Módulo de Acessibilidade

Aprovada candidatura para construir galeria cultural por 1,6 ME

A Câmara de Arcos de Valdevez anunciou hoje a aprovação da candidatura que vai permitir a construção da galeria cultural no antigo cineteatro Alameda, pelo valor de mais de 1,6 milhões euros.

Segundo a autarquia do distrito de Viana do Castelo, o novo espaço “irá permitir alargar a capacidade de acolher exposições e outras manifestações de arte, reforçando a posição de Arcos de Valdevez como um território em destaque na região”.

O “projeto terá espaços para áreas expositivas (artes visuais, vídeo e multimédia), conferências e ‘performances’ (de pequena dimensão), devolvendo a memória à comunidade e criando um ponto de encontro, gerador de cruzamentos sociais e artísticos”.

A galeria cultural Alameda integra a empreitada de requalificação já em curso, por 2,6 milhões de euros, do cineteatro Alameda, que iniciou a sua atividade em finais da década de 60 do século XX.

A empreitada do cineteatro foi iniciada para “criar um espaço para desenvolver projetos de criação artística e produção no território, facilitando a sustentabilidade e crescimento dentro da área das indústrias culturais e criativas”.

A requalificação do cineteatro “passa pelo melhoramento e adaptação dos seus espaços para receber projetos criativos nas áreas do espetáculo, visando uma oferta cultural diversificada, alargada e melhorada face à Casa das Artes”.

A capacidade total prevista é de 354 lugares sentados, com 250 lugares na plateia e 104 lugares no balcão.

Já a galeria cultural irá acolher exposições e eventos culturais. No piso inferior será criada uma cafetaria para servir tanto a galeria como o novo espaço cultural.

Do investimento elegível de 1.606.744,89 euros, a comparticipação comunitária é de 606.703,53 euros.

Morreu o antigo comandante dos Bombeiros de Valença

José Manuel Veiga Rodrigues, Chefe do Quadro de Honra, faleceu aos 71 anos vítima de doença. Autarca sublinhou o seu contributo para o desporto e para o associativismo local.

A comunidade de Valença despede-se hoje de José Manuel Anjos Veiga Rodrigues, antigo comandante do Corpo de Bombeiros Voluntários de Valença e, mais recentemente, titular do cargo de Chefe do Quadro de Honra da mesma corporação. O falecimento, ocorrido hoje aos 71 anos devido a uma doença, foi anunciado através da página oficial de Facebook da instituição.

Natural de Valença e residente no concelho, Veiga Rodrigues nasceu a 4 de outubro de 1954. Ao longo da sua vida, dividiu-se entre duas grandes paixões: o voluntariado nos bombeiros e o atletismo, tendo sido treinador e dirigente do Sport Clube Valenciano, onde apoiou a formação desportiva dos jovens.

Na mensagem publicada nas redes sociais, a corporação de bombeiros descreveu o antigo comandante como alguém que se entregou de corpo e alma à causa, assumindo funções de liderança com um forte sentido de dever, firmeza e sensibilidade humana. A mesma nota sublinhou que, mesmo depois de deixar o serviço ativo, ele continuou a manter laços estreitos com a casa, demonstrando sempre interesse e afeto pelos colegas e pela instituição. Os bombeiros despediram-se dele com a expressão “Até sempre”.

O presidente da Câmara Municipal de Valença, José Manuel Carpinteira classificou o falecido como uma figura de referência no movimento associativo local, lembrando-o como alguém respeitado, generoso e muito empenhado nas causas da coletividade.

O autarca acrescentou que Veiga Rodrigues foi uma das personalidades que mais trabalhou a favor da juventude valenciana, nomeadamente através do desporto.

As cerimónias fúnebres realizam-se na Igreja da Nossa Senhora da Saúde, em Valença, de onde partirá o cortejo fúnebre para ir a sepultar no Cemitério Municipal.

 

Motociclista ferida após colisão na Rotunda da Família

Motociclista de 39 anos ferida em despiste na Rotunda da Família, em Arcos de Valdevez

Uma mulher de 39 anos ficou ferida com gravidade ligeira na sequência de um despiste de motociclo, ocorrido durante a manhã desta terça-feira na Rotunda da Família, localizada na Avenida Dr. Mário Soares, em Arcos de Valdevez.

De acordo com informações apuradas no local, o acidente aconteceu após uma colisão entre a mota e um veículo ligeiro, o que terá provocado o despiste do motociclo.

A vítima, que sofreu ferimentos ligeiros, foi assistida no local e transportada para o hospital de Viana do Castelo.

No socorro estiveram elementos da Ambulância de Bombeiros de Suporte Imediato de Vida (ABSC), apoiados por dois bombeiros. A GNR tomou conta da ocorrência.

Homem encarcerado após acidente na EN202 em Ázere

Oito operacionais e duas viaturas estão a prestar socorro no local, com apoio da SIV de Arcos de Valdevez.

Um acidente rodoviário na manhã desta terça-feira, no lugar de Figueiredo, freguesia de Ázere, concelho de Arcos de Valdevez, provocou o encarceramento de um homem de 60 anos.

A colisão ocorreu na Estrada Nacional 202 (EN202)e, egundo informações apuradas, a vítima ficou presa na própria viatura, tendo sido necessário o desencarceramento por parte dos bombeiros.

No local encontram-se oito operacionais apoiados por duas viaturas de socorro. A viatura de Suporte Imediato de Vida (SIV) de Arcos de Valdevez foi igualmente mobilizada para prestar assistência ao condutor.

O estado de saúde do homem de 60 anos não foi ainda divulgado. As causas do acidente estão a ser investigadas pelas autoridades.

Apresentada em Valença a terceira edição do Vinhos do Atlântico

Apresentação do evento decorreu hoje, às 11h, na Praça da República, em frente à Câmara Municipal de Valença

A terceira edição do evento “Vinhos do Atlântico, Festa da Ribeira Minho” foi apresentada hoje, 23 de maio, pelas 11 horas, na Praça da República, em frente à Câmara Municipal de Valença. A iniciativa realiza-se nos dias 5 e 6 de junho, no Jardim Municipal e na Fortaleza de Valença, com provas, gastronomia e música. O evento, que tem crescido e se consolidado, pretende promover o território, a cultura, a gastronomia e, sobretudo, a produção vinícola da região, numa lógica de cooperação transfronteiriça com a Galiza.

Na apresentação do evento, Andreia Amorim, responsável pela organização, destacou o papel histórico de Valença como ponto de agregação e capital das relações comerciais entre o Minho e a Galiza. “Valença é uma cidade que apela à reunião, é um ponto de agregação”, afirmou, lembrando que, “desde a primeira edição do Vinhos do Atlântico, há três anos, Valença convidou todos os parceiros das diferentes sub-regiões dos Vinhos Verdes a unirem-se a esta festa”.

Andreia Amorim sublinhou ainda o crescimento da mostra, que este ano conta com participantes das sub-regiões de Monção e Melgaço, Lima e Basto. “A intenção é termos uma Mostra Vínica cada vez mais representativa, porque aquilo que nós queremos comunicar é a imagem desta força e desta diversidade”, explicou. E acrescentou: “Valença foi pioneira nesta abordagem de trazer os vinhos da Galiza para uma Mostra Vínica conjunta. Só um concelho com esta vocação histórica de relações transfronteiriças poderia desempenhar este papel.”

Por sua vez, José Carpinteira, presidente da Câmara Municipal de Valença, reforçou a aposta da autarquia na promoção do território e no desenvolvimento agrário. “O que o município pretende é promover o território, a cultura e também o nosso desenvolvimento agrário através do vinho”, disse. Carpinteira revelou que Valença conta com três adegas e vários produtores e que o município avançou no ano passado com um plano de desenvolvimento agrário para uma área “muito esquecida do concelho”.

O presidente da Câmara anunciou ainda estar a ser promovida, em articulação com os municípios de Paredes de Coura, Vila Nova de Cerveira e Caminha, a eventual criação de uma região de Vinhos Verdes, “exatamente para dar força a este território que estava muito esquecido em termos vinícolas”. “É nesse sentido que esta festa, Vinhos do Atlântico, surgiu: para dar força e vivência e mostrar aos produtores que podem acreditar na nossa força de vontade para ajudar a promover os vossos produtos”, afirmou.

O evento, que decorre em junho no Jardim Municipal e também no espaço emblemático da Fortaleza de Valença, “o nosso ex-libris”, como referiu Carpinteira, pretende associar os vinhos ao património, à cultura e à história locais. Haverá provas, gastronomia e concertos, com o objetivo de atrair público de ambos os lados da fronteira. “Vai ser um espaço de convívio em que os produtores têm a oportunidade de mostrar tudo aquilo que conseguem fazer e que querem fazer com quem nos visita”, concluiu José Carpinteira, deixando o convite: “Dia 5 e 6, venham visitar Valença.

Pedro Chagas, o escritor que encanta “sem querer”

Na noite desta sexta-feira, Pedro Chagas Freitas subiu ao palco da Feira do Livro de Ponte da Barca e transformou o auditório num espaço de partilha. Durante mais de uma hora, o escritor conversou com o público num ambiente de cumplicidade que poucos eventos literários conseguem alcançar.

A sessão começou com a intervenção de Rosa Arezes, vereadora com o pelouro da Cultura do Município de Ponte da Barca, que fez a apresentação do autor. De seguida, o escritor iniciou a apresentação da sua obra, da arte de escrever e dos momentos de dor que a vida lhe trouxe.

Pedro Chagas Freitas, para além do escritor que já todos conhecemos, mostrou ser um bom orador e, logo nas primeiras palavras, cativou o público presente. Com casa cheia, o escritor conduziu o público barquense num mergulho na sua intimidade criativa, na doença do filho Benjamin, na morte do pai e no seu novo livro.

O autor, que se define como «um gajo que escreve» e não como um «guru iluminado», começou por revelar a cronologia invertida da sua inspiração para o seu livro “O Hospital das Alfaces”, um bestseller com quase 120 mil exemplares vendidos.

Segundo o autor, a ideia do “Hospital da Alface” não nasceu da doença do filho. Já existia na sua cabeça dois ou três anos antes. «A história de haver um hospital que cuidava de alfaces já estava na minha cabeça», contou, recordando a forma como conquistou o primeiro emprego em publicidade quando, em vez de um currículo, enviou uma alface dentro de uma caixa gigante.

«Dois anos depois, aconteceu aquilo», disse, numa referência à doença de Benjamin e à analogia com o fígado que se regenera como uma alface que se quer salvar.

«Eu já tinha inventado a emortia (a doença que faz com que o pai não possa abraçar o filho, porque se o abraçar morre) antes de eu próprio não poder abraçar o meu pai.» A plateia silenciou. Ele prosseguiu, referindo que a imaginação chocou com a realidade: «De repente, o meu pai morre e eu não pude, de facto, abraçá-lo. Aquilo transformou-se de facto no que aconteceu.» Foi o momento em que o autor resumiu o paradoxo que o tem acompanhado: «Eu percebi que andava à procura do Everest e, afinal, ele estava ali à minha frente.» No corredor de um hospital. Na impossibilidade de um abraço. Na luta silenciosa para salvar um filho.

A comoção cresceu quando Pedro Chagas abordou a doença do filho Benjamin, uma doença rara, a deficiência de alfa-1 antitripsina, que o levou a precisar de um transplante de fígado. O autor e a mulher não eram compatíveis para serem dadores, o que tornou a aflição ainda maior. Ao longo de vários meses de internamento, foram as histórias e os peluches que ajudaram a enfrentar o medo. Como o próprio autor confessou, «escrever foi uma forma de organizar a dor, de tentar compreendê-la».

É neste universo que surge o último livro do autor: “Benjamim e os dias cheios de nada”. O livro esgotou a primeira edição ainda em fase de pré-venda, antes mesmo de estar disponível nas livrarias, o que é um feito raro na literatura portuguesa.

Numa altura em que o sofrimento poderia ter dominado, Pedro Chagas encontrou na solidariedade e na escrita uma forma de resgatar o sentido.

Um outro livro surgiu no panorama português como marco de solidariedade: “O Rei Tigão”.

No livro, os protagonistas da história são dois peluches: o Tigão e o Alfredo. Não se tratam de brinquedos comuns, mas sim de réplicas exatas dos que acompanharam o filho Benjamin durante as cinco cirurgias a que foi submetido. Eles estiveram sempre ao lado do filho, tendo mesmo ido «com ele para o bloco operatório».

“O Rei Tigão” conta a história de um tigre que precisa de um transplante e do seu amigo pinguim, abordando com humor e amizade os desafios enfrentados por crianças com doenças raras. Segundo o escritor, o Tigão tem uma cor invulgar: «Está um bocadinho amarelo. Os tigres costumam ser laranja. Este é amarelo porque é um dos sintomas da doença do meu filho – a pele amarela, os olhos amarelados.» O Alfredo, um pinguim de voz «ácida e nervosa», servia para dizer o que os pais não podiam dizer aos médicos. «O Alfredo era a nossa voz», resumiu.

As receitas da venda deste livro revertem a 100% para a unidade de hepatologia e transplantação hepática de Coimbra. Foram já doados mais de 11 mil euros em material para os pais que vivem no hospital. Entre os itens entregues estão carrinhos de bebé, sofás-cama, mesas de apoio, espreguiçadeiras, televisões, micro-ondas e camas dobráveis, destinados a dar conforto e dignidade às famílias que ali passam longos períodos. «Há uma mãe que mora lá há 14 meses. Aquilo é a casa dela. Ela tem de ter o mínimo de dignidade, conforto», afirmou o autor. «Este dinheiro não é meu. É de cada pessoa que comprou “O Rei Tigão”. Cem por cento dos direitos de autor foram para esta causa. Eu carreguei a história, vocês carregaram o gesto», referiu Pedro Chagas, sublinhando o caráter coletivo da ajuda.

Num dos momentos mais surpreendentes da conversa, Pedro Chagas desafiou a ideia de que a dor e a lágrima são mais respeitáveis do que o riso. «Nós respeitamos muito a lágrima e respeitamos pouco a alegria. Achamos que a alegria é rasa e superficial. Mas o que nos salvou naquele corredor do hospital foi a gargalhada.» E rematou: «Uma gargalhada profunda pode salvar-nos profundamente. Foi a alegria que nos salvou, ironicamente.»

Pedro Chagas garante que não se deixa deslumbrar pelo êxito e por isso recusou sempre qualquer pedestal. «Não me interessa de todo colocar num patamar de guru. Sou um anti-guru. Sei muito pouco. Não tenho nada para ensinar.» E contou que, quando o sucesso foi maior – com livros esgotados, digressões internacionais –, esse não foi «de todo o período mais feliz da minha vida». Citou Jim Carrey e o desejo de que toda a gente pudesse experimentar, pelo menos uma vez, tudo o que o dinheiro compra. «E aí as pessoas iam ver», disse, deixando a frase em suspenso.

O autor manifestou a sua vontade de estar próximo de quem o lê e reforçou que, quando o interpelam nas redes sociais, é sempre ele que responde: «Sou mesmo eu que respondo. Não é ninguém, não é nenhuma equipa. Porque eu faço questão de perceber quem é que me lê, que pessoa é esta, porque é que gostou, porque é que sentiu.»

No final da conversa, os presentes tiveram a oportunidade de questionar o escritor num ambiente de partilha genuína. As perguntas sucederam-se sem constrangimentos e Pedro Chagas respondeu a cada uma com a mesma frontalidade e humildade que marcaram toda a noite.

Ponte da Barca viu, assim, um escritor a fazer um ritual de comunhão com os leitores, mas também um homem que escreve porque precisa, que antecipou a vida sem saber, e que transformou a dor dos corredores hospitalares num livro esgotado antes de nascer.

PJ investiga acessos indevidos a registos de crianças no SNS após compromisso de credenciais

A Polícia Judiciária abriu um inquérito ao caso do acesso indevido a registos de utentes do Serviço Nacional de Saúde, entre os quais crianças, na sequência de suspeitas de utilização por terceiros das credenciais de um médico da Unidade Local de Saúde do Alto Minho. Em comunicado, a ULS do Alto Minho esclareceu que, tendo ouvido o médico, tudo indica que as suas credenciais foram comprometidas, não tendo os acessos sido realizados pelo profissional. “O compromisso das credenciais do médico terá resultado no acesso indevido a registos administrativos, não clínicos, de diversos utentes, entre os quais crianças”, lê-se no documento, que acrescenta que a instituição já informou as entidades competentes para a apreciação de possíveis atos ilícitos.

O caso surgiu após denúncias e relatos de utentes nas redes sociais sobre notificações de acesso aos seus processos através do SNS 24, o que levou à apresentação de queixas junto de várias entidades de saúde. Um pai de uma criança de quatro anos contou que soube do acesso ao registo do filho através de mensagens trocadas num grupo de pais no WhatsApp e referiu que “os acessos são às centenas na zona norte e centro do país”. Segundo relatos de vários pais de um colégio da região Norte, os acessos aos processos ocorreram durante a madrugada e o início da manhã de hoje e, pelo menos num caso, abrangeram os registos do agregado familiar.

O bastonário da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes, afirmou que recebeu dezenas de queixas relativas a uma alegada consulta indevida de processos clínicos de crianças por parte de um médico da ULS do Alto Minho, num caso que aponta para uma possível falha de cibersegurança no SNS. A Ordem enviou ofícios ao Ministério Público, aos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde e à ULS do Alto Minho e está a acompanhar a situação. “Parece que estamos perante uma situação de cibersegurança, de falha em termos de segurança informática”, declarou o bastonário, ressalvando que essa suspeita ainda tem de ser apurada pelas entidades competentes.

Os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) afirmaram que não comentam casos concretos relacionados com matérias de segurança ou cibersegurança, mas asseguraram que todas as comunicações sobre estes possíveis incidentes são analisadas e que estão “em permanente articulação com as autoridades competentes”.

 

 

Estudo do INE revela que um terço do país está em risco elevado de incêndio

Perto de um terço (30,6%) do território continental de Portugal está classificado como área de alto e muito alto risco de incêndio rural, indicou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

A informação faz parte da “caracterização das áreas de perigosidade de incêndio rural”, divulgada hoje pelo INE e que foi realizada com base na Carta de perigosidade estrutural de incêndio rural 2020-2030, publicada pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas.

Mais precisamente, 25,4% do território tem um risco muito baixo de incêndio rural, em 19,7% o risco é baixo e em 16,5% é médio, sendo alto em 16,4% do território e muito alto em 14,2%.

O risco alto e muito alto de incêndio é maior nas regiões Centro e Norte do país, representando mais de metade do seu território (50,5% e 50,2%, respetivamente), e no Algarve (30,7%).

“Em contraste, no Alentejo, na Península de Setúbal e no Oeste e Vale do Tejo predominavam as áreas classificadas com muito baixa perigosidade correspondendo a 54,8%, 46,4% e 34,7% da superfície regional, respetivamente”.

O estudo do INE refere ainda que “na Grande Lisboa, na Península de Setúbal e na Área Metropolitana do Porto, a superfície não classificada em termos de perigosidade era predominante em mais de metade dos municípios, refletindo o elevado grau de urbanização e artificialização do território nestas sub-regiões”.

Além disso, 47,5% da superfície de áreas protegidas encontram-se em zonas de risco alto e muito alto de incêndio rural.

No território continental onde o risco é alto e muito alto residem “51.115 pessoas, correspondendo a 0,5% da população” e regista-se “um maior índice de envelhecimento quando comparado com o total do Continente: respetivamente, 210,0 e 184,6 pessoas com 65 ou mais anos por cada 100 jovens (até aos 14 anos)”.

O INE assinala ainda que cerca de 69,3% da população isolada (97.085 pessoas) residia em áreas de elevada perigosidade e mais de um terço do total (38,6%) nas de risco muito alto.

A nível regional, a proporção de população isolada em áreas com alto ou muito alto risco de incêndio rural “era mais expressiva no Alentejo e no Algarve”.

Nas zonas com maior risco de incêndio rural (alto e muito alto) situam-se 1,3% dos edifícios e 0,8% dos alojamentos familiares, principalmente primeiras habitações.

Em relação ao socorro, a caracterização indica que as corporações de bombeiros estão espalhadas pelo país, “apesar da maior concentração na Grande Lisboa e na Área Metropolitana do Porto”, enquanto os estabelecimentos hospitalares estão mais concentrados no litoral, sobretudo “nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, acompanhando o padrão da distribuição da população”.

“Apenas 7 dos 438 (1,6%) corpos de bombeiros e 5 dos 224 (2,3%) estabelecimentos hospitalares do Continente se localizam em áreas classificadas com perigosidade de incêndio rural, sendo residual a presença destes equipamentos em classes de alta e muito alta perigosidade”, precisa.

 

 

Três dias de gastronomia, música e tradição em Paredes de Coura a partir de hoje

Arranca esta sexta-feira, dia 22 de maio, o festival gastronómico de Paredes de Coura, que se prolonga até domingo, dia 24, no Largo Hintze Ribeiro. O evento abre portas às 19h00, com animação programada para os três dias.

Nesta primeira noite, o destaque vai para o concerto de Cláudia Martins e os Minhotos Marotos, agendado para as 22h30, seguido da atuação do DJ Markz à meia-noite e meia.

No sábado, dia 23, o programa arranca cedo, às 08h00, com um concurso de pesca. A entrega de prémios da competição está marcada para as 15h00, seguida de um showcooking com o chef Hélio Loureiro às 16h00. O encerramento do segundo dia fica a cargo dos Karetus (23h00) e do DJ Siman Beatz (00h30).

No domingo, dia 24, a vertente religiosa e etnográfica marca o dia com a Procissão do Espírito Santo às 15h00, seguida da atuação do Rancho Folclórico de Rubiães (Paredes de Coura) e do Rancho Folclórico das Lavradeiras de São Pedro de Merufe (Monção) às 16h00.

O festival gastronómico de Paredes de Coura convida assim residentes e visitantes a desfrutar de três dias de sabores, música e tradição no Largo Hintze Ribeiro.

 

 

Três freguesias caminham contra o cancro no próximo domingo

Ázere, Couto e Prozelo voltam a unir esforços na segunda edição da caminhada solidária, com fundos a reverter para a Liga Portuguesa Contra o Cancro.

É já no próximo domingo, dia 24 de maio, que as freguesias de Ázere, Couto e Prozelo dão vida à segunda edição da Caminhada Solidária, uma iniciativa conjunta das respetivas Juntas de Freguesia em prol da Liga Portuguesa Contra o Cancro.

Com o lema “Move-te connosco pela vida, contra o Cancro”, a concentração está marcada para as 9h30, no Parque de Lazer do Rio Vez, na freguesia de Prozelo. Antes do arranque do percurso, os participantes poderão participar numa sessão de aquecimento orientada pela Associação Arte Dança de Arcos de Valdevez.

O percurso terá início e fim no mesmo local, passando pelas freguesias de Ázere e Couto, num trajeto que convida à partilha, à prática desportiva e, acima de tudo, à solidariedade.

A participação tem um custo simbólico de 6 euros por pessoa. Este valor inclui uma t-shirt alusiva ao evento, uma mochila e um reforço alimentar para o trajeto. Toda a receita obtida reverterá na totalidade para a Liga Portuguesa Contra o Cancro, apoiando a sua missão de prevenção, apoio a doentes e financiamento de investigação.

As inscrições encontram-se abertas e podem ser realizadas presencialmente nas sedes das Juntas de Freguesia de Ázere, Couto e Prozelo, ou através dos seguintes contactos telefónicos: 963 329 592 (Ázere), 934 612 512 (Couto) e 968 976 696 (Prozelo).

“Todos contamos para fazer a diferença. Juntos contra o Cancro!”, recordam os organizadores, que esperam repetir o sucesso da edição anterior e contar com a participação de toda a comunidade, num gesto simples mas significativo de união e cidadania.

A não perder, no próximo domingo, pelas margens do Rio Vez.

 

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