeadamente o facto de as crianças virem sujas. A Câmara Municipal, segundo uma fonte junto dos pais, diz ter conhecimento da situação. O vice-presidente, Paulo Sousa, terá afirmado que vários parques deverão sofrer obras e que essas intervenções terão até já sido adjudicadas. No entanto, o empreiteiro acabou por recusar a obra, alegando que o valor não era suficiente para executar todos os trabalhos.
A redação deste jornal contactou a Câmara Municipal de Ponte de Lima, mas até ao momento não obteve resposta.
