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Valença recebe Bandeira de Mérito Social atribuída pela ANGES

A Câmara Municipal de Valença foi galardoada com a Bandeira de Mérito Social, uma honra concedida pela Associação Nacional de Gerontologia Social (ANGES). A entrega do prémio aconteceu durante uma cerimónia realizada na cidade de Águeda.

Este reconhecimento premeia as ações levadas a cabo no concelho no domínio do envelhecimento ativo, com especial atenção à prevenção do declínio cognitivo. O destaque vai para o projeto “Pontes D’Encontro”, que está na base da distinção.

A vice-presidente do município, Ana Paula Xavier, recebeu a bandeira e manifestou o seu agrado. Segundo a autarca, a distinção valida o esforço da autarquia na promoção de um envelhecimento digno, ativo e com participação social. Acrescentou que o prémio funciona também como um incentivo para avançar com políticas sociais inovadoras centradas nas pessoas e na sua qualidade de vida. Ana Paula Xavier sublinhou ainda que o projeto “Pontes D’Encontro” materializa esse compromisso, ao fomentar a inclusão, a participação e o bem-estar da população idosa, fortalecendo a coesão social no território.

O projeto tem execução prevista entre 2025 e 2029 e aposta em soluções integradas e duradouras para as principais carências sociais identificadas. O financiamento é assegurado pelo programa Norte 2030, através do Fundo Social Europeu Mais (FSE+). Com esta atribuição, Valença consolida a sua imagem como um território empenhado na inclusão, na justiça social e num envelhecimento ativo, alicerçado em políticas que põem as pessoas no centro e olham para o futuro.

Buscas por pescador de 74 anos decorrem por terra, mar e ar

As operações de busca ao pescador lúdico de 74 anos, desaparecido no domingo na praia de Paçô, em Carreço, foram retomadas hoje às 08h00 por terra e mar. A partir das 10h30, passou a contar também com um meio aéreo.

O capitão do porto de Caminha, Fernando Pereira, atualmente responsável também pela capitania de Viana do Castelo,  explicou que o meio aéreo descolou de Ovar às 10h00 e integrou as buscas cerca de meia hora depois. O forte nevoeiro que se fazia sentir de manhã impediu a sua intervenção mais cedo. A aeronave atuará entre a praia de Paçô e o Forte do Cão, na freguesia de Âncora (Caminha).

Pelas 09h30, as condições de visibilidade rondavam as cinco a seis milhas, segundo o capitão.

No terreno, estão envolvidas duas equipas dos Bombeiros Sapadores e uma dos Voluntários de Viana do Castelo. No mar, participam meios do comando da Polícia Marítima de Viana do Castelo, a Estação Salva-vidas Atento e uma mota de água de salvamento aquático.

A área de buscas situa-se entre a praia de Paçô e o Farol de Montedor, na freguesia de Carreço. O capitão adiantou ainda que as operações no mar vão ser alargadas para norte e sul.

O alerta para o desaparecimento di pescador foi recebido cerca das 17h00 de domingo. O homem praticava pesca apeada quando deixou de ser visto, não tendo regressado a casa.

Valença assinala Dia dos Monumentos com visita guiada ao Mosteiro de Sanfins

O Município de Valença assinalou o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios com uma visita guiada ao Mosteiro de Sanfins de Friestas, que contou com a participação de cerca de 50 pessoas. A iniciativa foi orientada por Luís Fontes, doutorado em Arqueologia pela Universidade do Minho, e contou ainda com as presenças do presidente da Câmara Municipal de Valença, José Carpinteira, e dos vereadores Óscar Silva e Patricia Felgueiras.

Ao longo do percurso, Luís Fontes foi descrevendo pormenorizadamente cada espaço do mosteiro, desde a igreja, o claustro, a sala do capítulo, o refeitório, a cozinha e as celas dos monges, até às dependências agrícolas e à cerca monástica. O arqueólogo fez questão de referir também espaços que outrora existiram, mas que, entretanto, foram intervencionados e retirados, uma realidade que apontou como um erro cometido à época. “Hoje em dia não se faria isso”, lamentou, explicando que as intervenções contemporâneas privilegiam a preservação em vez da remoção de vestígios. Deu como exemplo antigas estruturas que foram eliminadas em benefício de uma “limpeza” estética, algo que, no seu entendimento, empobrece a leitura histórica do monumento.

Durante a visita, o arqueólogo defendeu que o essencial para o monumento “é começar a dar-lhe uso, manter os espaços limpos, acessíveis e desenhar, provavelmente no futuro, uma espécie de plano diretor”. Para Luís Fontes, o mosteiro pode funcionar “como uma espécie de quinta pedagógica”, permitindo falar das arquiteturas, da organização da propriedade e recuperar práticas tradicionais de construção. Sublinhou ainda que “o monumento tem de ter sempre associada uma oferta para o educativo”, defendendo uma intervenção faseada: “ir fazendo as coisas a pouco e pouco. Isso permite ajustar tendências”.

Questionado sobre a dificuldade dos recursos, Luís Fontes reconheceu que o problema é real. Os investimentos são avultados e, no caso de Valença, o município tem um “património vastíssimo, riquíssimo”, e tem de definir prioridades. “Tem a própria fortaleza, tem aqui o convento, o mosteiro de Sanfins, e tem um dos mais notáveis conjuntos de arte rupestre do norte de Portugal, espalhados por todo o território, mais de 100 lajes com gravuras rupestres, e que ainda não são suficientemente conhecidas nem divulgadas”. Já estudadas, sim, mas falta criar trilhos e rotas.

Em declarações durante o evento, José Carpinteira sublinhou que o objetivo passa por “valorizar o património cultural e sensibilizar para a sua preservação”. O autarca adiantou que estão já planeadas obras no mosteiro, nomeadamente a recuperação do telhado, que evidencia já algumas infiltrações, bem como outras pequenas intervenções de reabilitação do património. Segundo o presidente da Câmara, o concurso para estas obras estará já em curso.

José Carpinteira reconheceu, no entanto, que uma recuperação total do mosteiro representaria um investimento de muitos milhões de euros, razão pela qual a intervenção terá de ser feita de forma faseada, uma visão alinhada com a proposta do arqueólogo. “A recuperação tem que ser feita de forma faseada, por isso está já prevista algumas obras de beneficiação, nomeadamente do telhado”, afirmou.

O Município de Valença tem já um historial de investimento no local. A principal aposta da autarquia foi o Centro Interpretativo do Mosteiro de Sanfins (CIMOS), inaugurado em 22 de abril de 2025. Com um investimento de cerca de 255 mil euros, financiado por fundos comunitários (FEDER), a Câmara requalificou a antiga Casa dos Caseiros e criou um centro de acolhimento e interpretação, que oferece uma experiência imersiva sobre a história e os valores naturais do mosteiro.

Em paralelo, o município tem apostado na valorização da paisagem e do espaço público, desenvolvendo várias ações de manutenção e requalificação da Quinta do Mosteiro, como a limpeza e desmatação dos terrenos, a intervenção nos socalcos e a criação de trilhos pedestres. A dinamização cultural tem sido outra aposta, com o mosteiro a servir de palco para eventos como o “Sanfins Medieval”, que ajuda a fixar a sua imagem na comunidade e a atrair visitantes.

A visita guiada terminou com uma sugestão aos participantes convidando-os a prolongar a experiência visitando o Centro Interpretativo do Mosteiro de Sanfins (CIMOS) ou percorrendo os vários trilhos pedestres existentes nos 23 hectares da propriedade, que atravessam áreas de grande valor paisagístico e histórico.

No final, o vereador Óscar Silva ofereceu uma lembrança ao arqueólogo como forma de reconhecimento pelo seu trabalho de divulgação e valorização do património valenciano.

 

 

Garrano Music Fest estreia nas Festas de Perre com três dias de música e entrada gratuita

A freguesia de Perre, em Viana do Castelo, vai acolher entre os dias 30 de abril e 2 de maio a primeira edição do Garrano Music Fest, um novo evento integrado no programa das tradicionais Festas de Perre.

Com entrada gratuita, o festival aposta numa programação centrada na música eletrónica e de dança, distribuída por três noites. A abertura está marcada para a quinta-feira, dia 30 de abril, a partir da 01h00, com atuação do DJ Ricardo Ribeiro e do MC Nuno Black.

Na sexta-feira, 1 de maio, o evento arranca mais cedo, ao final da tarde, com um sunset às 18h00 a cargo do DJ Pedro Faria, que regressa à cabine à 00h30. A noite prolonga-se até às 02h00 com os DJs Lia Beat e Denis.

O encerramento acontece no sábado, 2 de maio, também à 01h00, com uma atuação do DJ Pedro Pereira.

Segundo a organização, o Garrano Music Fest “vem para ficar”, assumindo-se como uma aposta na dinamização cultural e noturna das Festas de Perre, concelhias do município de Viana do Castelo

“Arcos à Mesa” celebra o cabrito com showcooking e teatro neste fim de semana

Arcos de Valdevez volta a pôr a mesa para o seu certame gastronómico mais emblemático. O evento “Arcos à Mesa” dedica este fim de semana,de 18 e 19 de abril, ao cabrito, com um programa que junta provas em restaurantes aderentes, teatro, visitas guiadas ao Paço de Giela, um showcooking e animação musical, num conjunto de iniciativas que assinalam também o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios.

A iniciativa arranca no sábado, dia 18, com visitas guiadas ao Paço de Giela em quatro horários (10h00, 11h30, 14h30 e 16h00), integradas na celebração do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios. Na mesmo dia, a Porta do Mezio acolhe a atividade “As Cabras e os seus alimentos”, e os restaurantes aderentes servem o prato rei, o cabrito, no âmbito do “Arcos à Mesa”. À noite, o Auditório da Casa das Artes recebe a peça “Jantar de Idiotas”, com os atores Ângelo Rodrigues e João Didellet.

O domingo, 19 de abril, reserva um programa igualmente denso. Pela manhã, às 11h00, realiza-se o showcooking na esplanada subordinado ao tema “A tradição e o requinte: O Cabrito, os Grelos e Arroz”, orientado pelo chefe João Luís, com animação musical de Bernardo Antunes. O local é a Avenida Recontro de Valdevez, no Campo do Trasladário, junto às Esplanadas do Vez. Ainda no domingo, o Paço de Giela acolhe um workshop de cestaria (também integrado no Dia dos Monumentos), e a Porta do Mezio promove a atividade “Mini pastores no Parque Biológico”. Os restaurantes aderentes voltam a disponibilizar o cabrito nas suas ementas.

A lista de estabelecimentos participantes inclui A Floresta, A Regional (encerrado ao domingo), O Braseiro, Costa do Vez Grill, O Encontro, O Pote, Solar do Vez, Alto da Prova, Churrasqueira do Mercado (encerrado ao sábado), Churrasqueira Ponte Nova, O Barriguinhas, O Lagar e o Restaurante da Porta do Mezio (mediante reserva).

Com esta edição, o município de Arcos de Valdevez reforça a aposta na valorização da gastronomia local e do património, conjugando a tradição do cabrito com a animação cultural e a celebração dos monumentos. A expectativa é de grande afluência, tanto nas refeições como nas atividades de descoberta do território. O evento termina no domingo, mas o sabor do cabrito fica na memória e nos restaurantes da região, que mantêm o produto em destaque durante todo o ano.

Convívio solidário reuniu arcuenses no Canadá para apoiar bombeiros e rádio

A comunidade arcuense residente no Canadá foi a grande impulsionadora de dois convívios solidários realizados nos passados dias 16 e 17 de abril, ambos com forte adesão.

Uma comitiva arcuense deslocou-se ao Canadá para participar em duas iniciativas solidárias. Dela faziam parte o presidente da Câmara Municipal, Olegário Gonçalves, o presidente dos Bombeiros Voluntários de Arcos de Valdevez, Germano Amorim, e o presidente da Rádio Valdevez, José Rocha.

O primeiro encontro teve lugar na passada sexta-feira nas instalações da Associação Cultural do Minho, em Toronto, e reverteu a favor da Rádio Valdevez (RV). Já o segundo, um jantar-convívio, decorreu no dia seguinte na Liuna Local 138, também em Toronto, tendo como beneficiária a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Arcos de Valdevez (AHBVAV).

A animação musical dos eventos esteve garantida pelos Bombos da Associação que protagonizaram momentos de grande energia, enquanto Delfim Júnior e membros do Ymperio Show ofereceram participações especiais, reforçando o ambiente festivo e solidário dos encontros.

Olegário Gonçalves, presidente da Câmara de Arcos de Valdevez, que é também presidente da Assembleia dos Bombeiros Voluntários, esteve presente em ambos os encontros, aproveitando para reforçar os laços com a diáspora e partilhar a sua própria ligação ao Canadá.

Em declarações à Rádio Valdevez (RV), durante o convívio solidário dedicado à angariação de fundos para os bombeiros arcuenses, o autarca começou por dizer que era a primeira vez que participava na iniciativa na qualidade de presidente de câmara. “Já estive cá em outros papéis”, disse Olegário antes de revelar ser ele próprio de nacionalidade canadiana adquirida em Toronto, onde tirou a “carta de condução” aos 16 anos e onde trabalhou durante algum tempo.

“É um gosto hoje estar aqui como presidente de Câmara porque, no fundo, estou na minha segunda terra, que foi o Canadá”, afirmou. O presidente recordou ainda que o seu pai foi emigrante e acrescentou: “Este é um grande país e é com grande gosto que hoje estou aqui nesta iniciativa de apoio aos bombeiros, assim como estive ontem noutra iniciativa que foi a angariação para a Rádio Valdevez.”

Germano Amorim, presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Arcos de Valdevez, em representação da Associação Humanitária deixou uma mensagem de apreço à iniciativa. “Foi uma festa fantástica de angariação de fundos dos bombeiros, com gente maravilhosa, num grande país que é o Canadá, que seria muito mais pequeno sem o nosso Portugal, as nossas gentes, tradições e cultura. Parabéns a todos.”

No dia anterior, ao fim da tarde, a comunidade arcuense mostrou a sua solidariedade com a realização do evento para angariação de fundos para a Rádio Valdevez.

José Rocha, presidente da Rádio Valdevez, agradeceu a generosidade dos presentes no evento solidário realizado na Associação Cultural do Minho e salientou que o apoio recebido será fundamental para reforçar o trabalho da estação de rádio como elo de ligação entre Arcos de Valdevez e a sua diáspora, levando a voz da terra a vários pontos do mundo.

Estes dois encontros solidários provaram, uma vez mais, que a distância não enfraquece o espírito solidário dos arcuenses no Canadá, capazes de unir esforços em torno de causas que tocam o coração da sua terra: a proteção civil e a comunicação de proximidade.

 

Valença aprovou contas de 2025 por unanimidade com elevada execução orçamental

O Executivo Municipal de Valença aprovou por unanimidade, em reunião de câmara, a prestação de contas de 2025, que segue para apreciação da Assembleia Municipal. Os resultados evidenciam contas equilibradas, finanças saudáveis e elevada taxa de execução orçamental.

A execução da receita atingiu 86,7%, com receita global superior a 23,1 milhões de euros, um dos valores mais altos de sempre, correspondendo a um crescimento de cerca de 3% face ao ano anterior. Este desempenho deveu-se ao aumento das receitas de IMT e IMI e ao reforço das transferências do Orçamento do Estado.

Em 2025, avançaram obras estruturantes como a requalificação do Centro de Saúde, da Piscina Municipal, do complexo da ESCE, melhoria da rede viária, intervenção no Baluarte de São José e na Fortaleza, e investimento na habitação social (bairros de Bogim, Passos e Raposeira). As transferências para as freguesias e para os movimentos associativos foram de 1,2 milhões de euros cada.

O município regista equilíbrio orçamental, poupança corrente de 1,5 milhões de euros e saldo de gerência superior a 1 milhão de euros. O património líquido cresceu 6,9%, o passivo reduziu-se cerca de 10% e o resultado líquido foi de 611 mil euros, superior ao ano anterior. Não há pagamentos em atraso e o prazo médio de pagamento é de 23 dias.

O presidente da Câmara, José Manuel Carpinteira, afirmou que os resultados confirmam Valença como um concelho de excelência para viver, estudar, trabalhar, investir e visitar, baseado numa gestão sólida e responsável, com equilíbrio entre investimento e estabilidade orçamental, reforçando a coesão social, a atratividade económica e a qualidade de vida.

Temperaturas sobem aos 30 graus e existe risco elevado de exposição à radiação UV

Portugal continental e o arquipélago da Madeira estão hoje e no fim de semana com risco elevado de exposição à radiação ultravioleta (UV), estando previstas temperaturas até 30 graus em algumas regiões, segundo o IPMA.

O arquipélago da Madeira e os distritos de Viseu, Guarda, Castelo Branco, Lisboa, Santarém, Portalegre, Setúbal, Évora, Beja e Faro estão com níveis muito elevados e Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real, Bragança, Aveiro, Coimbra e Leiria elevados.

O risco de exposição à radiação UV vai permanecer elevado no continente e no arquipélago da Madeira no fim de semana, estando previstas temperaturas máximas de 30 graus em distritos como Beja, Évora, Setúbal e Santarém, no sábado.

Em Lisboa, Braga, Bragança, Castelo Branco, Portalegre, Coimbra, Viseu, Vila Real e Leiria são esperadas temperaturas máximas entre os 25 e os 28 graus Celsius hoje e no fim de semana.

A escala de radiação ultravioleta tem cinco níveis, entre risco extremo e baixo.

Para as regiões em risco extremo, o IPMA recomenda que se evite o mais possível a exposição ao sol.

No que diz respeito a regiões com risco muito elevado, o IPMA aconselha a utilização de óculos de sol com filtro UV, chapéu, ‘t-shirt’, guarda-sol, protetor solar e que se evite a exposição das crianças ao sol.

O IPMA recomenda para as regiões com risco elevado o uso de óculos de sol com filtro UV, chapéu, ‘t-shirt’ e protetor solar.

 

“Sei de um Livro”: a máquina de escrever que denuncia a indiferença

Não é todos os dias que uma máquina de escrever se torna personagem. Mas no mais recente romance da arcuense Albertina Fernandes, “Sei de um Livro”, o velho mecanismo de teclas ganha voz para trazer de volta as memórias de um pai de família e, com elas, um retrato sem concessões da sociedade contemporânea.

Apresentada no sábado no Centro Interpretativo do Barroco, em Arcos de Valdevez, a obra chega como um marco na carreira da professora e mestre em Literatura Francesa, que já soma 14 títulos publicados. Mas, ao contrário de uma simples adição à sua bibliografia, “Sei de um Livro” é descrito pela poeta Conceição Lima, responsável pela apresentação, como um exercício de expurgo emocional. Escrever para libertar memórias marcadas por dor e cicatrizes.

A família retratada, um casal com duas filhas, um filho, uma nora e uma tia madrinha, serve de espelho para os defeitos e qualidades de um tempo em crise. Ambição e indiferença perante o sofrimento alheio são dois dos temas que atravessam a narrativa, transformando histórias privadas numa crítica social ampla.

A vice-presidente da Câmara Municipal, Emília Cerdeira, presente na sessão, destacou precisamente esse papel. Chamar a atenção para a falta de valores que atravessa a sociedade atual. Já a autora, Albertina Fernandes, preferiu sublinhar o lado pessoal da escrita, uma fonte de felicidade e, neste caso, uma homenagem ao pai.

O momento musical, protagonizado pelo filho da escritora, Miguel Tela, trouxe um instante de intimidade ao evento, que terminou com um recado claro. Em Arcos de Valdevez, a literatura continua a ser um lugar de reflexão, mesmo quando o tema é a dor

25 mil pequenas trutas devolvem vida ao rio Âncora

Cerca de 25 mil pequenas trutas foram libertadas esta semana no rio Âncora, numa iniciativa promovida pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), em parceria com o Município de Viana do Castelo e com as juntas de freguesia locais.

Estes pequenos peixes, designados nas primeiras semanas de vida como alevins, têm uma origem muito especial: descendem de trutas do próprio rio Âncora, capturadas no seu troço superior, na vertente ocidental da Serra de Arga. Este cuidado garante a preservação das características genéticas únicas da população local, aumentando a probabilidade de sobrevivência e a adaptação ao meio natural.

A largada das jovens trutas foi realizada em oito locais diferentes ao longo do rio, escolhidos por oferecerem as melhores condições ecológicas para que cresçam e sobrevivam. Cada ponto representa uma nova oportunidade para reforçar a vida nestes ecossistemas.

Num tempo em que os habitats naturais enfrentam ameaças como a poluição e a pesca excessiva, às quais se somam os impactos das alterações climáticas, a presença da truta-fário, uma espécie sensível à qualidade da água, é um importante indicador da saúde ambiental. Ao reforçar a população desta espécie emblemática dos rios de montanha, contribui-se não só para a recuperação da vida no rio, mas também para a valorização do território. Um rio mais saudável significa mais natureza, mais beleza e mais oportunidades para atividades como o turismo de natureza e a pesca sustentável.

 

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