Módulo de Acessibilidade

Cabedelo ganha novo parque de estacionamento a partir de quinta-feira

A partir desta quinta-feira, 23 de julho, os visitantes da praia do Cabedelo contam com uma nova solução para o estacionamento. A Junta de Freguesia de Darque anunciou a abertura de um parque no espaço Luziamar, que funcionará diariamente entre as 08h00 e as 20h00, mediante o pagamento de uma tarifa única diária de 5 euros.

O terreno, gentilmente cedido pelo proprietário à autarquia local a título de cortesia, surge como uma resposta concreta a um dos principais desafios enfrentados durante os meses de verão naquela zona costeira: a procura excessiva por lugares para estacionar, que tradicionalmente se intensifica com a chegada dos banhistas.

A Junta de Freguesia de Darque salientou que esta medida visa não só aliviar a pressão sobre as vias circundantes, mas também proporcionar maior comodidade e organização no acesso ao litoral durante a época balnear.

A cedência do espaço, válida para toda a temporada de verão, representa um esforço conjunto entre a iniciativa privada e o poder local para minimizar os constrangimentos viários na área.

O parque estará disponível exclusivamente no período diurno, com encerramento previsto para as 20h00, oferecendo uma opção prática e acessível para quem se desloca de viatura até ao Cabedelo.

A autarquia recomenda ainda que os utentes respeitem as regras de utilização do espaço e tenham atenção aos horários de funcionamento para evitar transtornos.

CCDR Norte e municípios traçam roteiro para a próxima década

O Conselho Regional do Norte aprovou hoje, dia 20 de julho, por unanimidade, o referencial metodológico da Estratégia Norte 2040, base para a construção da visão estratégica de desenvolvimento da região no pós-2027 e para o quadro de programação europeia 2028-2034.

A deliberação teve lugar no âmbito de uma reunião extraordinária do Conselho Regional, que decorreu na Casa das Artes de Arcos de Valdevez, reunindo a CCDR-NORTE e as Entidades Intermunicipais. O encontro serviu igualmente para debater temas estruturantes para o desenvolvimento do território, nomeadamente a execução de fundos comunitários e a revisão dos planos diretores, reforçando a articulação institucional em áreas prioritárias.

De acordo com a CCDR-N, a Estratégia Norte 2040 visa constituir um referencial de médio e longo prazo que fortaleça a resiliência e a capacidade de resposta da região face aos desafios económicos, sociais, ambientais e territoriais que se avizinham. O processo, que se prolongará por cerca de um ano, preconiza uma ampla e participativa mobilização de instituições, municípios, universidades, empresas e cidadãos, garantindo que a visão estratégica reflete as aspirações de toda a comunidade regional. A meta é que a agenda regional estratégica fique concluída antes do verão de 2027, capacitando o território para o novo ciclo de fundos comunitários.

Não pretendemos elaborar mais um documento estratégico. Pretendemos construir uma visão partilhada para a próxima década, envolvendo universidades, centros de investigação, empresas, autarquias, associações e cidadãos”, afirmou o presidente da CCDR-N, Álvaro Santos.

E prosseguiu: “queremos identificar os grandes desafios que marcarão o futuro da região e preparar respostas antes que esses desafios se transformem em problemas”. Para o responsável, “governar bem significa criar hoje as condições para que a região Norte esteja preparada para vencer os desafios de amanhã”.

Segundo Álvaro Santos, a estratégia assenta em três prioridades fundamentais: “executar com rigor, planear com inteligência e antecipar com visão”.

Em declarações à comunicação social durante o encontro de hoje, o responsável sublinhou que o Conselho Regional, que reúne os 86 municípios do Norte e representantes da sociedade civil, do tecido científico e do setor empresarial, constitui um espaço privilegiado de reflexão e concertação. “Estamos a iniciar um processo de reflexão estratégica para transportar a nossa região para a próxima década. Temos de pensar quais são os desafios, mobilizar os agentes, identificar os constrangimentos e as oportunidades”, afirmou.

Álvaro Santos alertou ainda para o risco de perda de fundos comunitários, mas garantiu que a CCDR está a trabalhar para minimizar essa possibilidade, preparando as instituições regionais para a nova arquitetura financeira, que valorizará a competitividade. “O risco existe, mas nós queremos é fazer o trabalho de casa atempado e mobilizador para que esse risco seja o mais pequeno possível”, reforçou.

No plano da execução financeira, a reunião serviu para fazer um ponto de situação dos investimentos apoiados pelo Banco Europeu de Investimento (BEI) e pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), com especial enfoque nas áreas da educação, saúde e infraestruturas tecnológicas. Atualmente, o NORTE 2030 regista uma taxa de aprovação de candidaturas próxima dos 60%, mas a execução dos projetos no terreno continua a ser um dos principais desafios, com o presidente da CCDR a apelar a um esforço concertado para acelerar a concretização das verbas. “É esse apelo que fazemos a todos os produtores, municípios, empresas privadas e outros setores, e ao setor social também, para que consigamos aumentar esta taxa de execução e até ao final de setembro alcançarmos as regras e os objetivos que nos propusemos”, afirmou, referindo-se ao cumprimento da regra do N+3 para não perder fundos comunitários este ano.

A revisão dos Planos Diretores Municipais (PDM) foi outro dos temas em destaque, com a CCDR a reconhecer que o processo ainda enfrenta constrangimentos, embora tenha havido progressos nos últimos meses. Para evitar a suspensão de licenciamentos em áreas urbanas e urbanizáveis, a Comissão de Coordenação decidiu conceder um prazo adicional de dois meses, alargando o prazo final para o final de setembro, para que os municípios possam concluir os seus processos. “Nós queremos que o ano 2026 seja o ano de conclusão deste processo de revisão”, afirmou Álvaro Santos, acrescentando que “é preciso acelerar estes processos” e que a CCDR está em sintonia com os municípios para que os procedimentos sejam agilizados. Sobre a simplificação burocrática, o presidente defendeu que “a simplificação dos processos e a eficiência nas respostas, nos tempos, em encurtar o mais possível os tempos de resposta é absolutamente fundamental”, revelando que já foi preparado um plano de contingência para evitar atrasos nas candidaturas.

O anfitrião da reunião, o presidente da Câmara Municipal de Arcos de Valdevez, Olegário Gonçalves, começou por agradecer a escolha do município arcuense para esta reunião de trabalho e destacou a importância do encontro para o território e para a região. O autarca confirmou que o concelho está a ultimar as candidaturas ao PRR, cujo prazo termina a 31 de agosto, e que possui várias obras em curso ou em fase de adjudicação nas áreas do saneamento, abastecimento de água e requalificação urbana. “Temos obras por praticamente todo o concelho, desde o saneamento à água, à branda científica, à do senhor da Peneda, pavimentações novas, obras aqui na vila”, enumerou. Relativamente ao PDM do concelho, Olegário Gonçalves adiantou que o documento está em fase de análise e que a discussão pública deverá decorrer durante o próximo mês de setembro, antes da aprovação formal pelos órgãos autárquicos. “O PDM em Arcos de Valdevez vai agora para a segunda reunião, para depois entrarmos em discussão pública, penso que até durante o mês de setembro iremos fazer essa mesma discussão pública”, detalhou.

A reunião abordou ainda o Plano Regional de Ação Climática e as novas competências regionais na área da saúde, áreas onde a CCDR Norte tem vindo a consolidar a sua atuação, acompanhando de perto a aplicação dos fundos e preparando-se para intervir em situações de emergência que possam surgir com o aproximar do final dos prazos. Sobre este tema, Álvaro Santos afirmou que “ainda estamos a consolidar esta área da saúde e da educação” e que, se necessário, a CCDR poderá acudir com o envelope financeiro do NORTE 2030 a situações de maior emergência.

Este momento de trabalho reforçou, assim, o compromisso da CCDR NORTE e das Entidades Intermunicipais na construção de respostas conjuntas para os desafios da Região, promovendo uma atuação coordenada em prol de um desenvolvimento mais sustentável, competitivo e coeso.

Bombeiros combatem fogo em Oliveira com apoio de dois meios aéreos

O incêndio florestal que deflagrou ao final da tarde desta segunda‑feira, 20 de julho, na freguesia de Oliveira, concelho de Arcos de Valdevez, continua por dominar, mobilizando 23 operacionais e cinco meios terrestres, com o reforço de duas aeronaves.

O alerta foi dado pelas 16h29, com o despacho de 1.º alerta a registar‑se às 16h44 e a chegada dos meios ao Teatro de Operações cerca de quatro minutos depois.

O fogo lavra numa zona de mato naquela localidade e, no terreno, os Bombeiros  Voluntários de Arcos de Valdevez contam com cinco viaturas e 23 operacionais, com o apoio da duas aeronaves.

As autoridades mantêm o alerta à população para que evite deslocações para a área e mantenha portas e janelas fechadas, de modo a proteger‑se da inalação de fumos.

A causa do incêndio está ain e o combate prossegue sem interrupção. A situação continua a ser acompanhada, aguardando‑se novas atualizações nos próximos minutos.

Continuam as buscas no Rio Minho por jovem levado pela corrente em Seixas

O desaparecimento de um jovem de 23 anos, natural do Porto, arrastado pela corrente do rio Minho ao início da tarde de domingo, mantém as equipas de emergência em operação na zona de Seixas, Caminha. A vítima encontrava-se com um grupo de amigos a nadar, por volta das 13h40, quando foram surpreendidos pela força da corrente fluvial. Enquanto os restantes banhistas conseguiram regressar a terra em segurança, o jovem acabou por ser arrastado e não voltou a ser visto.

O alerta foi registado no sistema às 13h41 de 19 de julho, tendo os meios chegado ao local ainda durante a tarde. As buscas prolongaram-se até ao final do dia, foram suspensas ao cair da noite e retomadas nas primeiras horas desta segunda-feira, 20 de julho.

O dispositivo de resgate, coordenado pelo Capitão do Porto e Comandante Local da Polícia Marítima de Caminha, mobiliza atualmente 21 operacionais e 8 meios terrestres. A operação assume caráter ibérico, envolvendo, para além das corporações de bombeiros e da Polícia Marítima, a Comandância Naval do rio Minho, a embarcação NRP Rio Minho, mergulhadores e o navio Cabo Fradera da Armada Espanhola, que apoiam na prospeção subaquática e no patrulhamento do troço internacional do rio.

As autoridades marítimas reforçam o aviso à população sobre a perigosidade das correntes naquela área, recomendando máxima prudência aos banhistas fora das zonas vigiadas. As buscas prosseguem ativas ao longo do dia.

PSP expõe meios operacionais em Ponte de Lima nos 150 anos do Comando Distrital

Iniciativa decorre este domingo no Largo de Camões e visa aproximar a instituição da comunidade

O Comando Distrital da Polícia de Segurança Pública (PSP) de Viana do Castelo está a realizar, este domingo, uma exposição dos seus meios operacionais no Largo de Camões, em Ponte de Lima, iniciativa que se insere nas comemorações dos 150 anos do comando.

Segundo o Comando Distrital, a ação permite aos visitantes conhecer de perto os equipamentos e viaturas utilizadas pela corporação no terreno, bem como contactar com os profissionais que diariamente asseguram a missão de proteção da comunidade e manutenção da ordem pública.

Em publicação oficial divulgada nas redes sociais, a PSP de Viana do Castelo lançou o convite à população, afirmando que “já estamos no Largo de Camões, em Ponte de Lima”, e desafiando os cidadãos a “conhecer de perto o trabalho da PSP e celebrar este dia connosco”.

De acordo com a força de segurança, as celebrações dos 150 anos do Comando Distrital têm decorrido ao longo deste mês com diversas iniciativas de proximidade junto da população. A mesma fonte adianta que estas ações procuram dar a conhecer o trabalho desenvolvido pela instituição e reforçar a ligação com a comunidade, promovendo um ambiente de maior confiança e cooperação.

Serra d’ Arga recebe exposição que mistura arte contemporânea e espaço rural

A Serra d’Arga, no concelho de Caminha, recebe a partir de sábado a 28.ª edição da Arte na Leira, uma exposição que mistura a criação contemporânea com o espaço rural e natural, revelou hoje a autarquia.

A Arte na Leira está de regresso à Serra d’Arga, reafirmando-se como um dos mais singulares encontros entre a arte contemporânea e o património natural da região”, descreve, em comunicado, a Câmara de Caminha. 

Até 19 de agosto, na Casa do Marco, em Arga de Baixo, a edição de 2026 reúne pintura, escultura e cerâmica de 25 artistas nacionais e estrangeiros, incluindo Mário Rocha, mentor e impulsionador do projeto cultural.

A iniciativa “aposta novamente na participação das crianças enquanto criadoras”. 

Reconhecendo o valor da expressão artística desde os primeiros anos, Mário Rocha convidou sete artistas com idades entre os 5 e 14 anos, oriundos do Porto, Felgueiras, Vila Nova de Gaia e Viana do Castelo, para integrarem a exposição com os seus trabalhos”, descreve o município.

A intenção, explica, é proporcionar “um diálogo intergeracional enriquecedor e inspirador”.

A Câmara sublinha que A Arte na Leira “é um convite para subir à Serra d’Arga, descobrir novos olhares sobre a arte contemporânea e deixar-se envolver pela beleza de um território onde a criatividade e a natureza caminham lado a lado”.

Quem visitar a Arte na Leira encontrará muito mais do que uma exposição. Encontrará um espaço de encontro, partilha e contemplação, onde a arte se funde com a paisagem”, indica a autarquia.

Promovida pelo artista Mário Rocha, a Arte na Leira “é uma exposição singular que mistura a criação contemporânea com a ruralidade da Serra d’Arga”.

Homem de 26 anos detido por tráfico de droga

Um homem de 26 anos foi detido e constituído arguido por suspeita de tráfico de droga em Valença, revelou hoje o Comando Territorial de Viana do Castelo da GNR.

Em comunicado, aquela força policial explica que, durante a fiscalização de uma viatura, um dos ocupantes tentou “desfazer-se de um saco que, após verificação, se apurou conter produto estupefaciente”.

A GNR aprendeu 68 doses de cocaína, 1.620 euros em numerário e um telemóvel.

Nexteam inaugura novas instalações e reforça aposta em Portugal

Grupo francês celebra 25 anos no país com a abertura do Edifício Bojador, em Padreiro, e prevê atingir 50 milhões de euros de faturação até 2027

Foi hoje, 17 de julho, que a Nexteam, grupo francês especializado em componentes críticos de elevada precisão para os setores aeronáutico, espacial e de defesa, abriu oficialmente as portas do seu novo polo industrial no Edifício Bojador,⁰ localizado no Parque Empresarial de Padreiro, em Arcos de Valdevez.

A cerimónia, marcada para as 10h30, contou com a presença do Secretário de Estado Adjunto e do Trabalho, Adriano Rafael Moreira, e assumiu um caráter duplamente simbólico. O evento celebra não só a expansão física da empresa, mas também os 25 anos de operação da Nexteam em território nacional, juntamente com os 20 anos da Satys Portugal, outra empresa do setor que também marca presença no concelho.

A mudança para o Edifício Bojador resulta da aquisição da antiga fábrica da Coindu, ocorrida em 2025. Com uma área total de 10 mil metros quadrados, a nova unidade permitirá à empresa triplicar a sua capacidade de produção, centralizando operações que estavam dispersas.

Atualmente com 94 colaboradores e uma faturação de 8,6 milhões de euros (registada em 2023, o que representa um crescimento de 22% face ao ano anterior), a Nexteam Portugal traçou metas ambiciosas: pretende chegar a 2027 com 200 trabalhadores e uma receita anual de 50 milhões de euros, consolidando a região como um dos principais polos de componente aeroespacial do país..

Para além de Portugal, o grupo marca presença em França, Polónia, Roménia, Marrocos, Tunísia, Áustria e Suécia.

Globalmente, o grupo emprega aproximadamente 2.400 pessoas, dedicando-se à maquinação de alta precisão, fundição complexa e trabalho de chapa metálica (corte, dobragem e soldadura) para gigantes da aviação como a Airbus e a Boeing — fornecendo peças para programas como o A320 e o 737.

Fundado em 1974, o grupo tem vindo a consolidar a sua posição no mercado através de fusões e aquisições estratégicas. O processo de crescimento ganhou particular ímpeto com a integração da ATG (em 2023) e conta com o suporte financeiro da EMZ Partners, em parceria com a Bpifrance e a Amundi.

Com este investimento em Padreiro, Arcos de Valdevez afirma-se definitivamente como um polo de referência na indústria aeroespacial e de defesa em Portugal, atraindo cada vez mais protagonistas de relevo internacional e gerando emprego qualificado na região do Alto Minho.

Incêndio florestal mobiliza 22 operacionais em Guilhadeses e Santar

Um incêndio florestal deflagrou ao final da tarde desta quinta-feira, dia 16 de julho, na União das Freguesias de Guilhadeses e Santar, no concelho de Arcos de Valdevez.

Segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), o alerta para a ocorrência foi dado pelas 17h42, encontrando-se os meios já no terreno a combater as chamas.

No local, estão empenhados 22 operacionais dos Bombeiros Voluntários de Arcos de Valdevez, apoiados por seis viaturas.

As autoridades mantêm-se em alerta e monitorizam a evolução do fogo. As causas do incêndio estão ainda por apurar.

Urgência no socorro marítimo acelera desassoreamento do Rio Minho

A presidente da Câmara de Caminha, Liliana Silva, afirmou esta quinta-feira, 10 de julho, que o desassoreamento do rio Minho deverá estar concluído dentro de um ano e meio a dois anos, apontando para 2027 ou 2028 como horizonte para a conclusão da intervenção.

Em declarações aos jornalistas, à margem da assinatura de protocolos em Vila Praia de Âncora – onde o concelho formalizou a adesão ao Balcão Digital do Mar e a assunção do Edifício da Onda – a autarca revelou que a Agência Portuguesa do Ambiente deu indicações de que está a avançar a candidatura para o desassoreamento da zona sul do rio Minho, na área da Foz.

Liliana Silva adiantou que a intervenção terá início em breve junto ao pontão de atraque da Polícia Marítima, justificando a urgência com as dificuldades sentidas pelas embarcações, nomeadamente em períodos de maré baixa, para sair em missões de socorro.

Questionada sobre o processo, a presidente da Câmara reiterou que “uma parte já vai avançar brevemente, junto ao pontão da Capitania”, sublinhando que se trata também de uma “questão de segurança” relacionada com a nova Estação Salva-Vidas, que será instalada na Foz do rio Minho.

Durante a cerimónia de hoje, a autarca, eleita pela coligação PSD/CDS-PP/PPM, defendeu a construção de uma marina na Foz do rio, considerando que a infraestrutura “podia catapultar o concelho de Caminha” e torná-lo “ponto obrigatório de paragem do turismo de recreio”, contribuindo para uma “economia do mar pujante e transformadora”.

Ainda a propósito do desassoreamento, Liliana Silva recordou que, em maio passado, já havia referido que a zona junto ao pontão da Capitania avançaria em breve por razões de segurança. Na altura, adiantou ainda que estão a ser desenvolvidos estudos para a restante extensão do rio, que inclui não só a remoção de areias, mas também o combate a plantas infestantes, um problema grave naquele curso de água.

Atualmente, existem cinco pontes sobre o rio Minho a ligar o distrito de Viana do Castelo à Galiza, sendo Caminha o único concelho do vale do Minho que ainda depende do transporte fluvial para a ligação ao território espanhol.

O ‘ferryboat’ Santa Rita de Cássia, que assegura a travessia entre Caminha e La Guardia desde 1995, tem registado interrupções sucessivas ao longo dos anos, quer por avarias na embarcação, quer pelo assoreamento do canal de navegação.

Em maio de 2022, a ligação foi suspensa devido a problemas no cais galego que impediam a atracação do ferry naquela margem; contudo, mesmo após a resolução dessa questão, o assoreamento do rio inviabilizou a retoma das operações.

Liliana Silva já tinha revelado, em maio, que o ‘ferryboat’ Santa Rita de Cássia “não vai voltar a funcionar”, uma vez que o orçamento para a sua reparação ascende a 1,4 milhões de euros, valor considerado “totalmente incomportável” para as finanças municipais.

Share this:

Like this:

Like Loading…