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Idoso de 84 anos perde a vida enquanto almoçava numa esplanada

Um homem de 84 anos faleceu na tarde desta quarta-feira, 1 de julho de 2026, quando almoçava numa esplanada situada no centro histórico de Ponte de Lima. A vítima, que residia no concelho do Porto, encontrava-se acompanhada à mesa no momento em que o episódio ocorreu.

De acordo com as informações disponibilizadas, a causa mais provável da morte terá sido uma obstrução das vias respiratórias enquanto o idoso fazia a refeição.

Ao local acorreram os Bombeiros Voluntários de Ponte de Lima, bem como uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) e uma Ambulância de Suporte Imediato de Vida (SIV). O comandante da corporação limiana, Carlos Lima, confirmou que as equipas de emergência ainda aplicaram manobras de reanimação, mas o desfecho não pôde ser alterado. O óbito acabou por ser verificado no próprio local.

As autoridades efetuaram o registo da ocorrência e desencadearam os procedimentos habituais neste tipo de situações.

Casa da Baldrufa foi hoje demolida

A histórica Casa da Baldrufa, um dos exemplares da arquitetura senhorial setecentista à entrada da vila de Ponte de Lima, foi hoje demolida.

O imóvel, que se encontrava votado ao abandono há vários anos, foi alvo de um processo de classificação aberto em 1994. No entanto, o procedimento foi arquivado em setembro de 2012, com a respetiva publicação oficial em Diário da República. Na altura, a decisão recomendou que a classificação como de interesse municipal fosse avaliada pela autarquia, recomendação que nunca foi concretizada.

Posteriormente, a propriedade foi adquirida por um novo dono com interesses imobiliários. O estado de degradação avançado abriu caminho para a demolição, que se consumou ontem, gerando indignação na comunidade. Em publicações nas redes sociais, o ato é descrito como um “atentado ao Património Construído” e uma perda “da memória coletiva”.

A demolição da Casa da Baldrufa representa, assim, o fim de um processo de degradação e de oportunidades perdidas para a preservação de um bem com valor histórico e identitário para Ponte de Lima.

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Termina hoje o prazo para a limpeza de terrenos

O prazo para limpeza de terrenos, no âmbito da prevenção de incêndios rurais, termina hoje, mas as associações de proprietários pedem “tolerância” às autoridades antes da aplicação de contraordenações.

O prazo para os trabalhos de gestão de combustível na rede secundária, no âmbito das medidas de prevenção de incêndios rurais, foi prolongado pelo Governo até 30 de junho, para todo o território nacional, após numa primeira fase apenas vigorar nos concelhos abrangidos por declaração de calamidade, devido às tempestades de janeiro e fevereiro.

Contudo, segundo o presidente da Federação Nacional de Associações de Proprietários Florestais (FNAPF), Luís Damas, “há muitos trabalhos que ainda vão decorrer”.

Por isso, acrescentou, o que se pede, nomeadamente à GNR, é que seja dado tempo às pessoas que já disseram que iam fazer a limpeza. 

“As pessoas que já disseram que iam fazer que não sejam logo multadas no dia 01 [de julho], mas que lhes dê ainda tempo de resolver o problema”, afirmou Luís Damas, em declarações à Lusa, defendendo “tolerância e pedagogia”, pois as associações, equipas de sapadores e empreiteiros “têm muito trabalho ainda em carteira”.

De acordo com fonte da GNR, até segunda-feira, registaram-se “122 detidos e 781 suspeitos identificados, num total de 2.869 crimes de incêndio florestal”.

A mesma fonte indicou ainda que, até domingo, a GNR registou 4.091 ocorrências de incêndio florestal, quando até 30 de maio se tinham registado 2.921, número que comparava com 795 ocorrências no período homólogo até ao final de maio de 2025.

Na comparação com o ano passado, os 122 detidos ultrapassam em quase uma centena as 23 detenções em 2025 e os 781 suspeitos identificados tinham-se ficado por 384, no âmbito de 1.594 crimes de incêndio florestal.

Na gestão de combustível, para prevenção de fogos rurais, a GNR “realizou 8.548 sinalizações de terrenos para serem limpos”, enquanto no mesmo período do ano passado “foram realizadas 10.417 sinalizações”, números até 26 de junho, mas que se reportam ao final de abril.

No entanto, a GNR teve “um reforço” da atividade no âmbito da tempestade Kristin, nos distritos de Leiria, Castelo Branco, Coimbra e Santarém, tendo registado até 30 de maio “cerca de 3.300 sinalizações” de carga combustível, o que eleva para pelo menos 11.848 terrenos por limpar.

De acordo com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), com base no Sistema de Gestão de Informação de Incêndios Florestais (SGIF), dados provisórios recolhidos até segunda-feira indicam que em 4.113 ocorrências arderam 14.145 hectares em espaços rurais, dos quais 28% de povoamentos florestais, 65% de matos e 8% de área agrícola.

A gestão de combustível prevê a limpeza até 10 metros em redor de edifícios, em espaços florestais e agrícolas, para a rede secundária, mas que pode ir até 50 metros no caso de equipamentos e infraestruturas específicas.

A GNR, após detetar o incumprimento das obrigações de gestão de combustível, dá conhecimento ao respetivo município, que notifica o proprietário e pode substituir-se nos trabalhos, imputando os custos ao dono do terreno, enquanto a força de segurança levanta o auto de contraordenação.

As coimas por falta de limpeza podem ir desde 150 a 1.500 euros, para pessoas singulares, podendo atingir 10 mil em casos específicos e até 25 mil para pessoas coletivas.

Acidente com cavalo faz ativar plano de emergência e mobiliza helicóptero do INEM

Uma menina de 14 anos sofreu ferimentos consideráveis na noite desta segunda-feira, após cair de um cavalo em São Martinho de Coura, concelho de Paredes de Coura.

O acidente terá ocorrido cerca das 22h00 e dele resultou uma criança  ferida gravemente. Segundo apurou a nossa redação, a jovem foi pisada pelo animal depois da queda, o que aumentou a gravidade dos ferimentos.

A situação levou à ativação do plano de emergência em Ponte de Lima, com a mobilização de meios aéreos e terrestres. O helicóptero do INEM foi accionado e aterrou no campo do Cruzeiro, onde se encontra estacionado…

A criança permanece a ser assistida pela equipa de emergência no campo de futebol. Não há, para já, informação sobre o seu estado clínico ou sobre o eventual transporte para uma unidade hospitalar.

No local, além do helicóptero, encontra-se também uma viatura do INEM. Os Bombeiros Voluntários de Ponte de Lima foram igualmente mobilizados, tendo destacado três veículos, sendo um deles de combate ao fogo que se encontra de prevenção

ATUALIZAÇÃO, 23;55 H

A vítima foi transportada ao Hospital de Viana do Castelo pelos Bombeiros Voluntários de Ponte de Lima. O meio aéreo  foi desmobilizado.

“Música à Serra” promete experiência cultural diferente em São João d’Arga

O Mosteiro de São João d’Arga, em Caminha, recebe entre 03 e 05 de julho a iniciativa Música à Serra, “uma proposta cultural que une património, natureza e expressão artística”, revelou a autarquia.

Em comunicado, aquele município adianta que esta primeira edição vai contar com Rui Massena – Parents House, Ecos do Património e Encontro de Concertinas.

“Ao longo de três dias, a Música à Serra convida o público a subir à Serra d’Arga para viver experiências culturais diferentes, num cenário de grande valor histórico e de uma beleza natural sem precedentes”, descreve a Câmara de Caminha.

O evento “assume-se como um importante contributo para descentralizar a oferta cultural, levando-a para territórios de montanha, ao mesmo tempo que promove a Serra d’Arga como destino de excelência, capaz de atrair novos públicos e valorizar as suas tradições”.

Soajo “abre portas” e recebe Feira das Artes e Ofícios Tradicionais

A edição de 2026 da Feira das Artes e Ofícios Tradicionais abriu portas ao público na tarde desta sexta-feira, transformando o centenário Largo do Eiró e a emblemática Eira do Penedo, na Vila do Soajo, nos palcos centrais da cultura popular do Alto Minho. A cerimónia oficial, marcada para as 18h00, contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Arcos de Valdevez, Olegário Gonçalves, do presidente da Associação Regional para o Desenvolvimento do Alto Lima (ARDAL), Pedro Teixeira, e contou ainda com a vice-presidente do município, Emília Cerdeira, a vereadora Marlene Barros e os restantes membros do executivo municipal, que marcaram presença no arranque do certame que se prolonga até ao final do dia de domingo.

Em declarações aos jornalistas, Olegário Gonçalves enquadrou o evento no contexto do Parque Nacional Peneda-Gerês, sublinhando que a feira vai muito além do entretenimento, funcionando como uma montra da economia local, do artesanato e da gastronomia da zona. O autarca descreveu o certame como uma “junção entre o folclórico, as músicas modernas e as tradições”, classificando-o como um evento “completamente diferente” e sem paralelo em qualquer outro ponto do país.

O autarca destacou a identidade única da Vila do Soajo, elogiando a paisagem envolvente e a procura crescente pelos restaurantes e espaços comerciais tradicionais da localidade. O responsável frisou que o perfil do visitante que procura o Soajo é distinto do que se dirige à sede do concelho, o que confere ao destino uma atratividade particular.

Olegário Gonçalves revelou ainda que a organização está a introduzir atividades inovadoras — como a descida do rio e a inclusão de grupos musicais contemporâneos — para criar uma “mistura de culturas” que consiga captar públicos mais jovens, defendendo que “não podemos estar sempre à espera e explorar apenas o tradicional” e que a aposta em conceitos “fora da caixa” é uma mais-valia para a vila.

Por sua vez, Pedro Teixeira, responsável pela ARDAL e pela Porta do Mezio, também fez questão de sublinhar a mais-valia desta edição. Em declarações aos jornalistas, o responsável começou por enquadrar o evento no trabalho continuado da associação, afirmando que “nos próximos dias, vamos realizar mais uma iniciativa que temos vindo a desenvolver ao longo dos anos: a Feira de Artes e Ofícios Tradicionais de Soajo”. Teixeira destacou ainda a colaboração estratégica com o evento paralelo, explicando que “nos últimos dois anos, esta feira tem contado com a cooperação do Soajo outdoor fest, um projeto dinamizado por um residente local que realiza um conjunto de atividades de natureza cultural e que se associou a este projeto das artes e ofícios”, acrescentando que “esta parceria veio complementar a feira de forma significativa”.

O presidente da ARDAL referiu que, embora o certame já decorra desde o início da semana, “a feira propriamente dita começa hoje”. Refletindo sobre o equilíbrio alcançado entre os dois universos, salientou que “ao longo deste fim de semana, esta união permite-nos oferecer a quem nos visita um perfeito complemento entre a inovação e a tradição”. Pedro Teixeira detalhou ainda essa simbiose, notando que “a inovação chega através das iniciativas do Manoel Laje, com o Soajo outdoor fest, enquanto a tradição está enraizada na essência de Soajo, na sua história, nas suas gentes e na forma de estar da sua comunidade”. Para finalizar, o responsável pela ARDAL considerou que “esta combinação tem sido a fórmula mágica que garante o sucesso da feira nos últimos anos e que tem trazido resultados tão positivos”.

Quem percorre os espaços do evento encontra já dezenas de artesãos a demonstrar ofícios em vias de extinção, ao mesmo tempo que as tasquinhas regionais servem os petiscos tradicionais, num ambiente que promete uma autêntica viagem pelos sentidos e pela memória gustativa da região. Para esta noite de abertura, a organização preparou um programa que se estende para além do bulício do mercado, com atuações musicais no Palco Espigueiros, seguidas de um workshop imersivo de fabrico de queijo artesanal. A projeção do filme “À Volta das Cavadas de Soajo”, da autoria de António Cerqueira Neto, e uma visita guiada ao céu estrelado estão também previstas para encerrar o primeiro dia.

No sábado, as atenções viram-se para o animado Encontro de Rusgas Populares e para um show cooking pelo Chef Tiago Fernandes, subordinado ao tema “Raízes da Nossa Terra”. Já no domingo, os participantes mais ativos são convidados a percorrer o trilho pedestre “Caminhos do Pão, Caminhos da Fé”, antes do momento alto da malhada tradicional do milho na Eira do Penedo, um ritual que resgata a memória dos ciclos agrícolas de outros tempos.

A feira, que resulta de uma organização conjunta do Município de Arcos de Valdevez, da ARDAL e de um leque alargado de associações locais — que vão desde os ranchos folclóricos às assembleias de compartes dos baldios —, reflete o forte espírito comunitário que ancora o certame no território.

As atividades ao ar livre, como os percursos pedestres e as visitas guiadas, são inteiramente gratuitas, mediante inscrição prévia, num claro convite à comunidade e aos visitantes de fora para que redescubram a autenticidade e a hospitalidade deste enclave único no Parque Nacional Peneda-Gerês.

Com as portas já abertas ao público, a Feira das Artes e Ofícios Tradicionais promete consolidar Soajo como um destino obrigatório para quem procura as raízes culturais do noroeste português, equilibrando, com mestria, a preservação das tradições e a abertura à inovação e às novas experiências.

Acidente provoca quatro feridos e interrompe circulação na A28 em Esposende

A circulação na Autoestrada 28 (A28) estava às 07:40 interrompida no sentido Sul-Norte entre Apúlia e Esposende, no distrito de Braga, devido ao despiste de um veículo ligeiro, que causou quatro feridos, segundo a proteção civil.

Fonte do Comando Sub-Regional do Cávado indicou que o despiste ocorreu às 06:30 no sentido Sul-Norte da A28 perto do nó da A11 e causou quatro feridos, três ligeiros e um ainda a ser assistido no local.

Às 07:40 estavam no local 25 operacionais, com o apoio de 11 veículos.

Bloco de Esquerda interpela Governo sobre qualidade da água no rio Lima após contaminação no Lindoso

O alerta para a presença de três géneros de cianobactérias tóxicas na albufeira da barragem do Lindoso – Microcystis spp., Anabaena spp. (e o seu sinónimo Dolichospermum) e Aphanizomenon spp. –, cujas análises laboratoriais revelaram um perigo extremo para a saúde humana e animal, levou o Bloco de Esquerda a questionar formalmente o Governo português, durante esta semana, sobre a real qualidade da água do rio Lima e sobre as medidas que estão a ser tomadas para proteger as populações ribeirinhas. O pedido de esclarecimentos surge num momento em que a contaminação transfronteiriça, com origem na albufeira galega de As Conchas, se agrava e em que as autoridades espanholas acabam de ser condenadas pelo Tribunal Supremo por décadas de inação perante um atentado ecológico sem precedentes na região. Este é um problema que não conhece fronteiras, uma vez que a poluição que se gera a montante, na Galiza, afeta diretamente a qualidade da água e a segurança das populações do lado português, tornando evidente a necessidade de uma resposta articulada entre os dois países.

Os riscos para os seres humanos são múltiplos: o contacto com a água, a ingestão 20acidental de um pequeno gole ou a inal20ação de gotículas podem provocar desde irritações severas na pele e nos olhos até náuseas, vómitos, diarreia, dores abdominais, febre e cefaleias. Nos quadros mais graves, a exposição às toxinas pode evoluir para toxicidade hepática e compromisso neurológico. Os animais, designadamente cães e gado que pastam nas margens, correm perigo de vida ao beberem água junto à orla – onde as toxinas se concentram – ou ao lamberem o pelo após saírem do reservatório, podendo apresentar salivação excessiva, tremores, fraqueza, paralisia e convulsões, com evolução para insuficiência hepática ou respiratória fulminante, muitas vezes fatal em poucas horas. Perante este cenário, as recomendações oficiais mantêm-se: estão interditos os banhos, a natação e todas as atividades náuticas, sendo igualmente proibido permitir que os animais bebam ou se aproximem da água, bem como utilizá-la para regar quintais, hortas ou outros fins.

Do lado português, a pressão política cresceu agora com a interpelação do Bloco de Esquerda ao Governo, que exige informações concretas sobre os níveis de contaminação, a articulação com as entidades espanholas e os planos de contingência para a região.

De referir que, tendo tomado conhecimento da situação preocupante em que se encontrava o Rio Lima e da inédita condenação das autoridades galegas, em 10 de abril, o jornal Cardeal Saraiva contactou Augusto Marinho, presidente da Câmara Municipal de Ponte da Barca, para conhecer a sua posição sobre o assunto. Não obtivemos resposta, o que não invalidou a divulgação da notícia em 8 de maio passado, a qual mereceu destaque de primeira página.

Mais de dois meses depois da nossa solicitação, a autarquia liderada por Augusto Marinho emitiu ontem, sexta-feira, um comunicado público sobre o tema, manifestando a sua preocupação e reiterando a necessidade de respostas por parte da Agência Portuguesa do Ambiente e da Águas do Norte. Já o presidente da Câmara de Ponte de Lima, Vasco Ferraz, também contactado na mesma ocasião, não respondeu ao nosso jornal e não é conhecida qualquer posição pública sua sobre o assunto, nem após o alerta das cianobactérias nem após a decisão judicial espanhola.

Enquanto isso, na Galiza, a condenação histórica, tornada firme e executável em maio pelo Tribunal Supremo de Espanha, confirmou que a inação das autoridades galegas perante a proliferação descontrolada de explorações pecuárias intensivas de suínos e aves violou direitos fundamentais da população. A sentença, originalmente proferida em julho de 2025, reconhece que a contaminação por nitratos e a eutrofização da barragem das Conchas, muito acima dos limites da Organização Mundial da Saúde, criaram um risco certo para a vida e integridade das pessoas. O tribunal impôs ainda uma moratória inédita que proíbe a Junta da Galiza de conceder novas licenças ou ampliações de explorações pecuárias em toda a comarca da Limia até que a degradação ambiental esteja completamente revertida. A origem do atual problema no Lindoso está precisamente a montante, naquela albufeira espanhola, onde análises anteriores chegaram a detetar 97 milhões de bactérias por litro, num cenário que se arrasta há mais de 15 anos associado à descarga de efluentes pecuários. Esta realidade evidencia que a poluição do rio Lima é um drama partilhado por ambas as margens, e que a resolução do lado espanhol é condição essencial para a salubridade das águas que chegam a Portugal.

Em território nacional, as autoridades limitam-se a recomendar a máxima vigilância a residentes, veraneantes e turistas que frequentem o Lindoso, mas a falta de uma posição articulada e de respostas claras dos autarcas e do Governo tem gerado crescente inquietação. O Bloco de Esquerda espera agora que o Governo preste contas sobre a qualidade da água do rio Lima e sobre as diligências para acautelar a saúde pública, num caso que evidencia a urgência de uma cooperação transfronteiriça eficaz. A população afetada, tanto do lado espanhol como português, aguarda que as medidas judiciais sejam efetivamente aplicadas e que o direito à água e a um ambiente saudável deixem de ser meras promessas.

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