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Lampreia do Rio Minho volta a ser estrela em festival gastronómico

Foi aberto oficialmente esta manhã, às 11h00 no Largo da Igreja, o Festival Gastronómico Sabores da Lampreia do Rio Minho, em São Pedro da Torre, concelho de Valença. A cerimónia inaugural, que contou com momentos protocolares e animação de rua, marcou o arranque de três dias dedicados a um dos produtos mais emblemáticos da região, com o presidente da Câmara Municipal, José Manuel Carpinteira, a sublinhar que o evento representa “de forma autêntica a ligação profunda entre o território, o rio e a identidade coletiva”.

Perante uma plateia composta por autarcas, representantes de instituições militares, civis e religiosas, pescadores e confrarias gastronómicas, o edil destacou que a lampreia “não é apenas um prato típico, é a memória, é a tradição e é fator de afirmação do nosso concelho no panorama gastronómico regional e nacional”. A cerimónia contou ainda com as presenças do presidente da Câmara de Vila Nova de Cerveira, do representante do Turismo do Porto e Norte de Portugal, bem como de dirigentes da Associação Sabores do Rio Minho e de diversas entidades ligadas à pesca e à segurança marítima.

No seu discurso, José Manuel Carpinteira não escondeu as preocupações que afetam o setor, nomeadamente “a escassez que se tem praticado nos últimos anos” e que “continua a condicionar a oferta e os preços”, uma realidade que, segundo o autarca, “não ignoramos e que muito nos preocupa”

O presidente da Câmara destacou ainda os principais constrangimentos que ameaçam a sustentabilidade do Rio Minho: “O assoreamento progressivo, a proliferação de espécies exóticas invasoras e os impactos da gestão dos caudais transfronteiriços são hoje problemas concretos, com reflexos diretos na biodiversidade, na atividade piscatória e no equilíbrio de todo o ecossistema ribeirinho.”

Carpinteira deixou um especial agradecimento aos pescadores do Rio Minho, que, com “enorme dedicação”, preservam “práticas ancestrais e garantem que este produto chegue às nossas mesas com qualidade e autenticidade”. O autarca manifestou descontentamento com a falta de respostas ao nível nacional, nomeadamente no que diz respeito à recente 36.ª Cimeira Luso-Espanhola, lamentando que as questões estruturais do Rio Minho tenham ficado “fora das prioridades assumidas”.

“O Rio Minho não pode continuar a ser secundarizado pela sua importância ambiental, económica e identitária”, afirmou, acrescentando que Valença continuará a assumir a sua responsabilidade “promovendo o diálogo, a cooperação transfronteiriça e a valorização sustentável dos nossos recursos naturais”.

Até domingo, dia 22, a freguesia de São Pedro da Torre transforma-se num ponto de encontro para apreciadores da gastronomia minhota, tendo a lampreia como protagonista absoluta. Os visitantes podem deliciar-se com diversas interpretações culinárias, como o arroz de lampreia, a lampreia à bordalesa, recheada, assada no forno, seca e o tradicional prato dos cinco sabores. O evento não se fica pela vertente gastronómica, apresentando também uma forte componente cultural e etnográfica que presta homenagem à comunidade piscatória local e às tradições do rio Minho.

O programa de animação é variado e pensado para todas as idades. Para esta sexta-feira, a abertura contou com uma solta de pombos pela União Columbófila Valenciana e atuações da Associação de Pequenos Artistas de Circo, encerrando o primeiro dia com um DJ. No sábado, o destaque vai para o Grupo de Bombos “Os Amigos da Farra de Padornelo”, as rusgas Sons de Coura, a tarde de concertinas e as atuações do Grupo Alma Viva. O domingo reserva a atuação da Banda da Associação Musical de São Pedro da Torre e o Grupo Já Cheira a Rock, mantendo a animação durante os serviços de almoço.

Promovido pela Câmara Municipal de Valença em parceria com a Carochos – Associação dos Sabores do Rio Minho, a Junta de Freguesia de São Pedro da Torre e a Comissão de Festas local, o festival afirma-se como uma das mais emblemáticas celebrações gastronómicas do Minho. Até domingo, São Pedro da Torre reivindica o título de capital da lampreia, convidando residentes e visitantes de todo o país e da vizinha Galiza a descobrir os sabores e a cultura da região, com entrada livre.

Jovem de 26 anos morre em despiste na reta de Bertiandos

Arménio Magalhães, um jovem de 26 anos natural de Ponte de Lima e atleta do ARCD Fornelos e Queijada, morreu na madrugada desta sexta-feira, dia 20, na sequência de um despiste de automóvel ocorrido na freguesia de Bertiandos. O acidente aconteceu por volta das 03h30, na reta de Bertiandos, em circunstâncias ainda por determinar.

Segundo a informação disponível, a viatura entrou em despiste e capotou. O alerta foi dado pelas 03h30. No local prestaram socorro os Bombeiros Voluntários de Ponte de Lima, com seis operacionais apoiados por duas viaturas, a SIV (Serviço de Intervenção em Viação) de Ponte de Lima e a VMER (Viatura Médica de Emergência e Reanimação) de Viana do Castelo.

A GNR registou a ocorrência, e as circunstâncias do sinistro vão agora ser apuradas pelo NIVAC – Núcleo de Investigação Criminal em Acidentes de Viação.

Arménio Magalhães, conhecido carinhosamente por “Neno”, era atleta do ARCD Fornelos e Queijada. Em mensagens de pesar divulgadas nas redes sociais, foi referido que a sua “partida deixa um vazio enorme no futebol e em todos aqueles que tiveram o privilégio de o conhecer, dentro e fora das quatro linhas”. Nas mesmas mensagens, salientou-se que “hoje, não há rivalidades, há dor, união e respeito por um jovem que vivia a vida e o futebol com paixão”.

Cimeira ibérica teve “respostas insuficientes” e autarcas prometem manter pressão sobre governos

O Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) do Rio Minho manifestou esta semana o seu descontentamento com o desfecho da 36.ª cimeira luso-espanhola, realizada em Huelva no passado dia 6, criticando a ausência, na declaração final, de respostas concretas para os principais problemas estruturais que afetam o troço internacional do rio. Apesar de alertas e pedidos formais enviados previamente a diversas instituições, o documento conjunto dos dois Governos não abordou questões como o assoreamento progressivo, a proliferação de espécies invasoras ou a gestão sustentável dos caudais.

Em comunicado enviado esta quarta-feira, dia 18, a estrutura que congrega 26 municípios do Alto Minho e da província espanhola de Pontevedra recordou que, antes da cimeira, havia defendido “a necessidade de clarificar o enquadramento jurídico da gestão do rio enquanto curso de água internacional” e de avançar com instrumentos operacionais para dragagens, monitorização científica e medidas concretas de gestão. A liderança do AECT, presidida pelo presidente da Câmara de Valença, José Manuel Carpinteira, considerou que a declaração final se limitou a fazer referência à assinatura de um acordo relativo à segurança da navegação e da náutica de recreio, ignorando os temas estruturais previamente identificados.

“O território falou a uma só voz e apresentou propostas concretas para enfrentar problemas que se agravam no rio Minho, e lamenta que estas preocupações não tenham tido expressão na declaração final da cimeira luso-espanhola”, afirmou José Manuel Carpinteira, também autarca de Valença, no distrito de Viana do Castelo. O responsável sublinhou que “o rio Minho necessita de respostas estruturais e uma coordenação efetiva entre os dois Estados”, uma necessidade que, no entender do agrupamento, permanece por satisfazer mesmo após o encontro de alto nível entre os dois países.

A estrutura europeia recordou, na sua análise, que o troço internacional do rio Minho “constitui um dos espaços mais dinâmicos e humanizados de toda a fronteira entre Portugal e Espanha”, desempenhando um papel central na identidade cultural do território e funcionando como um recurso ambiental, social e económico fundamental para as comunidades ribeirinhas. Perante o que considera ser um silêncio da cimeira sobre estas matérias, o AECT defende ser “imperativo que os governos de Portugal e de Espanha assumam estes desafios como uma prioridade política inadiável”.

Criado em 2008 e consolidado em 2018, o AECT Rio Minho abrange 26 municípios — dez da Comunidade Intermunicipal do Alto Minho e 16 da província de Pontevedra, na Galiza — e atua numa área de mais de três mil quilómetros quadrados, onde residem perto de 376 mil habitantes. Perante a ausência de respostas na cimeira de Huelva, o agrupamento reafirmou a sua “total disponibilidade para colaborar com todas as entidades competentes na definição e implementação de um plano de ação estruturado para o rio Minho”, prometendo manter estas questões no centro do debate institucional junto dos organismos nacionais e regionais.

Suspeitos de traficar droga ficam obrigados a apresentações periódicas

Três suspeitos de traficar droga e apanhados com cinco mil doses de droga vão ficar sujeitos a apresentações periódicas a força de segurança da usa área de residência, disse hoje fonte da PSP.

Segundo o Comando Distrital da PSP de Viana do Castelo, os três suspeitos, dois homens de 28 e 29 anos e uma mulher com 34 anos de idade, conheceram a medida de coação, na quarta-feira, quando foram presentes primeiro interrogatório judicial.

Os três suspeitos “dedicavam-se ao tráfico de estupefacientes” e funcionavam de “forma organizada”.

O homem de 29 anos já estava “referenciado na PSP”.

Além das 5.160 doses de haxixe (2,5 quilogramas), os agentes da PSP apreenderam ainda, após “três buscas domiciliárias e seis buscas não domiciliárias, liamba suficiente para cerca de 97 doses individuais, 433 euros, cinco telemóveis, uma balança digital e diversos objetos utilizados na preparação, embalamento e venda direta de estupefacientes”.

Furtos de combustível em Viana do Castelo aumentam 31% num ano

A Guarda Nacional Republicana (GNR) registou, entre 2024 e 2025, um aumento de 30,88% no número de furtos de combustível no distrito de Viana do Castelo, passando de 68 para 89 ocorrências. Este crescimento coloca o distrito como um dos que apresentaram maior subida percentual a nível nacional, numa altura em que o total de queixas no país registou uma ligeira diminuição de 2,52% (de 1.744 para 1.700).

O fenómeno dos furtos de combustível tem vindo a ganhar expressão num contexto de aumento do custo de vida e dos preços dos combustíveis, pressionando famílias e empresas. Apesar de a quebra nacional ser residual, a análise por distrito revela realidades muito distintas: enquanto Lisboa, Aveiro e Faro apresentaram descidas significativas, Viana do Castelo surge entre as regiões com maior agravamento, a par de Castelo Branco, Santarém e Leiria.

Este aumento pode estar associado a fatores como a geografia do território, com zonas rurais e industriais mais vulneráveis, ou mesmo a dinâmicas locais de criminalidade oportunista. O impacto vai além do prejuízo económico direto: os furtos causam danos materiais nos veículos e afetam a perceção de segurança das populações, podendo condicionar a atividade económica e a confiança de investidores e residentes.

Para Viana do Castelo, o desafio passa por reforçar a vigilância e a prevenção, ajustando a resposta das autoridades às especificidades locais, num momento em que o desenvolvimento regional exige também tranquilidade e segurança para famílias e empresas.

 

Assembleia Jovem cumpre um ano e volta a debater o futuro do concelho

A Assembleia Municipal Jovem de Valença volta a reunir-se esta tarde, no auditório dos Paços do Concelho, numa sessão que vai assinalar o primeiro aniversário da constituição deste órgão consultivo, que tem como propósito aproximar as novas gerações da vida política e social do concelho.

A reunião desta tarde ocorre exatamente 12 meses após a tomada de posse dos primeiros 31 jovens deputados, dando continuidade a um projeto pioneiro no Alto Minho que procura transformar os estudantes em agentes ativos no desenvolvimento do território.

Foi a 19 de março de 2025 que os alunos do Agrupamento de Escolas Muralhas do Minho e do Polo de Valença da ETAP tomaram posse, numa cerimónia que ficou marcada pela eleição da mesa da assembleia, com Gabriel Saraiva a assumir a presidência e Gustavo Caraux e Kettelyn Oliveira a ocuparem os cargos de primeiro e segundo secretários. Desde então, o órgão tem prosseguido os objetivos que presidiram à sua criação: promover o debate, a análise e o sentido crítico entre os jovens, garantir o seu interesse pelos processos sociais e políticos e valorizar o papel da comunidade jovem escolar na construção de políticas locais.

Na altura, os objetivos da Assembleia Municipal Jovem foram claramente enunciados pelo presidente da Assembleia Municipal, José António Cerqueira. É “notório o afastamento dos jovens na participação cívica e também das causas políticas”, defendeu dizendo ser “necessário incentivar o vosso interesse pela participação cívica e política”. “A vossa participação quer na política, quer na sociedade é fundamental, não só para a construção, mas também para o desenvolvimento de sociedades mais justas e mais inclusivas”, afirmou.

O autarca garantiu que os jovens teriam oportunidade de dialogar, apresentar propostas e procurar soluções para os desafios do concelho, com a garantia de que “aqui, cada ideia conta e cada proposta tem valor”.

O presidente da Câmara Municipal, José Manuel Carpinteira, classificou a iniciativa como “pioneira e inovadora”, alertando os jovens para a importância de estarem atentos aos fenómenos de desinformação nas redes sociais e desafiando-os a serem mais participativos na vida política.

Ao longo deste primeiro ano de mandato, a Assembleia Municipal Jovem tem funcionado como um espaço privilegiado para a discussão e reforço da democracia, permitindo que os deputados estudantis apresentem ideias e contribuam ativamente para o desenvolvimento de Valença.

A sessão desta tarde, para além de assinalar o primeiro aniversário do órgão, dará continuidade a um modelo de participação que a autarquia pretende consolidar, garantindo que as preocupações e aspirações dos mais novos sejam efetivamente tidas em conta na definição das políticas locais.

O desafio que se coloca para o futuro é manter o dinamismo demonstrado ao longo deste primeiro ano e transformar em ações concretas as propostas que continuam a surgir deste fórum jovem, num projeto que promete marcar a diferença na forma de fazer política no Alto Minho.

Plano de atividades do Pentágono Urbano aprovado para 2026

A Associação de Municípios Pentágono Urbano aprovou o Plano de Atividades e Orçamento para o ano de 2026, documento que estabelece as prioridades de atuação e os recursos financeiros da estrutura que junta cinco cidades do país.

De acordo com informação oficial, o plano “reflete os custos da estrutura de funcionamento da Associação e das contrapartidas a liquidar fruto da execução das ações e candidaturas em curso”.

A decisão dos órgãos sociais surge após Viana do Castelo ter formalizado a sua adesão à associação, reconhecendo que “a projeção competitiva a nível internacional da região só é eficaz no quadro de um patamar conjunto das cinco cidades e seus agentes, reforçando a coesão territorial destes territórios”.

A entidade tem como missão “dinamizar o ecossistema inovador e a marca Pentágono, captando recursos para projetos de cooperação promotores da inovação, criatividade e investigação aplicada às empresas e às cidades”.

Primavera regressa com concertos, gastronomia e evento inédito no Mezio

O presidente da Câmara Municipal de Arcos de Valdevez, Olegário Gonçalves, apresentou esta manhã, no Posto de Turismo de Arcos de Valdevez, a programação completa do “Arcos Primavera 2026”. A cerimónia contou com a presença de Emília Cerdeira’ vereadora do município,  José Aventino Freitas, pároco da Vila de Arcos de Valdevez , Pedro Teixeira, coordenador da Adral, e Francisco Araújo, representante da ACIAB, entidades parceiras na organização de alguns dos eventos que vão animar o concelho nos próximos meses.

O programa arranca ainda em março com as tradicionais festividades dos “Bois da Páscoa”, agendadas para o próximo fim de semana.

A iniciativa “Páscoa Encantada”, surge como a novidade deste ano e decorrerá entre 27 de março e 12 de abril.

‘Este ano há uma novidade, será a primeira edição da Páscoa Encantada na Porta do Mezio”, anunciou Olegário Gonçalves, explicando que “será um evento de molde da Floresta Encantada, só que, agora, dedicada à Páscoa”. O espírito da Floresta Encantada é assim recriado nesta edição, cujo desafio foi lançado à Ardal que, conjuntamente com a câmara municipal, vai invadir o espírito da Páscoa na Porta do Mezio.

Os visitantes poderão contar com muita animação para passar o dia, estando disponíveis comes e bebes no local.

As celebrações religiosas da Semana Santa ocupam o período de 28 de março a 5 de abril.

A animação continua em abril, com destaque para a “Sai da casca e vem ao Paço” no Paço de Giela, nos dias 3 e 4, e para o “Concerto de Páscoa”, no dia 4, que trará a “Petite Messe Solennelle” ao público arcuense. A 11 de abril sobe ao palco o espetáculo “Inês de Castro”, pelo Dragão 7 Lúri.

A gastronomia regional marca presença nos dias 18 e 19 com o “Arcos à Mesa do Cabrito”, enquanto o humor toma conta do auditório no dia 18 com a peça “Jantar de Idiotas”. A música volta à ribalta a 24 de abril com a atuação de Yolanda.

Maio arranca com a “Expovez – Feira do Alto Minho”, que se realiza de 1 a 3 de maio, contando com os concertos de Wet Bed Gang (dia 2) e Toy (dia 3). Segue-se o certame “Carne da Cachena”, entre 15 e 17 de maio, e os espetáculos de Sara Barradas e Diogo Martins, no dia 16.

O mês fica ainda marcado pela atuação do norte-americano Patrick Sweany, a 23 de maio, e de Samuel Úria, a 30 de maio. Em junho, o destaque vai para o “Arcos Fado Fest”, que decorre de 5 a 7, encerrando um extenso programa que promete atrair diversos públicos ao concelho.

“A ciência não acontece só em Lisboa e no Porto”

A 2.ª edição do Alto Minho Science Fest, que decorreu entre os dias 12 e 15 de março em Arcos de Valdevez, reuniu mais de 50 oradores, 40 projetos científicos e cerca de 25 workshops, consolidando-se como um dos maiores festivais de ciência e cultura científica do país. O evento, dedicado ao tema “Cérebro, Ciência e Bem-Estar”, foi inspirado na obra do cientista e inventor arcuense Manuel António Gomes, conhecido por padre Himalaya, natural de Cendufe.

A sessão inaugural contou com a presença da secretária de Estado da Saúde, Ana Povo, que manifestou satisfação pela realização do certame no Alto Minho e enalteceu a organização, dirigida tanto a públicos mais jovens como à população sénior.

O presidente da Câmara Municipal, Olegário Gonçalves, classificou a iniciativa como “diferenciadora a nível local, regional e nacional”, sublinhando o seu impacto positivo na economia local, nomeadamente na restauração, comércio e alojamento. “A ciência não acontece só em Lisboa e no Porto, também se faz em Arcos de Valdevez, onde Portugal se fez”, afirmou o autarca.

O programa incluiu painéis temáticos sobre cérebro, dependências digitais, nutrição, saúde, exercício físico, sono e demência, entre outros. Entre os convidados de renome marcaram presença Pedro Abrunhosa, Ana Galvão, Valter Hugo Mãe, Carlos Daniel, Eduardo Sá, Alexandre Quintanilha e Mário Daniel. O festival contou ainda com a participação de investigadores arcuenses, como Ana Rita Brito, Andrea Ribeiro, António Teixeira Rodrigues e Daniel Rodrigues, no painel “Arcuenses com Ciência”.

O encerramento do evento contou com a presença do secretário de Estado do Ambiente e presidente da Assembleia Municipal de Arcos de Valdevez, João Esteves, e da vice-presidente da Câmara, Emília Cerdeira. A autarca destacou o papel do Centro Ciência Viva de Arcos de Valdevez, “único centro desta natureza no distrito de Viana do Castelo”, na aproximação do conhecimento à comunidade, particularmente junto de crianças e jovens. João Esteves, antigo presidente da Câmara e um dos impulsionadores da iniciativa, defendeu que a ciência e a educação devem “andar de mãos dadas e serem sempre as candeias do desenvolvimento de um território”.

Promovido pelo Município de Arcos de Valdevez em parceria com o Centro de Ciência Viva dos Arcos / Oficinas de Criatividade Himalaya, o Alto Minho Science Fest afirmou-se, segundo a organização, como um investimento no futuro, ancorado nos pilares da educação, ciência e inovação para o desenvolvimento sustentável do concelho e da região.

 

Tui celebra 800 anos da Catedral com concerto de jazz

O Teatro Municipal de Tui vai ser palco, na próxima sexta-feira, 20 de março, às 20h30, de um concerto de jazz integrado nas comemorações do 800.º aniversário da Catedral de Tui. O espetáculo, de entrada livre até à lotação do espaço, contará com a atuação do Christopher Pérez Quartet, uma formação que promete trazer ao público uma noite de sons modernos e improvisação.

O quarteto é liderado por Cristopher Pérez Mauri, no saxofone tenor, e conta ainda com David Muñoz Pérez no contrabaixo, Guillaume Juan Coulbois Bernardo no piano e Daniel Pimienta Martón na bateria. A iniciativa insere-se na programação cultural do “800 Aniversario da Catedral de Tui”, um marco histórico que a cidade está a celebrar ao longo do ano com diversas atividades.

A organização do evento conta com o apoio do Eixo Atlântico e da Xunta de España, no âmbito da promoção da cultura e do património partilhado na Euro-região. O concerto, de caráter gratuito, é uma oportunidade para os amantes da música e do património histórico desfrutarem de uma experiência cultural única num dos mais emblemáticos teatros da região.

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