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Incêndios rurais mantêm bombeiros ativos no Alto Minho

Os bombeiros do distrito de Viana do Castelo estiveram empenhados ao longo desta quarta-feira no combate a quatro ocorrências rurais registadas nos concelhos de Arcos de Valdevez, Ponte da Barca e Caminha, com o reforço de um meio aéreo na freguesia de Aguiã.

As operações, que incluem um incêndio agrícola, dois fogos em mato e uma situação de consolidação de rescaldo, mantinham‑se em curso no final da tarde, envolvendo um total de 18 operacionais apoiados por quatro viaturas e uma aeronave.

A ocorrência mais recente foi ativada às 17h10 na freguesia de Lindoso, em Ponte da Barca, classificada como incêndio agrícola. O alerta foi despachado em 1.º nível, contando com cinco operacionais e um veículo no local. Pouco antes, às 16h29, em Arcos de Valdevez, um incêndio de mato na freguesia de Guilhadeses e Santar mantinha‑se “em curso”, mobilizando igualmente cinco operacionais e uma viatura.

Ainda no concelho de Arcos de Valdevez, uma outra ocorrência de mato na freguesia de Aguiã, registada às 14h35, encontrava‑se já “em conclusão” com três operacionais e um veículo, tendo contado ainda com o apoio de um meio aéreo que auxiliou nos trabalhos de combate. O primeiro alerta do dia foi dado às 07h45 em Caminha, na freguesia de Gondar e Orbacém, onde uma operação de consolidação de rescaldo se mantinha “em curso” com cinco operacionais e um veículo.

As quatro ocorrências somaram, no total, 18 operacionais e quatro veículos empenhados, além da aeronave mobilizada para Aguiã. As autoridades mantiveram‑se em vigilância ao longo do dia, numa altura em que as condições meteorológicas, com temperaturas amenas e humidade relativa mais elevada, ajudaram a evitar uma propagação mais severa.

Vila Nova de Cerveira mostra um abril de livros, música e revolução

A Biblioteca Municipal de Vila Nova de Cerveira transforma-se, ao longo de abril, num palco vibrante de cultura. O Festival de Leitura arranca a 9 de abril e prolonga-se até 2 de maio, com um programa que junta literatura, música, teatro e uma exposição evocativa dos 50 anos da Revolução dos Cravos, envolvendo todas as gerações, dos bebés aos idosos, passando pelas escolas e pela comunidade em geral.

Os primeiros dias são dedicados aos mais pequenos: nos dias 9 e 10, o projeto “O Som do Algodão” apresenta “OVO – Ato I”, uma experiência de música e performance em creches do concelho, e a 11 de abril realiza-se a oficina “Tatabitato”, com Ana Bento e Bruno Pinto, para bebés dos 3 meses aos 3 anos (inscrição obrigatória, limite de 20 bebés). A tradição oral ganha vida nos dias 22 e 23 com “Contos na Eira”, sessões de narração dirigidas a idosos e público geral. Entre 22 de abril e 2 de maio, a exposição “25 de Abril de 1974 – Ecos de uma Revolução” convida a uma viagem imersiva pelos momentos que marcaram a democracia portuguesa.

Nos dias 25 e 26, o Terreiro recebe a Feira do Livro, das 10h00 às 18h00, e animação musical com a “Cruz One Man Band”, o único homem‑orquestra deambulante em Portugal.

Ainda no dia 25, há teatro com “Ephemeros…” e, pelas 16h00, está agendado o lançamento do livro “No Chão das Metáforas”, de Adelaide Graça, com apresentação de Fátima Cabodeira e apontamento musical e leitura de poemas. No mesmo dia, a escritora Sofia Vieira e o ilustrador Paulo Galindro marcam presença numa sessão do projeto “Aqui há gato… e boas histórias também”, dirigida ao público geral, às 15h00.

Os autores Sofia Vieira e Paulo Galindro encontram-se com alunos do 1.º ciclo nos dias 27 e 28, e no dia 29 o auditório da EB 2,3/S recebe o professor doutor José Cândido Oliveira Martins (Universidade Católica) para uma palestra sobre “Memorial do Convento”, direcionada ao ensino secundário.

A programação é organizada pela Biblioteca Municipal de Vila Nova de Cerveira em articulação com as Bibliotecas Escolares do Agrupamento de Escolas.

Estabilização do paredão de Moledo arranca com intervenção de meio milhão de euros

Começaram hoje, em Caminha, as obras de estabilização do paredão de Moledo, uma intervenção de urgência destinada a travar a destruição causada pelos sucessivos avanços do mar durante as tempestades do inverno. A informação foi avançada pela autarquia local, num momento em que a estrutura, que chegou a colapsar parcialmente no início de março, apresentava um risco elevado de derrocada, comprometendo a segurança e a circulação na zona costeira.

A intervenção que agora arranca tem um caráter imediato e visa estabilizar o paredão, que ficou em risco de derrocada em fevereiro e sofreu um colapso no início do mês passado. Segundo as previsões da Câmara Municipal de Caminha e da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), entidade responsável pelos trabalhos, esta fase inicial deverá prolongar-se por três a quatro semanas, criando condições de segurança para a circulação de pessoas e veículos. Esta é vista pela autarquia como uma “obra de remedeio”, necessária para garantir a funcionalidade do local até ao arranque de uma intervenção mais estrutural.

A empreitada mais aprofundada está programada para outubro, após o fim da época balnear, e integra um pacote mais vasto de obras de proteção costeira nas praias de Moledo e Vila Praia de Âncora. Em março, o Ministério do Ambiente anunciou um investimento global de 4,5 milhões de euros para as duas frentes. As ações de estabilização, reforço e requalificação que agora têm início estão orçadas em cerca de meio milhão de euros, estimando-se que os restantes quatro milhões de euros sejam aplicados nos trabalhos a realizar a partir do outono.

A 07 de março, o presidente da APA, José Pimenta Machado, já tinha delineado o plano de “intervenção a dois tempos”, assegurando que a primeira fase avançaria rapidamente para conter os danos. Esta estratégia insere-se num esforço mais alargado da agência, que dispõe de 15 milhões de euros para obras de urgência no litoral continental, na sequência dos estragos provocados pelas sucessivas tempestades que assolaram o país.

O paredão de Moledo tornou-se um dos pontos críticos da costa norte, depois de, no início de fevereiro, ter ficado em risco de derrocada. A situação agravou-se a 19 de março, quando a força do mar destruiu parte da esplanada de um estabelecimento comercial e ameaçou a estrutura do farolim de aviso à navegação, aumentando a pressão para uma resposta célere por parte das entidades competentes.

Com as obras de emergência agora em curso, a autarquia e a APA esperam garantir a estabilidade imediata da estrutura, permitindo que a praia de Moledo e os seus acessos possam ser reabilitados de forma sustentada até ao início da empreitada mais estrutural prevista para o último trimestre do ano, que deverá incluir a reconstrução do muro de proteção costeira e o reforço do sistema dunar nos Caldeirões, em Vila Praia de Âncora.

 

Águas do Minho alerta para possíveis cortes de água na quinta-feira

O abastecimento de água na freguesia de Vila Nova de Anha, em Viana do Castelo, pode sofrer perturbações e eventuais cortes na quinta-feira, revelou hoje a Águas do Alto Minho.

Em comunicado, aquela entidade explica que uma intervenção num reservatório pode afetar o serviço de abastecimento de “uma pequena parte” da freguesia de Vila Nova de Anha, “com possibilidade de interrupção”.

A Águas do Alto Minho indica que tal pode acontecer entre as 14:30 e as 16:30.

Também em Arcos de Valdevez, poderá haver cortes de água na quinta-feira devido a uma intervenção no reservatório na freguesia de Eiras, revelou hoje a Águas do Minho.

A empresa explica que vai proceder à higienização do reservatório de Eiras, pelo que “o normal serviço de abastecimento de água poderá sofrer perturbação, com possibilidade de interrupção”.

De acordo com a Águas do Minho, o abastecimento pode ser afetado entre as 10:30 e as 12:30.

Sucessão de incêndios no Alto Minho preocupa bombeiros

Entre 16 de outubro de 2025 e 30 de março de 2026, o concelho de Arcos de Valdevez registou 92 incêndios rurais, o que corresponde a uma média de 0,56 ocorrências por dia, ou seja, um incêndio a cada 1,8 dias. Estes números, que abrangem meses tradicionalmente menos críticos, expõem uma pressão operacional constante sobre os Bombeiros Voluntários de Arcos de Valdevez. É a partir desta realidade que Germano Amorim, presidente da direção da corporação, defende uma reforma profunda no modelo nacional de combate aos incêndios rurais, propondo o fim do atual dispositivo DECIR e a criação de uma estrutura permanente e profissionalizada, ativa durante todo o ano.

Face aos múltiplos incêndios ativos nos últimos dias não só em Arcos de Valdevez mas também nos concelhos vizinhos do Alto Minho, Germano Amorim considera que o modelo sazonal já não responde à realidade climática, territorial e criminal que o país enfrenta. Segundo o dirigente, os bombeiros estão no terreno muito antes da ativação oficial do DECIR, enfrentando ocorrências exigentes com meios limitados, equipamentos desgastados e viaturas que acumulam avarias devido ao esforço contínuo. “Hoje, em Arcos de Valdevez e nos concelhos vizinhos, temos múltiplos incêndios ativos. Isto não é exceção, é a nova normalidade. O risco é permanente. O apoio também tem de ser”, afirmou.

O advogado e presidente dos Bombeiros de Arcos de Valdevez aponta quatro fatores que, no seu entender, tornam obsoleto um dispositivo pensado para uma realidade que já não existe: as alterações climáticas, que prolongam e intensificam o período de risco; a desorganização territorial e florestal, que favorece a propagação dos incêndios; a falta de cultura de prevenção, que continua a ser negligenciada; e o aumento das ignições de origem criminosa, que introduz um fator de imprevisibilidade crescente. “O DECIR continua a funcionar como se estivéssemos nos anos 90. Hoje, o fogo não tem estação. Só o dispositivo é que continua a ter”, criticou.

Germano Amorim critica ainda a lógica de reforço concentrado em apenas alguns meses do ano, considerando que essa abordagem não só é ineficaz como coloca bombeiros e populações em risco. “À data de hoje, com vários incêndios ativos na região, continuamos sem o reforço que só chega no verão. Isto não é planeamento, é improvisação”, sublinhou.

Um dos pontos mais fortes da posição de Germano Amorim é a defesa da profissionalização total do dispositivo de combate aos incêndios, uma proposta que reconhece ser polémica mas que considera inevitável. “Não podemos continuar a pedir a voluntários que enfrentem um risco permanente com estruturas temporárias. O país precisa de bombeiros profissionais, dedicados a tempo inteiro, com carreiras estáveis, formação contínua e meios adequados”, afirmou.

O dirigente faz questão de salientar que o voluntariado é uma força essencial e insubstituível, mas alerta que não pode continuar a ser o pilar central de um sistema que exige resposta permanente, técnica e altamente especializada. “O voluntariado deve ser valorizado, mas não pode continuar a ser o pilar central de um sistema que exige resposta permanente, técnica e altamente especializada”, reforçou.

Para Germano Amorim, Portugal precisa de um modelo permanente e profissionalizado que assente em equipas profissionais reforçadas durante todo o ano, manutenção contínua de viaturas e equipamentos, investimento estável e não sazonal, articulação operacional permanente entre bombeiros, proteção civil e forças de segurança, e estratégias de prevenção que não dependam do verão. “Não podemos continuar a reagir ao fogo. Temos de antecipá-lo. E isso só se faz com um dispositivo permanente, profissionalizado e devidamente articulado”, defendeu.

Germano Amorim antevê que as suas declarações possam gerar debate, mas considera que o foco do debate devia estar noutro lugar. “A sucessão de incêndios que estamos a viver hoje na região é a prova de que o modelo atual falhou. A polémica não está nas minhas palavras, está na inação”, concluiu.

“Histórias e Saberes da Minha Aldeia” estreia no Couto com gastronomia tradicional e poesia local

A freguesia do Couto foi palco, no sábado à tarde, da primeira sessão do projeto “Histórias e Saberes da Minha Aldeia”, uma iniciativa que promete percorrer todo o concelho para resgatar e partilhar tradições, memórias e modos de vida ancestrais.

A organização, a cargo do Município de Arcos de Valdevez em parceria com o CLDS-5.ª Geração, o Portal da Memória Arcuense e o Arquivo Municipal, juntou dezenas de moradores num ambiente de convívio e redescoberta das raízes. A junta de freguesia local e a Epralima associaram-se à primeira edição.

Entre os momentos mais apreciados estiveram as provas de dois produtos típicos confecionados segundo as receitas antigas: o Bolo do Tacho e o Caldo de Farinha, que arrancaram elogios das vereadoras presentes, Marlene Barros e Angélica Leite. Esta última, responsável pela pasta da Educação, destacou, durante a intervenção, a necessidade de preservar os saberes transmitidos entre gerações, sublinhando que essas práticas moldam a identidade do território.

O programa incluiu ainda a recitação de poemas de autores locais, uma atuação da Rusga do Couto e a divulgação do Portal da Memória Arcuense, uma plataforma digital que reúne o espólio histórico e identitário da região.

Com esta ronda por várias aldeias do concelho, a autarquia pretende valorizar o património imaterial e aproximar as comunidades das suas origens.

Hora do Planeta mobiliza milhões em apelo pela consciência ambiental

Cidades de mais de 190 países participam no maior movimento voluntário pelo clima, que este ano se assinala a 28 de março.

A Hora do Planeta, iniciativa global promovida pela organização WWF (Fundo Mundial para a Natureza), celebra-se hoje, 28 de março, entre as 20h30 e as 21h30, hora local. O movimento convida cidadãos, empresas e instituições a apagar as luzes durante sessenta minutos como gesto simbólico de chamada de atenção para as alterações climáticas e a perda de biodiversidade.

Criado em 2007, em Sydney, na Austrália, o evento tornou-se uma das maiores mobilizações ambientais de base à escala mundial. Na edição deste ano, espera-se a participação de mais de 190 países, com monumentos icónicos, como a Torre Eiffel, o Coliseu de Roma e o Cristo Redentor – a escurecerem as suas fachadas para aderir à causa.

Apesar de a ação central ser o apagão simbólico, a organização destaca que o objetivo vai além do ato pontual. “A Hora do Planeta é um lembrete de que as pequenas escolhas individuais, quando somadas, geram pressão para mudanças sistémicas”, sublinha o WWF em comunicado. A iniciativa apela ainda a compromissos concretos ao longo do ano, desde a adoção de fontes de energia renovável até práticas de consumo mais sustentáveis.

Em Portugal, dezenas de municípios aderiram à campanha, promovendo o escurecimento de fachadas de edifícios públicos e organizando atividades de sensibilização ambiental. A adesão pode ser acompanhada através das redes sociais com as hashtags #HoraDoPlaneta e #EarthHour.

O movimento, que este ano se realiza no último sábado de março, consolida-se como um dos maiores momentos de participação cívica em prol do ambiente, unindo comunidades em todos os fusos horários num gesto que, segundo os organizadores, “prova que a ação coletiva continua a ser uma ferramenta poderosa para proteger o planeta”.

Sinalização no terreno alerta para obrigações legais de gestão de combustível

Se junto ao seu terreno encontrou uma placa a alertar para a prevenção de incêndios florestais, é porque a Guarda Nacional Republicana (GNR) identificou esse local como uma área de risco. No âmbito da Operação Floresta Segura, lançada a nível nacional, as equipas da GNR estão já no terreno em Ponte de Lima a colocar essa sinalização e a georreferenciar as faixas de gestão de combustível, especialmente na envolvente de edificações.

Os proprietários devem proceder voluntariamente à limpeza dos terrenos até 31 de maio, sob pena de, mais tarde, os elementos da GNR regressarem para uma nova verificação e instaurarem processos de contraordenação em caso de incumprimento.

Através do Núcleo de Proteção Ambiental do Destacamento Territorial de Arcos de Valdevez, em articulação com o Município e as Juntas de Freguesia do concelho, a operação incide numa primeira fase em 13 freguesias consideradas críticas para a fiscalização: Bárrio e Cepões, Boalhosa, Cabração e Moreira do Lima, Estorãos, Gondufe, Labruja, Rendufe, Labrujó e Vilar do Monte, e Serdedelo. O trabalho de sensibilização junto dos proprietários visa garantir o cumprimento voluntário das obrigações legais de limpeza dos terrenos, um trabalho que deve estar concluído dentro de dois meses.

Findo este prazo, as equipas da GNR regressarão aos locais previamente sinalizados para uma nova verificação. Nos casos em que se verifique o incumprimento das obrigações de gestão de combustível, serão instaurados os correspondentes processos de contraordenação, com a aplicação das coimas legalmente previstas. A operação sublinha ainda a importância das juntas de freguesia como elo de contacto de proximidade com a população das zonas rurais.

A par da limpeza de matos e da manutenção das faixas de gestão de combustível, a campanha nacional pretende alertar os cidadãos para outros procedimentos preventivos. Entre eles, destacam-se as regras para a correta realização de queimas e queimadas, sendo obrigatória a comunicação prévia ou licença, conforme estipulado nos artigos 65.º e 66.º do Decreto-Lei n.º 82/2021, de 13 de outubro. A ação inclui ainda a fiscalização da deposição de resíduos na floresta e em caminhos rurais, bem como a sinalização e o reporte de poços ou furos sem a devida proteção obrigatória, ao abrigo do capítulo XI do Decreto-Lei n.º 310/2002, de 18 de dezembro.

Com esta estratégia de reforço da prevenção estrutural, as entidades envolvidas apelam à colaboração de todos os cidadãos na adoção de boas práticas, contribuindo para a mitigação do risco de incêndios rurais e para a salvaguarda de pessoas e bens. A iniciativa visa, em última análise, a proteção e valorização do património florestal do concelho, promovendo a construção de um território mais seguro, resiliente e ambientalmente sustentável.

Incêndio agrícola em Lavradas mobilizou meios durante a madrugada

Uma fogo de natureza agrícola marcou a madrugada deste sábado, 28 de março, na freguesia de Lavradas, em Ponte da Barca. O alerta foi dado às 00h37 para um incêndio na Estrada da Sapateira.

Para o local foram destacados três veículos e um operacional, de acordo com a informação disponível no sistema de gestão de ocorrências.

As condições meteorológicas na zona, registadas em Ardal, apontavam para uma temperatura máxima de 9,89°C, humidade relativa do ar de 86% e vento norte a soprar a cerca de 10 km/h.

Apesar da humidade elevada, o índice de perigo de incêndio rural para o território era classificado como Moderado, o que reforça a necessidade de precaução em queimas e queimadas.

  1. Não há registo de vítimas ou danos materiais de maior. As autoridades alertam para a obrigatoriedade de licenciamento e comunicação prévia deste tipo de intervenções agrícolas, especialmente em períodos de risco.

“Páscoa Encantada” aposta na tradição e na economia local

A “Páscoa Encantada” abriu oficialmente portas hoje, dia 27 de março, na Porta do Mezio, em Arcos de Valdevez, um dos principais acessos ao Parque Nacional da Peneda-Gerês.

A cerimónia de abertura decorreu ao final da tarde de hoje e contou com a presença do presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal, Luís Pedro Martins, do presidente da Câmara Municipal de Arcos de Valdevez, Olegário Gonçalves, das vereadoras Emília Cerdeira e Marlene Barros, e de outros responsáveis autárquicos. Na ocasião, a comitiva percorreu as várias áreas do evento, nomeadamente os espaços destinados às crianças, a Via Sacra e o “Portugal dos Pequeninos” na versão arcuense.

Luís Pedro Martins destacou a importância da iniciativa para a dinamização turística do território, especialmente num período festivo que atrai visitantes de várias regiões do país e da vizinha Galiza. Apontou Arcos de Valdevez como um exemplo de “destino que soube criar uma estratégia para o turismo e, a partir do turismo, soube encontrar aqui também uma fonte de rendimento”.

A falar em território do Parque Peneda-Gerês, Luís Pedro reforçou que “não chega ter paisagens. As paisagens são importantes, mas é preciso oferecer conteúdos, eventos como este, ter boa restauração, ter boa hotelaria, ter uma agenda cultural”, tal como o “Sons do Vez, que também é outra oferta muito interessante”.

Luís Pedro disse estar grato aos municípios que apostam e competem pela captação de turistas, porque “o turismo vive muito de experiências”.

Olegário Gonçalves, presidente da Câmara de Arcos de Valdevez, sublinhou a aposta do concelho na criação de experiências que aliam tradição e animação. “É o primeiro ano, mas penso que vamos ter sucesso mais uma vez. Será uma experiência de Páscoa, onde muitas pessoas estão de férias e os filhos também aproveitam”, afirmou, realçando o papel da Porta do Mezio como palco do evento.

O autarca enalteceu ainda a presença do presidente do Turismo do Porto e Norte, considerando‑a “uma garantia, um certificado de qualidade”. “Para nós é um orgulho tê‑lo aqui como presidente e como amigo, para ele também ver in loco as nossas iniciativas”, acrescentou.

Olegário Gonçalves salientou o impacto económico esperado, referindo que o objetivo é “que haja um retorno, quer em termos da restauração, da hotelaria, mas toda a economia”, envolvendo também os agricultores locais. Nesse contexto, revelou estar a estudar um projeto para incentivar os restaurantes a comprar no mercado municipal, promovendo os produtos endógenos, entre os quais destacou a carne cachena da Peneda e o feijão tarreste, integrados no Slow Food.

“Convido toda a população portuguesa e estrangeira a visitarem a Porta do Mezio, a nossa restauração, as nossas paisagens e a nossa gastronomia”, rematou.

Pedro Teixeira, coordenador da equipa técnica da ARDAL – Associação Regional de Desenvolvimento do Alto Lima, explicou que a instituição e a Porta do Mezio promovem, ao longo do ano, um conjunto de eventos que garantem sustentabilidade ao espaço e atraem visitantes. Entre as atividades regulares, destacou os trilhos e as sessões de observação de estrelas – estas últimas realizadas num espaço com certificação internacional para a astronomia, que constituem o core business da organização.

Nos últimos dois anos, a criação da “Floresta Encantada”, em parceria com a Junta de Cabana Maior e os baldios, demonstrou a capacidade para realizar eventos de maior dimensão. O sucesso dessa iniciativa, segundo o coordenador, desafiou a equipa a preparar um evento semelhante para a Páscoa.

Com uma programação que se estende por mais de duas semanas, a Páscoa Encantada procura conciliar a celebração religiosa com momentos de lazer, afirmando‑se como um dos polos de atração da região para este período festivo, ao mesmo tempo que reforça o papel da Porta do Mezio como porta de entrada para o património natural e cultural do Parque Nacional.

O evento transforma o local num ponto de encontro para famílias até 12 de abril, funcionando diariamente entre as 11h00 e a meia‑noite. O acesso geral custa três euros e é gratuito para crianças até aos oito anos.

A encenação da Via Sacra é um dos momentos de destaque, complementada por uma iluminação e decoração especialmente concebidas para criar um ambiente imersivo. A vertente lúdica ocupa lugar de relevo com atrações como insufláveis, mini roda, mini montanha‑russa, circuito de obstáculos, comboio elétrico, carrossel, parque infantil e um jogo interativo.

A “Casa do Chocolate” e a “Quinta do Coelho” reforçam a temática pascal, enquanto os visitantes podem explorar o Mercado de Páscoa e saborear a gastronomia local nas tasquinhas disponíveis no recinto.

A organização descreve o evento como um espaço “onde a tradição e a animação se encontram”, sublinhando o caráter familiar da proposta.

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