Módulo de Acessibilidade

GNR reforça segurança do Caminho Português da Costa com drones e pulseiras

A Câmara de Cerveira anunciou hoje que a operação “Bom Caminho 2026” para Santiago de Compostela vai contar com um reforço de segurança da GNR, nomeadamente com drones e pulseiras com o número nacional de emergência.

Entre as principais novidades da operação para este ano destacam-se “a distribuição de uma pulseira com o número nacional de emergência, o carimbo oficial da GNR destinado aos peregrinos e uma maior utilização de drones no terreno para reforço da vigilância e apoio operacional, combatendo alguns episódios de exibicionismo de cariz sexual”, refere a autarquia.

“De resto, mantém-se o patrulhamento de militares a cavalo, apeados, a ciclo, rodoviário, ambiental e com drones”, acrescenta, em comunicado.

Segundo a autarquia, a procura pelo Caminho Português da Costa para Santiago de Compostela “continua a crescer de forma sustentada, consolidando-se como o segundo Caminho de Santiago mais percorrido em todo o mundo, logo após o Caminho Francês”.

“De 2024 para 2025, registou um aumento de 20% no número de turistas e peregrinos que escolheram este percurso, e a tendência é de crescimento permanente”, sustenta.

Durante a apresentação da operação “Bom Caminho 2026”, na sexta-feira em Cerveira, o comandante do Comando Territorial da GNR de Viana do Castelo, Maciel da Silva, garantiu que “é um caminho totalmente seguro, e assim vai continuar a ser, com a aplicação dos recursos e meios da GNR e da Guardia Civil. Há mais meios e a GNR tem procurado ajustar o dispositivo à realidade”.

Na ocasião, o presidente da autarquia, Rui Teixeira, avançou que, “muito em breve, no início do verão, o primeiro albergue de peregrinos com gestão municipal vai abrir portas, com capacidade para 32 pessoas”.

Localizado em Loivo, “este espaço tem características únicas: uma paisagem deslumbrante, disponibilidade de bicicletas elétricas para deslocação ao centro histórico; colocação em braille e em áudio-guias, bem como a disponibilização de dois monitores táteis, com toda a informação e sinalização do Caminho, a um preço simbólico de 10 euros por noite”, salientou.

De acordo com o autarca, o investimento total do albergue é de cerca de 384 mil euros, com um financiamento do Turismo de Portugal – Linha + Interior Turismo de 268.550 euros, tendo a Câmara Municipal que despender de 115.093 euros de capitais próprios.

Na apresentação da operação “Bom Caminho 2026”, que decorre até 31 de outubro, a presidente da Federação Portuguesa dos Caminhos de Santiago, Ana Rita Dias, alertou para a necessidade de se criar “uma plataforma comum de registo de peregrinos, obrigatória a todas as entidades gestoras dos caminhos certificados, de forma a acompanhá-los durante a passagem pelo território”.

A operação “Bom Caminho 2026”, que tem por objetivo a proteção e segurança dos peregrinos que se deslocam a Santiago de Compostela, em Espanha, arrancou a 20 de abril e realiza-se até 31 de outubro.

No âmbito da operação, os militares da Guarda vão promover o patrulhamento de proximidade e maior visibilidade de forma a garantir a segurança dos peregrinos que se deslocam a Santiago de Compostela e que transitam ao longo do Caminho Português, do Caminho Português da Costa e do Caminho Português Interior.

A GNR recomenda aos peregrinos que preparem o percurso antecipadamente, usem roupas claras e material retrorrefletor, mantenham o telemóvel com bateria e o contacto diário com a família e, caso circulem de bicicleta, usem equipamentos de proteção individual e iluminação.

Aconselha igualmente os peregrinos a caminhar preferencialmente durante o dia e com companhia, a ter especial atenção a abordagens por parte de estranhos e a manter os familiares e amigos mais próximos informados sobre os percursos e planeamento da sua viagem.

 

 

Mais de cinco mil alunos participaram no Fórum de EMRC no Paço de Giela

Evento reuniu jovens do 2.º e 3.º ciclos e secundário, com desporto, música e animação. Presidente da Câmara falou em coesão territorial; bispo defendeu disciplina “viva e próxima dos jovens”

O Paço de Giela, monumento icónico de Arcos de Valdevez, converteu-se durante dois dias num grande ponto de encontro para a juventude do distrito de Viana do Castelo. O local histórico acolheu, no dia 14 e 15 de maio, o XXIX Fórum/Festa de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC) e o VI Encontro dos Alunos da disciplina do 2.º Ciclo.

No primeiro dia, foram mais de três mil os estudantes do 7.º, 8.º, 9.º ano e do ensino secundário que ocuparam o recinto. Oriundos de todos os agrupamentos do distrito, os jovens participaram em futebol, voleibol, insufláveis, jogos de setas e tiro ao alvo. A animação ficou entregue a um DJ e a atuações de bandas, com destaque para os À Toa, que incendiaram o palco. Já no segundo dia, cerca de dois mil alunos do 2.º ciclo viveram uma experiência semelhante, fechando a edição com chave de ouro.

A cerimónia de abertura contou com a presença do bispo D. João Lavrador, do executivo municipal e do Agrupamento de Escolas de Valdevez.

O presidente da Câmara Municipal, Olegário Gonçalves, sublinhou a capacidade do concelho para organizar iniciativas com milhares de pessoas em espaços seguros e carregados de simbolismo. O autarca realçou ainda a forte coesão territorial que o evento demonstrou, ao unir jovens de diferentes gerações e de vários concelhos do Alto Minho num ambiente de respeito e proximidade.

Por sua vez, D. João Lavrador deixou elogios à disciplina e ao encontro. “Esta é uma forma de valorizar os alunos, os professores e a escola. A EMRC mostra aqui que é uma disciplina viva, próxima dos jovens e essencial para a sua formação integral”, afirmou o bispo.

Com o lema “EMRC Game On: O Próximo Nível é Dialogar”, o encontro transformou o Paço de Giela num verdadeiro cenário de cor, diversão e partilha, provando, uma vez mais, a versatilidade e a potencialidade daquele espaço histórico.

Feira Sabores da Raia em Friestas é “espaço de fraternidade” entre Portugal e Galiza

O Parque da freguesia de Friestas, em Valença, abriu hoje, sábado, para a quarta edição da Feira Sabores da Raia. O certame, que decorre até amanhã, domingo, promete atrair centenas de visitantes àquela localidade raiana, num ambiente de puro convívio entre as comunidades minhota e galega.

Organizado pela Junta de Freguesia de Friestas e pela Câmara Municipal de Valença, com o apoio do Rancho Infantil e Juvenil de Friestas, o evento aposta na valorização da identidade raiana através da gastronomia, da música popular e do encontro entre portugueses e galegos.

O presidente da Câmara de Valença, José Carpinteira, destacou a dimensão transfronteiriça da iniciativa:
“É um espaço de cooperação, de amizade e sobretudo de acompanhamento do que se passa de um lado e do outro aqui do nosso rio.” E rematou: “É mais do que um evento gastronómico, mas é sobretudo um espaço de convívio e de fraternidade aqui entre os dois povos e sobretudo entre Friestas e Caldelas.”

Também o presidente da Junta de Freguesia de Friestas, Álvaro Alves, sublinhou o orgulho em manter vivo este certame:
“É um grande orgulho manter este evento porque é uma referência para as duas margens do Rio Minho e já começam a terem algum peso, vamos dizer, não só na zona raiana, mas já além de fronteiras e do norte do Portugal, porque já as pessoas gostam de vir aqui, de conversar, de conviverem e é sempre bom termos este encontro e estes convívios.”

Ao longo do fim de semana, o público pode degustar vários pratos típicos das duas regiões, como o anho no forno, os rojões, o polvo à galega, os calhos e a doçaria tradicional. A acompanhar, marcam presença vinhos verdes, brancos, tintos e espumantes, além de dezenas de produtores e expositores de ambos os lados da fronteira.

A animação fica a cargo de grupos tradicionais, concertinas, charangas e DJs, com destaque para a atuação da Orquestra Noalkansas e do DJ José Luís. Ainda hoje, durante a abertura, realizou-se o 4.º Passeio de Clássicos “Sabores da Raia”, que trouxe viaturas antigas às ruas de Friestas, um dos momentos altos do programa.

Fim de Semana Gastronómico regressa a Arcos de Valdevez com Carne da Cachena

O Fim de Semana Gastronómico de Arcos de Valdevez volta a realizar-se este fim de semana, com os restaurantes aderentes a apresentarem um menu oficial dedicado à Carne da Cachena, à Alheira de Cachena e ao Bolo de Discos, sempre acompanhados pelos vinhos verdes locais. A iniciativa, que decorre até domingo no concelho do Alto Minho, inclui ainda uma mostra de artesanato, provas comentadas e sessões de showcooking.

Durante os três dias, os estabelecimentos participantes vão disponibilizar um menu fixo composto por entrada de Alheira de Cachena, prato principal de Carne da Cachena com Arroz de Feijão Tarreste e sobremesa de Bolo de Discos, harmonizado com vinhos verdes das castas Loureiro e Vinhão. Outros produtos locais em destaque são a Laranja de Ermelo e os Charutos de Ovos.

Paralelamente, o Campo do Trasladário acolhe a Mostra de Artesanato e Mercado de Sabores, um espaço de promoção direta dos produtores e artesãos do concelho, onde os visitantes podem adquirir produtos tradicionais. O programa inclui ainda vários momentos de animação e valorização gastronómica.

No sábado, às 11h30, realiza-se a “Prova no Trasladário”, uma harmonização entre Alheira de Cachena e Vinho Verde. Pelas 15h30 do mesmo dia, está agendado um showcooking na Praça dedicado ao Bolo de Discos. Já no domingo, às 11h00, os visitantes podem assistir ao showcooking “Delicie-se, Cozinhe Carne da Cachena”, onde aprendem a confecionar o prato principal do evento.

Como novidade desta edição, todos os participantes que optarem pelo menu oficial recebem um voucher para levantar uma oferta do Município na mostra de artesanato. A iniciativa reforça, segundo a autarquia, a aposta na valorização dos produtos endógenos e dos produtores locais, sublinhando a importância da Carne da Cachena com Denominação de Origem Protegida (DOP) e do Feijão Tarreste com Indicação Geográfica Protegida (IGP) como património gastronómico, cultural e económico do concelho.

O evento prolonga-se até domingo, oferecendo a moradores e turistas a oportunidade de provar os sabores mais emblemáticos da região, num fim de semana que alia a tradição culinária à animação e ao artesanato local.

 

Mulher detida em Viana do Castelo por tráfico de imigrantes para exploração laboral

Uma mulher de 59 anos foi detida em Viana do Castelo por tráfico de pessoas para exploração laboral de pelo menos seis mulheres oriundas de África e da América do Sul, revelou hoje a Polícia Judiciária (PJ).

“Constatou-se uma continuidade da atividade criminosa por parte da suspeita, angariando e alojando várias trabalhadoras estrangeiras em situação vulnerável e irregular desde, pelo menos, 2021, prometendo-lhes condições de trabalho que vieram a revelar-se diferentes das que tinham sido acordadas, com o objetivo de as explorar na sua atividade laboral”, descreve a PJ em comunicado.

Para além do crime de tráfico de pessoas, a investigação da PJ que levou à detenção abrange também os crimes de “auxílio à imigração ilegal, utilização da atividade de cidadão estrangeiro em situação ilegal e falsificação de documentos”.

A PJ diz que, até ao momento, “identificou seis vítimas daquele esquema, todas mulheres, oriundas de África e da América do Sul”.

“A investigação prossegue no sentido de apurar todos os factos e identificar novas potenciais vítimas”, acrescenta.

A mulher detida é “gerente de empresas que se dedicam à prestação de serviços de geriatria e acompanhamento de idosos”, explicou a PJ

Durante as buscas domiciliárias realizadas na quinta-feira em Viana do Castelo, a PJ apreendeu “diversa documentação e material informático” e uma arma de fogo que não estava “devidamente legalizada”.

Assim, o proprietário da arma, companheiro da suspeita, foi também detido, em flagrante delito, “no âmbito de processo autónomo por posse ilegal de arma de fogo”.

 

PSD acusa Vasco Ferraz de “linguagem gravosa” e discriminação interna

O PSD de Ponte de Lima emitiu um comunicado onde demonstra a sua profunda indignação com a posição do presidente da Câmara Municipal, Vasco Ferraz, pela gravidade da linguagem utilizada e pelas insinuações à atuação da CIM.

Esta tomada de posição do PSD deve-se ao facto das afirmações proferidas por Vasco Ferraz a um jornal local, que o PSD divulgou na sua página do Facebook, na qual o autarca critica decisões tomadas no anterior mandato da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho.

Durante uma reunião do executivo da CIM, foram aprovados protocolos de cedência de equipamentos como “monitores interativos”, “rádios portáteis”, “tablets” e uma “unidade autónoma para enchimento de cilindros de ar comprimido respirável”. Vasco Ferraz afirmou, segundo a notícia, que estão “a pagar favores políticos do mandato passado”.

O autarca mostrou-se particularmente crítico em relação à atribuição desta unidade à corporação de bombeiros de Paredes de Coura, equipamento que será utilizado na recém-inaugurada Unidade Local de Formação de Bombeiros do distrito de Viana do Castelo. “Eu não concordo com isto […] Ou é para todos ou então não é para ninguém. Não há tratamentos diferenciados”, defendeu.

Vasco Ferraz questionou ainda a utilidade da localização, considerando que a maioria das corporações recorre a estruturas mais próximas: “Acham que os bombeiros de Ponte de Lima, os de Viana, os dos Arcos ou os da Barca vão lá acima? Não vão. Vão mais depressa a Vila Verde.”

Esta não é a primeira vez que Vasco Ferraz manifesta descontentamento com a CIM. Em novembro de 2024, demitiu-se da vice-presidência do organismo. Na altura disse ser sua “intenção apenas comunicar” a decisão, enquanto o presidente da CIM naquela data, Manoel Batista, recusou comentar: “As decisões do senhor presidente da Câmara de Ponte de Lima são respeitáveis. A CIM segue o seu caminho.”

Desta vez o presidente da Câmara limiana defendeu que os recursos deviam ter sido aplicados num veículo de combate a incêndios industriais, alertando: “Já avisei que vou fazer com que o veículo fique em nome da Câmara, porque se ficar em nome dos bombeiros, ele tem que ir para todo o lado.” E concluiu que “CIM Alto Minho continua a lidar com decisões à toa do mandato anterior […] São as anseiras do passado”.

Estas declarações de Vasco Ferraz indignaram o PSD de Ponte de Lima, que manifestou “profundo espanto” pela “gravidade da linguagem utilizada” e pelas insinuações à atuação da CIM. Em comunicado, os sociais-democratas sublinham que “em democracia, e particularmente no exercício de funções autárquicas, a comunicação política exige rigor, verdade e sentido de responsabilidade institucional”.

O partido critica Vasco Ferraz por lançar suspeitas sobre alegados “favores” ou tratamentos indevidos “sem apresentar factos concretos que sustentem tais afirmações”, considerando que isso “não dignifica o cargo de presidente da Câmara nem contribui para o saudável funcionamento das instituições”.

O PSD vai mais longe e acusa o autarca de práticas discriminatórias dentro do próprio concelho, apontando o exemplo da freguesia de Rebordões Santa Maria, que terá “dezenas de ofícios dirigidos ao senhor presidente da Câmara sem qualquer resposta”. “É paradoxal que quem protagoniza na prática atitudes discriminatórias e persecutórias procure agora apresentar-se como defensor da igualdade de tratamento entre instituições”, lê-se na nota.

O partido defende que “os Limianos merecem um debate político sério, transparente e assente em factos”. Até ao momento, Vasco Ferraz não reagiu publicamente às acusações do PSD.

 

 

 

Tardes Etnográficas encerram com três grupos e vira geral na Praça Deu-la-Deu

As Tardes Etnográficas de Monção chegaram ao fim no passado domingo, 10 de maio, depois de três dias de animação na Praça Deu-la-Deu, onde ranchos folclóricos trouxeram cor, som e movimento, promovendo momentos de convívio, partilha e valorização da cultura popular. A iniciativa, que reflete a identidade coletiva da população monçanense, começou no dia 26 de abril, prosseguiu no feriado de 1 de maio e terminou com as atuações do Grupo Folclórico “Os Amigos de Longos Vales”, do Rancho Folclórico da Casa do Povo de Barbeita e do Rancho Folclórico de Santa Maria de Moreira.

Ao longo das três tardes, celebrou-se a tradição, divulgou-se o património imaterial e incentivou-se o interesse pelas raízes históricas da região. Em paralelo, esteve presente um conjunto de expositores de artesanato, valorizando o trabalho criativo ligado às artes e ofícios locais.

O público e os participantes responderam com grande entusiasmo, sendo que cada tarde culminou num vira geral, no palco, com todos a dançar juntos, numa atmosfera de alegria contagiante. No final, todos os grupos receberam diplomas de participação.

A edição de 2026 serviu também para assinalar o arranque destas manifestações culturais nas freguesias do concelho, com a realização de encontros folclóricos. O primeiro está marcado para 30 de maio, no Lugar do Mosteiro, em Longos Vales, onde terá lugar o Festival Internacional de Folclore “Estrela dos Vales”.

No dia 26 de abril, actuaram o Grupo Folclórico das Lavradeiras de S. Pedro de Merufe, o Rancho Folclórico “Estrela dos Vales” e a Associação “Os Moleirinhos do Gadanha”. No dia 1 de maio, subiram ao palco a Associação Sociocultural e Recreativa de Pinheiros, a ACRD São Mamede de Troviscoso e o Grupo Danças e Cantares de Mazedo.

A Câmara Municipal de Monção agradeceu a participação dos grupos folclóricos, do público presente e dos expositores de artesanato, classificando as tardes como “felizes” e deixando uma palavra de apreço a todos os que fizeram parte do evento.

Etiquetas: moncao, tardes etnograficas, praca deu-la-deu, ranchos folcloricos, cultura popular, patrimonio imaterial, artesanato, longos vales, barbeita, santa maria moreira, festival internacional de folclore, estrela dos vales

Tribunal de contas condena Miguel Alves a pagar 369 mil euros

O antigo presidente da Câmara de Caminha Miguel Alves disse esta noite à Lusa que o Tribunal de Contas(TdC) o condenou a pagar 369 mil euros (mais juros) no caso do Centro de Exposições Transfronteiriço (CET).

Contactado pela agência Lusa, Miguel Alves disse que “ainda não tinha lido a sentença do TdC”.

“Vou ler, avaliar a decisão e, certamente que confirmando-se, apresentarei recurso”, sustentou

Miguel Alves confirmou que “o advogado recebeu o correio ao final da tarde de terça-feira”.

“Ainda vai digitalizar os documentos para me enviar”, adiantou Miguel Alves.

Segundo a SIC, “na sentença desta segunda-feira, o Tribunal de Contas julgou precedente a ação proposta pelo Ministério Público, condenando Miguel Alves como “autor de uma infração financeira reintegratória designada como pagamentos indevidos na reposição do valor pedido no montante de trezentos e sessenta e nove mil euros (369 000,00€) acrescido de juros de mora à taxa legal devidos desde 15-06-2021”.

O “Juiz Conselheiro Paulo Dá Mesquita, que assina a sentença, entende que Miguel Alves, ao exercer o cargo de presidente da Câmara, “compreendia responsabilidade de cuidado e defesa do interesse público e legalidade por ele voluntariamente assumidos ao ser empossado, exigindo grau de empenho, estudo e conhecimento das regras acima do homem médio que não foi incumbido dessas funções”.

“Foi ainda condenado por três infrações financeiras sancionatórias em 75 unidades de conta, ou seja, 7.650 euros”, refere a SIC.

As “ilegalidade relacionadas com o contrato assinado entre a autarquia e a empresa Green Endougenous já tinham sido identificadas numa auditoria do Tribunal de Contas”.

2 dez 2024 (Lusa) – O Tribunal de Contas (TdC) concluiu que a Câmara de Caminha cometeu ilegalidades, nomeadamente fraude, e causou danos no erário publico de 369 mil euros, no caso do Centro de Exposições Transfronteiriço (CET) gerido pelo anterior autarca Miguel Alves.

“Com a conduta adotada, o município de Caminha incorreu numa fraude à lei que lhe permitiu aceder ao que legalmente lhe estava vedado, uma vez que não dispunha de capacidade financeira para a construção do CET, deixando tal tarefa a cargo de um investidor privado, para mais tarde, decorridos os 25 anos de execução do prometido contrato de arrendamento, vir a adquirir esse imóvel mediante o exercício da opção de compra”, assinala o TdC, no relatório consultado hoje pela Lusa.

O negócio do CET levou, em 2022, à demissão do então secretário de Estado Adjunto do primeiro-ministro António Costa e ex-autarca de Caminha, Miguel Alves, investigado pelo Ministério Público (MP) por ter celebrado, em 2020, quando era presidente daquela câmara, um contrato-promessa de arrendamento para fins não habitacionais com a empresa Green Endogenous.

De acordo com o TdC, “ao prever o pagamento antecipado, a seu cargo, de uma obrigação que só se constituiria daí a 25 anos”, aquela autarquia do distrito de Viana do Castelo “concedeu materialmente um financiamento, à contraparte, sendo que se encontra vedado aos municípios concederem empréstimo a entidades públicas ou privadas”.

“Em 16 de março de 2021, o então presidente da Câmara autorizou o pagamento de 300 mil euros a título de antecipação de doze meses de renda referentes ao último ano do contrato, acrescida de IVA, no valor de 69 mil euros”, descreve.

O pagamento, efetivado em junho de 2021, “não teve qualquer contrapartida e não irá ter, atenta a resolução do contrato promovida pelo município, em 23 de janeiro de 2023, causando, assim, um dano para o erário público”, acrescenta.

Assim, para o TdC, “a autorização e a efetivação deste pagamento ilegal traduziram-se num pagamento indevido”.

O TdC assinala que, “ao qualificar o contrato prometido como um contrato de arrendamento (para fins não habitacionais), mas inserindo no clausulado contratual, em simultâneo, prestações típicas de outros contratos que, de facto, queria celebrar, o município incorreu, eventualmente, numa situação de negócio nulo e ilegal”.

“Acresce que, face às tipologias de contratos incorporadas no acervo contratual, tais como empreitada de obras públicas, compra e venda e locação financeira, o negócio jurídico estava sujeito ao cumprimento de outros normativos legais, designadamente a submissão a fiscalização prévia do TdC […] o que não se verificou”, conclui.

Para o TdC, as ilegalidades identificadas “são suscetíveis de determinar responsabilidade financeira reintegratória e sancionatória”.

O tribunal determina que seja remetida cópia do relatório ao MP, entre outras entidades.

A Câmara de Caminha intentou em dezembro de 2022 uma queixa-crime contra a empresa Green Endogenous e o promotor Ricardo Moutinho, responsáveis pelo projeto do pavilhão multiúsos, entretanto cancelado, e requereu meios “urgentes” para assegurar os 369 mil euros adiantados pelo município.

Em novembro de 2022, a Câmara de Caminha aprovou, por unanimidade, por proposta do presidente Rui Lages, a resolução do contrato, alegando incumprimento do promotor que “não apresentou nem o seguro caução, nem a garantia bancária” com que se tinha comprometido.

Em dezembro, a Câmara de Caminha ratificou a decisão desfavorável proposta pelos serviços de urbanismo ao Pedido de Informação Prévia (PIP) apresentado pelo empresário Ricardo Moutinho para a construção nas freguesias de Argela e Vilar de Mouros, do CET e, de um parque de ciência e tecnologia automóvel.

 

Homem de 40 anos detido por abuso sexual dos filhos

Um homem de 40 anos foi detido por suspeita de abuso sexual sobre os filhos, de quatro e sete anos, em Viana do Castelo, divulgou hoje a Polícia Judiciária (PJ).

A investigação começou em março, após a denúncia de uma Unidade Local de Saúde, que reportou que uma das crianças tinha sido diagnosticada com uma doença sexualmente transmissível (DST), explicou esta força policial em comunicado.

“Após conhecimento dos factos, a PJ desenvolveu uma série de diligências, em conjunto com as autoridades sanitárias, que permitiram apurar a existência na família de outra criança infetada, que culminaram na identificação do pai como presumível autor da infeção dos filhos, através de transmissão sexual”, pode ler-se.

O suspeito, de nacionalidade portuguesa e residente no concelho de Viana do Castelo, juntamente com a mulher e três filhos, foi detido na segunda-feira, após a realização de buscas domiciliárias, indicou ainda a mesma fonte.

O detido vai ser presente ao Tribunal de Viana do Castelo, para primeiro interrogatório judicial.

Pimenta bate Kopász ao centésimo e conquista ouro

A canoagem portuguesa viveu um dia de gala em território húngaro, com Fernando Pimenta e Pedro Casinha a conquistarem duas medalhas de ouro. Pimenta impôs-se na “casa” do rival Bálint Kopász, enquanto Casinha brilhou na distância mais curta.

O duelo mais aguardado da jornada colocou frente a frente dois velhos conhecidos. Na final de K-1 1000 metros, Fernando Pimenta assumiu a dianteira, mas o húngaro Kopász, a competir perante o seu público, reagiu com tudo. A prova resolveu-se ao sprint, com o português do Benfica a cortar a meta com uma vantagem ínfima de oito centésimas de segundo, silenciando as bancadas.

“Estou muito feliz. Não sei se voltarei a ganhar ou a vencer uma segunda vez ao Bálint, mas estou muito feliz porque, nesta fantástica regata, venci o canoísta húngaro na casa dele”, desabafou Pimenta, visivelmente emocionado.

A festa lusa não se ficou por aqui. Na vertente mais explosiva, Pedro Casinha mostrou que a renovação está assegurada. Numa distância que exige pouco mais de meio minuto de força pura e técnica, o jovem atleta esteve sempre nos lugares da frente e garantiu o ouro com o tempo de 34,48 segundos, deixando a sua marca na pista húngara

Share this:

Like this:

Like Loading…