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Sistelo recria cavada e sementeira tradicional de milho e feijão

A aldeia de Sistelo, uma das mais emblemáticas do Parque Nacional Peneda-Gerês, vai ser palco, no próximo sábado, dia 30 de maio, de uma recriação da cavada tradicional e da sementeira de milho branco e feijão tarreste.

A iniciativa, marcada para as 08h30, realiza-se junto ao Castelo de Sistelo e é promovida pela Câmara Municipal de Arcos de Valdevez em parceria com a Cooperativa Agrícola local.

De acordo com a informação divulgada, a atividade insere-se num projeto municipal mais alargado que visa reforçar o compromisso com a valorização do mundo rural e a preservação das práticas agrícolas tradicionais.

Esta ação em Sistelo sucede a uma iniciativa semelhante já realizada na localidade de Padroso, onde decorreu a plantação de batatas.

 

GNR detem homem que furtava casas de idosos com violência

Um homem de 57 anos ficou obrigado a apresentações periódicas depois de ter sido detido em Valença pela GNR pelo crime de violência após subtração, revelou hoje aquela força de segurança.

Em comunicado, o Comando Territorial da GNR indica que, durante uma investigação de dois meses, foi possível apurar que o suspeito atuava de forma reiterada em residências particulares, nos concelhos de Monção, Vila Nova de Cerveira e Arcos de Valdevez.

De acordo com a GNR, o homem recorria à violência após a subtração dos bens, com especial incidência em habitações ocupadas por pessoas idosas e em situação de vulnerabilidade.

Durante a operação foi dado cumprimento a um mandado de detenção fora de flagrante delito e a dois mandados de busca, um domiciliário e outro em veículo, que culminaram na apreensão de duas armas de alarme, acrescenta a GNR

Allariz dedica edição do Festival de Jardins a Francisco García

Subordinada ao tema “Jardins da Liberdade”, Allariz volta a receber o festival de jardins. Trata-se da XVI edição do Festival Internacional de Jardins de Allariz (FIXA), que abriu oficialmente as portas no dia 16 de maio.

Na edição deste ano, a organização do evento convida o público a experimentar o conceito de “liberdade” através da música, do movimento e da própria natureza dos jardins.

Na cerimónia de inauguração, a presidente da Câmara Municipal de Allariz, Cristina Cid, acompanhada pelo presidente da Deputación de Ourense, Luis Menor, procedeu à entrega dos diplomas aos autores dos novos jardins. O momento mais emotivo da cerimónia foi dedicado a Francisco García Suárez, antigo presidente da autarquia, fundador e antigo diretor do festival, falecido em fevereiro passado. “Hoje é um dia de alegria, mas também de muita emoção. Francisco García está hoje connosco em cada recanto deste recinto que ele tanto amava”, afirmou Cristina Cid, que de seguida fez a entrega de um quadro do antigo autarca aos seus familiares.

A presidente da Câmara, que por inerência do cargo assume a direção do festival, recordou ainda, de forma emotiva, o legado do antecessor: “Este projeto que tanto querias cresceu com a tua visão, com o teu compromisso e com a tua maneira de entender o jardim como um espaço de criação, encontro e cultura. O teu trabalho e a tua dedicação deixam uma marca profunda que continuará presente em cada edição.”

O certame, que decorre à beira do rio Arnoia até outubro, apresenta um equilíbrio entre propostas internacionais e trabalhos de proximidade. Do estrangeiro chegam projetos de Portugal (“Ék-tasis”), Áustria (“TIME OUT”), Itália (“Hortus Captivus”), África do Sul e Países Baixos (“Garden of floral disobedience”), bem como colaborações da Colômbia com o Chile (“Libre albedrío”) e do México com Barcelona (“Umbrales y refugio de libertad”). Do panorama nacional e local, destacam-se “Jardim Crisálida” (Corunha), “Libertar pondo limites” (Madrid), “Bam-Boom” (Múrcia) e o “Jardim 8”, da autoria do IES de Allariz, que dá protagonismo ao talento jovem da região.

O recinto inclui ainda dois jardins vencedores da edição anterior, que se mantêm de pé: “Rocallas”, distinguido pelo voto técnico da Associação Espanhola de Paisagismo, e “Se chover que chova”, vencedor do voto popular. Até finais de outubro, os visitantes podem exercer de jurados e votar no seu jardim favorito; o projeto que alcançar o maior apoio do público ganhará o direito a permanecer no festival durante a edição de 2027.

A organização do evento deixou o convite para que todas as pessoas visitem este espaço de convivência, arte e natureza, onde a liberdade é vivida através da música, do movimento e da própria flora dos jardins.

 

Quase 17 mil pedidos para o Desfile da Mordomia serão investigados por fraude

O presidente da VianaFestas anunciou hoje a participação às autoridades e Comissão Nacional de Cibersegurança de quase 17 mil pedidos fraudulentos para inscrição no Desfile da Mordomia, que acabaram bloqueados, o que levou em abril à suspensão temporária do procedimento.

“Será comunicada à Comissão Nacional de Cibersegurança e às entidades que têm funções de polícia, para identificar quem são os IP que estavam claramente a tentar perturbar o processo de inscrição” no desfile, afirmou Manuel Vitorino, adiantando que em causa estiveram 16.930 de pedidos fraudulentos.

Manuel Vitorino, que é também vice-presidente e vereador da Cultura da Câmara, respondia às criticas do vereador do Chega, José Belo, durante o período antes da ordem do dia da reunião do executivo municipal.

“Para garantir essa integridade do processo de inscrição, decidimos anular o que foi feito numa segunda-feira e abrir novamente, introduzindo outras instituições, como por exemplo a PSP, para fazer como uma dupla certificação”, explicou.

O objetivo, sublinhou Manuel Vitorino, foi “impedir que alguém tentasse furar esse processo”, e o que se verificou é que esse processo de inscrição esgotou-se praticamente numa hora e 45 minutos depois de ter sido aberto”.

“Conseguimos identificar que pessoas ficaram excluídas, na sala de espera, a aguardar uma inscrição, que já ia para além do número fixado para aquele número emblemático das festas da Agonia”, afirmou, garantindo que o maior número de mordomas que desfilam é de Viana do Castelo.

Em 04 abril, a VianaFestas emitiu um comunicado a anunciar a suspensão temporária das inscrições para o Desfile da Mordomia, abertas naquela data, “por ter detetado um volume anormal de acessos à plataforma criada para aquele efeito”.

“Foram registadas 7.612 tentativas de inscrição provenientes de apenas 447 endereços IP únicos, um padrão que evidencia a utilização abusiva do sistema, com múltiplas tentativas simultâneas e recurso a mecanismos automatizados”, lê-se no comunicado hoje enviado às redações.

Segundo a VianaFestas, entidade que organiza as festas, “esta situação comprometeu o normal funcionamento da plataforma e colocou em causa a integridade, a equidade e a transparência do processo de inscrição, princípios que a organização não abdica de garantir”.

Na sequência da suspensão do processo anterior, a Vianafestas reiniciou o procedimento em 08 de maio.

 

 

Candidaturas abertas para o curso de Músico Intérprete no Alto Minho

A Escola Profissional Artística do Alto Minho, através da Fundação Átrio da Música (ArteAM), anunciou a abertura de candidaturas para o ano letivo 2026/27. O curso profissional de Músico Intérprete (nível IV, equivalente ao 12.º ano) é dirigido a jovens que queiram transformar a paixão pela música numa carreira, nas áreas erudita, popular e jazz.
Situada em Viana do Castelo, a escola disponibiliza oferta formativa para cordas, sopros, percussão, teclas e voz, o plano de estudos combina instrumento, improvisação, performance e criatividade, integrando também componentes sociocientíficas. A formação é orientada por músicos e professores especializados, proporcionando acompanhamento próximo e personalizado, além de preparação para o ensino superior e para o mercado profissional.
A escola destaca ainda uma abordagem que vai além das aulas: concertos, projetos em palco, masterclasses com músicos profissionais, ambiente criativo e experiências internacionais fazem parte do percurso dos alunos. “Aqui, a criatividade transforma-se num futuro de possibilidades”, sublinha a instituição.
As candidaturas estão abertas e podem ser obtidas mais informações através do telefone 258 806 120, do email fam@fam.org.pt ou do site www.famarteam.pt. O curso é cofinanciado pela União Europeia e conta com o selo de Garantia da Qualidade da República Portuguesa.

Aprovada candidatura para construir galeria cultural por 1,6 ME

A Câmara de Arcos de Valdevez anunciou hoje a aprovação da candidatura que vai permitir a construção da galeria cultural no antigo cineteatro Alameda, pelo valor de mais de 1,6 milhões euros.

Segundo a autarquia do distrito de Viana do Castelo, o novo espaço “irá permitir alargar a capacidade de acolher exposições e outras manifestações de arte, reforçando a posição de Arcos de Valdevez como um território em destaque na região”.

O “projeto terá espaços para áreas expositivas (artes visuais, vídeo e multimédia), conferências e ‘performances’ (de pequena dimensão), devolvendo a memória à comunidade e criando um ponto de encontro, gerador de cruzamentos sociais e artísticos”.

A galeria cultural Alameda integra a empreitada de requalificação já em curso, por 2,6 milhões de euros, do cineteatro Alameda, que iniciou a sua atividade em finais da década de 60 do século XX.

A empreitada do cineteatro foi iniciada para “criar um espaço para desenvolver projetos de criação artística e produção no território, facilitando a sustentabilidade e crescimento dentro da área das indústrias culturais e criativas”.

A requalificação do cineteatro “passa pelo melhoramento e adaptação dos seus espaços para receber projetos criativos nas áreas do espetáculo, visando uma oferta cultural diversificada, alargada e melhorada face à Casa das Artes”.

A capacidade total prevista é de 354 lugares sentados, com 250 lugares na plateia e 104 lugares no balcão.

Já a galeria cultural irá acolher exposições e eventos culturais. No piso inferior será criada uma cafetaria para servir tanto a galeria como o novo espaço cultural.

Do investimento elegível de 1.606.744,89 euros, a comparticipação comunitária é de 606.703,53 euros.

Morreu o antigo comandante dos Bombeiros de Valença

José Manuel Veiga Rodrigues, Chefe do Quadro de Honra, faleceu aos 71 anos vítima de doença. Autarca sublinhou o seu contributo para o desporto e para o associativismo local.

A comunidade de Valença despede-se hoje de José Manuel Anjos Veiga Rodrigues, antigo comandante do Corpo de Bombeiros Voluntários de Valença e, mais recentemente, titular do cargo de Chefe do Quadro de Honra da mesma corporação. O falecimento, ocorrido hoje aos 71 anos devido a uma doença, foi anunciado através da página oficial de Facebook da instituição.

Natural de Valença e residente no concelho, Veiga Rodrigues nasceu a 4 de outubro de 1954. Ao longo da sua vida, dividiu-se entre duas grandes paixões: o voluntariado nos bombeiros e o atletismo, tendo sido treinador e dirigente do Sport Clube Valenciano, onde apoiou a formação desportiva dos jovens.

Na mensagem publicada nas redes sociais, a corporação de bombeiros descreveu o antigo comandante como alguém que se entregou de corpo e alma à causa, assumindo funções de liderança com um forte sentido de dever, firmeza e sensibilidade humana. A mesma nota sublinhou que, mesmo depois de deixar o serviço ativo, ele continuou a manter laços estreitos com a casa, demonstrando sempre interesse e afeto pelos colegas e pela instituição. Os bombeiros despediram-se dele com a expressão “Até sempre”.

O presidente da Câmara Municipal de Valença, José Manuel Carpinteira classificou o falecido como uma figura de referência no movimento associativo local, lembrando-o como alguém respeitado, generoso e muito empenhado nas causas da coletividade.

O autarca acrescentou que Veiga Rodrigues foi uma das personalidades que mais trabalhou a favor da juventude valenciana, nomeadamente através do desporto.

As cerimónias fúnebres realizam-se na Igreja da Nossa Senhora da Saúde, em Valença, de onde partirá o cortejo fúnebre para ir a sepultar no Cemitério Municipal.

 

Motociclista ferida após colisão na Rotunda da Família

Motociclista de 39 anos ferida em despiste na Rotunda da Família, em Arcos de Valdevez

Uma mulher de 39 anos ficou ferida com gravidade ligeira na sequência de um despiste de motociclo, ocorrido durante a manhã desta terça-feira na Rotunda da Família, localizada na Avenida Dr. Mário Soares, em Arcos de Valdevez.

De acordo com informações apuradas no local, o acidente aconteceu após uma colisão entre a mota e um veículo ligeiro, o que terá provocado o despiste do motociclo.

A vítima, que sofreu ferimentos ligeiros, foi assistida no local e transportada para o hospital de Viana do Castelo.

No socorro estiveram elementos da Ambulância de Bombeiros de Suporte Imediato de Vida (ABSC), apoiados por dois bombeiros. A GNR tomou conta da ocorrência.

Homem encarcerado após acidente na EN202 em Ázere

Oito operacionais e duas viaturas estão a prestar socorro no local, com apoio da SIV de Arcos de Valdevez.

Um acidente rodoviário na manhã desta terça-feira, no lugar de Figueiredo, freguesia de Ázere, concelho de Arcos de Valdevez, provocou o encarceramento de um homem de 60 anos.

A colisão ocorreu na Estrada Nacional 202 (EN202)e, egundo informações apuradas, a vítima ficou presa na própria viatura, tendo sido necessário o desencarceramento por parte dos bombeiros.

No local encontram-se oito operacionais apoiados por duas viaturas de socorro. A viatura de Suporte Imediato de Vida (SIV) de Arcos de Valdevez foi igualmente mobilizada para prestar assistência ao condutor.

O estado de saúde do homem de 60 anos não foi ainda divulgado. As causas do acidente estão a ser investigadas pelas autoridades.

Apresentada em Valença a terceira edição do Vinhos do Atlântico

Apresentação do evento decorreu hoje, às 11h, na Praça da República, em frente à Câmara Municipal de Valença

A terceira edição do evento “Vinhos do Atlântico, Festa da Ribeira Minho” foi apresentada hoje, 23 de maio, pelas 11 horas, na Praça da República, em frente à Câmara Municipal de Valença. A iniciativa realiza-se nos dias 5 e 6 de junho, no Jardim Municipal e na Fortaleza de Valença, com provas, gastronomia e música. O evento, que tem crescido e se consolidado, pretende promover o território, a cultura, a gastronomia e, sobretudo, a produção vinícola da região, numa lógica de cooperação transfronteiriça com a Galiza.

Na apresentação do evento, Andreia Amorim, responsável pela organização, destacou o papel histórico de Valença como ponto de agregação e capital das relações comerciais entre o Minho e a Galiza. “Valença é uma cidade que apela à reunião, é um ponto de agregação”, afirmou, lembrando que, “desde a primeira edição do Vinhos do Atlântico, há três anos, Valença convidou todos os parceiros das diferentes sub-regiões dos Vinhos Verdes a unirem-se a esta festa”.

Andreia Amorim sublinhou ainda o crescimento da mostra, que este ano conta com participantes das sub-regiões de Monção e Melgaço, Lima e Basto. “A intenção é termos uma Mostra Vínica cada vez mais representativa, porque aquilo que nós queremos comunicar é a imagem desta força e desta diversidade”, explicou. E acrescentou: “Valença foi pioneira nesta abordagem de trazer os vinhos da Galiza para uma Mostra Vínica conjunta. Só um concelho com esta vocação histórica de relações transfronteiriças poderia desempenhar este papel.”

Por sua vez, José Carpinteira, presidente da Câmara Municipal de Valença, reforçou a aposta da autarquia na promoção do território e no desenvolvimento agrário. “O que o município pretende é promover o território, a cultura e também o nosso desenvolvimento agrário através do vinho”, disse. Carpinteira revelou que Valença conta com três adegas e vários produtores e que o município avançou no ano passado com um plano de desenvolvimento agrário para uma área “muito esquecida do concelho”.

O presidente da Câmara anunciou ainda estar a ser promovida, em articulação com os municípios de Paredes de Coura, Vila Nova de Cerveira e Caminha, a eventual criação de uma região de Vinhos Verdes, “exatamente para dar força a este território que estava muito esquecido em termos vinícolas”. “É nesse sentido que esta festa, Vinhos do Atlântico, surgiu: para dar força e vivência e mostrar aos produtores que podem acreditar na nossa força de vontade para ajudar a promover os vossos produtos”, afirmou.

O evento, que decorre em junho no Jardim Municipal e também no espaço emblemático da Fortaleza de Valença, “o nosso ex-libris”, como referiu Carpinteira, pretende associar os vinhos ao património, à cultura e à história locais. Haverá provas, gastronomia e concertos, com o objetivo de atrair público de ambos os lados da fronteira. “Vai ser um espaço de convívio em que os produtores têm a oportunidade de mostrar tudo aquilo que conseguem fazer e que querem fazer com quem nos visita”, concluiu José Carpinteira, deixando o convite: “Dia 5 e 6, venham visitar Valença.

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