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Detido suspeito de integrar grupo que explodiu caixas multibanco em Melgaço e Tondela

Um homem de 29 anos foi detido por suspeita de integrar um grupo que em 2024, em Melgaço e Tondela, furtou dinheiro em caixas multibanco com recurso a explosão, revelou hoje a Polícia Judiciária (PJ).

A detenção, feita através da Diretoria do Norte da PJ, ocorreu em Lisboa, sendo que o homem está “fortemente indiciado pela prática dos crimes de explosão, furto qualificado, dano qualificado e furto de uso de veículo”.

Os crimes aconteceram em Castro Laboreiro, concelho de Melgaço, e em Tondela, distrito de Viseu, no último trimestre de 2024, indicou a PJ.

O grupo a que o detido alegadamente pertence “apossava-se de viaturas automóveis” utilizadas “para abordar os locais onde estavam instaladas as ATM [caixas de levantamento automático de dinheiro], que selecionavam e faziam explodir com recurso a substância combustível”, descreveu a PJ.

Tal permitiu-lhes “apoderar-se de valores consideravelmente elevados”, acrescentou fonte da PJ.

Em consequência direta da atuação do grupo, nas duas situações em investigação, foram provocados danos significativos nos estabelecimentos onde estavam instaladas as ATM”, observa aquela força policial.

Ninhos de vespa asiática devem ser registados em plataforma municipal

A Câmara Municipal de Viana do Castelo disponibiliza plataforma online para registo de ninhos de vespa asiática no concelho.

Em comunicado, a autarquia deu a conhecer o portal, que já se encontra operacional, como o canal oficial para a comunicação destas ocorrências.

De acordo com a nota da Câmara, os registos de ninhos devem ser efetuados através do endereço vespa.cm-viana-castelo.pt, sendo este o meio prioritário para o efeito.

No formulário disponível na plataforma, o munícipe deverá indicar, para além do nome e do contacto telefónico, a data exata da observação do ninho, a descrição do acesso ao local, o tipo de suporte onde o ninho se encontra, a altura a que este está posicionado e a confirmação da presença de vespas em voo nas imediações. O registo permite ainda a inclusão de outras observações que sejam consideradas relevantes para a correta identificação e posterior intervenção.


 

Circulação de trânsito normalizada na ponte Eiffel

A empreitada que, desde outubro, obrigava ao corte de trânsito na ponte Eiffel, em Viana do Castelo, foi concluída na quarta-feira, pelo que a circulação já se faz sem condicionamentos, revelou hoje a Infraestruturas de Portugal (IP).
Mantêm-se alguns trabalhos de acabamento, que serão realizados até ao final da próxima semana. Estes poderão condicionar, de forma pontual, a circulação pedonal no passeio contíguo à via-férrea”, adiantou a IP, em resposta a questões da Lusa.
A obra dizia respeito à colocação de barreiras de proteção à catenária da Linha do Minho, na ponte Eiffel, e começou a 20 de outubro de 2025, disse a IP.
A intervenção representou um investimento de cerca de 580 mil euros e teve como objetivo “garantir as condições de segurança da circulação pedonal no tabuleiro rodoviário” da travessia.
A IP destaca que “as soluções implementadas foram desenvolvidas tendo em consideração as especificidades de cada situação identificada e em conformidade com as recomendações da então Direção-Geral do Património Cultural (DGPC), no que respeita às dimensões, materiais, às fixações e ao impacto visual dos painéis de proteção”. 
O objetivo foi assegurar que a estética e a perceção da Ponte Eiffel e dos respetivos acessos não fossem comprometidas pela instalação destes elementos”, explicou.
Além da população local, a ponte é atravessada todos os dias por muitos peregrinos a caminho de Santiago de Compostela, na Galiza, em Espanha.
A ponte tem 645 metros de comprimento, é composta por dois tabuleiros metálicos, sendo o superior rodoviário, para trânsito automóvel e pedestre, e o inferior ferroviário.
Inaugurada em 1878, a ponte metálica sobre o rio Lima foi desenhada pela casa Eiffel de Paris e substituiu a ponte em madeira que ligava o então terreiro de São Bento à margem esquerda do rio Lima, junto à capela de São Lourenço, na freguesia de Darque.

Incêndio florestal mobiliza meios terrestres e um aéreo em Arcozelo

O alerta foi ativado esta manhã às 10:18, para combater um incêndio em mato nas Pedreiras, em Arcozelo, Ponte de Lima.

Os Bombeiros Voluntários de Ponte da Lima estão já no terreno a combater às chamas com um efetivo de nove operacionais, distribuídos por um veículo terrestre, complementados por um meio aéreo.

O radar de voo deteta a presença da aeronave de matrícula UR-CBK nas proximidades do local, voando a apenas 200 pés de altitude.

As equipas de socorro estão no local a trabalhar para evitar que as chamas se propaguem a áreas florestais adjacentes.

As causas do incêndio estão ainda por apurar.

Carro espanhol desgovernado embate em gradeamento

Uma viatura ligeira de matrícula espanhola protagonizou um susto esta noite na Rua Agostinho José Taveira, ao sair desgovernada de um parque de estacionamento e embater violentamente contra um gradeamento.

De acordo com informações apuradas no local pela Polícia de Segurança Pública (PSP), o veículo, um ligeiro de passageiros de matrícula espanhola ter-se-á destravado sozinho, iniciando uma trajetória em “queda livre”, impulsionada pelo desnível no local de estacionamento, até colidir com ao gradeamento existemte no local. Apesar dos danos materiais significativos, não há registo de feridos.

As autoridades encontram-se neste momento a proceder ao reboque da viatura. Contudo, a identificação do proprietário está a revelar-se uma tarefa complicada. Como o carro é espanhol, os agentes da PSP já percorreram vários restaurantes nas imediações da Rua Agostinho José Taveira na tentativa de localizar o dono do automóvel, mas até ao momento, sem sucesso.

A investigação prossegue, aguardando-se que o condutor apareça ou que, através dos contactos com as autoridades espanholas, seja possível chegar ao registo do proprietário para regularizar a situação e esclarecer todas as circunstâncias do acidente.

Faleceu Nuno Afonso, diretor da Casa do Concelho de Ponte de Lima

Dirigente de longa data e apaixonado pelas tradições minhotas faleceu na madrugada desta terça-feira, 14 de julho

A Casa do Concelho de Ponte de Lima, sediada em Lisboa, perdeu um dos seus mais ilustres e dedicados membros. Nuno Afonso, que exercia atualmente o cargo de diretor da instituição, faleceu na madrugada desta terça-feira, conforme comunicado oficial divulgado pela direção do associação.

A nota, assinada pela direção da Casa, expressa “profunda tristeza” pela partida de alguém que “tanto deu à nossa Casa e que ficará para sempre na memória de todos aqueles que tiveram o privilégio de o conhecer”.

Natural do concelho do Alto Minho, Nuno Afonso era descrito como “a representação do espírito limiano em Lisboa”. O seu percurso na instituição começou cedo, tendo integrado várias direções ao longo dos anos, onde dedicou “incontáveis horas de trabalho, esforço e dedicação” para engrandecer a coletividade. “Era, verdadeiramente, um homem que vestia a camisola pela causa”, refere a missiva.

Quem frequentava os encontros semanais, especialmente aos sábados na sede da Casa, guarda na memória a sua figura irreverente e a boa disposição contagiante. O comunicado recorda particularmente “as inesquecíveis tardes passadas à volta de uma mesa de sueca”, onde Nuno Afonso se destacava “entre cartas, risos, brincadeiras e a saudável competição”. A direção sublinha que “quem passava os sábados na Casa do Concelho de Ponte de Lima dificilmente deixará de se lembrar da sua irreverência”.

Para além da vertente associativa e dirigente, Nuno Afonso deixou uma marca profunda na vertente cultural do clube. Levava a música tradiicional no coração e era presença ativa como cantador do Rancho Folclórico, elemento do Grupo de Cavaquinhos e do Grupo de Bombos. “Cantar fazia parte da sua essência e, quando a sua voz se fazia ouvir, todos sabíamos que o Nuno estava por perto”, descreve a homenagem oficial.

A Casa do Concelho de Ponte de Lima encerra o tributo com um agradecimento público “por tudo o que o Nuno fez por esta instituição ao longo da sua vida”, estendendo “as mais sentidas condolências” à família e amigos do dirigente, desejando-lhes “força e conforto neste momento de profunda dor”.

O jornal Cardeal Saraiva endereçoa os mais se tidos pêsames à  família.

Fernando Pimenta brilha no Canadá com duas medalhas de ouro

Fernando Pimenta voltou a engrandecer o seu vasto palmarés ao conquistar duas medalhas de ouro na Taça do Mundo de canoagem, que se disputou este fim de semana em Montreal, no Canadá. O atleta luso foi a grande figura da competição, subindo ao lugar mais alto do pódio nas provas de K1 1000 metros e K1 5000 metros.

No sábado, dia 11 de julho, Pimenta venceu a distância rainha da canoagem, os 1000 metros, com o tempo de 3 minutos e 35,60 segundos. A vitória ganhou contornos de superação, uma vez que o português cometeu uma falsa partida, mas manteve a frieza, regressou à grelha de partida e impôs um ritmo avassalador, deixando o australiano Thomas Green (prata) e o checo Josef Dostal (bronze) para trás.

No dia seguinte, domingo, 12 de julho, Pimenta repetiu a façanha na prova de fundo, os 5000 metros. Com o tempo de 21 minutos e 57,79 segundos, o canoísta português superou o dinamarquês Mads Pedersen (prata) e o espanhol Javier Lopez (bronze), confirmando a sua supremacia na modalidade.

Com estes dois triunfos, Fernando Pimenta alcançou a 31.ª medalha de ouro da carreira em Taças do Mundo, um feito notável que consolida o seu lugar entre os maiores de sempre da canoagem mundial.

A missão portuguesa no Canadá não se ficou, porém, pelos ouros de Pimenta. A seleção nacional conquistou ainda uma medalha de prata na prova de K4 500 metros, com a tripulação composta por Gustavo Gonçalves, João Ribeiro, Messias Baptista e Pedro Casinha, elevando para três o número total de pódios lusos em Montreal.

O desempenho robusto da equipa portuguesa deixa boas perspetivas para os próximos desafios internacionais, com Fernando Pimenta a afirmar-se, mais uma vez, como a principal referência da modalidade em Portugal.

Falecimento de Sousa Meira deixa barquenses consternados

Sousa Meira morreu repentinamente este domingo

Foi com profundo pesar que Ponte da Barca recebeu hoje a notícia do falecimento repentino de José Sousa Meira, uma das figuras mais carismáticas e completas da nossa terra. Comerciante de profissão, mas poeta por vocação e pintor por sensibilidade, Sousa Meira partiu de forma inesperada, deixando a comunidade barquense consternada e em silêncio.

A notícia da sua morte gerou uma vaga de comoção no seio da comunidade. José Alfredo Oliveira, vice-presidente da Câmara Municipal de Ponte da Barca, foi uma dessas vozes o expressar o sentimento coletivo numa publicação onde sublinhou a ligação indissociável do homenageado à sua terra, afirmando que “há pessoas que pertencem, de forma indissociável, à alma de uma terra. O Sousa Meira era uma delas.

A sua partida repentina deixa-nos profundamente consternados e sem palavras. É difícil aceitar que alguém tão presente na vida de Ponte da Barca, tão ligado à sua identidade e à sua cultura, nos deixe de forma tão inesperada, sobretudo quando, ainda há tão pouco tempo, partilhava connosco mais uma obra, mais um testemunho do seu amor pela nossa terra”.

O autarca recordou ainda a faceta multifacetada de Sousa Meira, descrevendo-o como alguém que “soube dar voz aos sentimentos de um povo”, transformando em palavras e arte a essência de ser barquense, e escreveu que “mais do que um homem da cultura, parte hoje um dos grandes embaixadores da nossa identidade coletiva”, classificando-o como um homem afável, cordial e amigo de todos, cuja humanidade conquistava quem com ele se cruzava.

O jornal Cardeal Saraiva acompanhou de perto o mais recente marco na vida artística de Sousa Meira, quando, no dia 11 de abril de 2026, noticiámos a apresentação do seu primeiro livro de poesia, intitulado “A Minha Maré”, um evento que ficará para sempre gravado na memória cultural de Ponte da Barca. A sessão teve lugar no Auditório e Arquivo de Ponte da Barca, numa cerimónia memorável conduzida e apadrinhada pelo professor Jaime Ferreri, e que contou ainda com a presença do presidente da Câmara Municipal, Augusto Marinho.

Este foi a primeiro livro de Sousa Meira que incluiu os seus poemas dispersos pelas redes sociais, sem qualquer registo impresso ou digital organizado, tendo sido necessário um trabalho exaustivo de recolha de mais de 130 poemas, dos quais o professor Jaime Ferreri selecionou 70 para integrar essa edição. O professor descreveu a poética de Sousa Meira como espontânea, comparando-a a um rio, escrita “com inocência e dom, sem disso dar conta”, utilizando “metáforas inocentes” que envolvem o leitor numa viagem emocional.

Na altura, o próprio autor, visivelmente emocionado, confessou que escrevia mais de dez poemas por dia, tendo na sua mulher e no mar as principais musas inspiradoras, e num momento de grande cumplicidade com a plateia soltou uma das suas frases mais marcantes, que traduz a sua essência e devoção: “Catolicamente, na igreja deviam dizer-se poemas em vez de rezar”, rematando, num arrebate final de amor à sua terra: “Ponte da Barca é poesia.” Sousa Meira permanecerá agora vivo na sua obra, nas suas palavras e na memória daqueles que tiveram o privilégio de o conhecer.

O jornal Cardeal Saraiva endereça as mais sentidas condolências à família e amigos de Sousa Meira.

PSP investiga roubo de componente vital em viatura dos SMVC

O desaparecimento de um elemento crucial para o funcionamento de uma viatura de serviço foi detetado esta sexta-feira pelas equipas dos Serviços Municipalizados de Viana do Castelo (SMVC), levando a administração da empresa a acionar de imediato os mecanismos de segurança e a solicitar a intervenção da Polícia de Segurança Pública. A peça subtraída, parte integrante do veio de transmissão do automóvel, compromete não apenas a operacionalidade do meio de transporte, mas também a sua segurança, o que torna a ocorrência particularmente sensível para a logística da autarquia.

De acordo com as informações divulgadas pela direção da empresa municipal, a viatura em causa dera entrada nas instalações dos SMVC na passada quinta-feira, encontrando-se totalmente preparada e pronta para ser colocada em circulação já durante a manhã de hoje. A descoberta do furto, ocorrida momentos antes do arranque da sua atividade operacional, surpreendeu os técnicos e obrigou ao imediato replaneamento das tarefas previstas, evidenciando o elevado prejuízo funcional que atos desta natureza acarretam para a resposta atempada dos serviços essenciais.

A PSP de Viana do Castelo encontra-se já a par do sucedido e está a desenvolver todas as diligências investigativas no sentido de rastrear o paradeiro do equipamento furtado e identificar os indivíduos responsáveis pela subtração. Os SMVC estão a cooperar ativamente com as autoridades, disponibilizando toda a informação relevante que possa contribuir para o rápido esclarecimento do caso e para a reposição da normalidade operacional da frota municipal.

Em comunicado oficial, o Conselho de Administração dos Serviços Municipalizados deixou expresso o seu veemente repúdio contra este tipo de ações delituosas que lesam o património coletivo, sublinhando o inabalável compromisso da instituição com a defesa dos recursos públicos. A empresa reafirma ainda a sua total dedicação em garantir a continuidade e a qualidade dos serviços que presta à comunidade vianense, assegurando que serão envidados todos os esforços para mitigar os constrangimentos causados por este incidente.

Cavaleiros, trovadores e falcoaria marcam fim de semana medieval no Paço de Giela

O Paço de Giela, em Arcos de Valdevez, recua nove séculos a partir de amanhã, sexta-feira, para dar vida à esperada recriação histórica do Recontro de Valdevez, um evento que se estende até domingo e que promete transformar aquele espaço num verdadeiro cenário medieval. A edição deste ano revisita o célebre encontro de 1141 entre os exércitos de Afonso Henriques e Afonso VII de Leão e Castela, seu primo, episódio considerado fundamental para a génese da nacionalidade portuguesa. Como novidade, o espetáculo central, intitulado “Afonso e a Conquista de Lisboa”, transporta o público para outro momento determinante da reconquista cristã, enriquecendo a narrativa sobre a afirmação do jovem monarca portucalense e conferindo maior amplitude histórica à encenação habitual.

A programação arranca à tarde, com a abertura oficial do certame agendada para as 17h00, seguindo-se o treino de cavaleiros, o voo da águia e a oficina de forja “Ferro e Fogo”, que demonstra as técnicas ancestrais do trabalho com o metal. Os trovadores e as bailias marcam presença ao longo da noite, criando uma atmosfera genuinamente medieval, sendo que o grande momento do dia está reservado para as 22h00, com a encenação grandiosa do Recontro de Valdevez aliada à nova abordagem sobre a conquista da capital. No sábado e no domingo, as portas do acampamento reabrem às 11h00, com um leque diversificado de atividades que se repetem ao longo da tarde, incluindo a investidura dos Cavaleiros Petizes para os mais novos, o desafio imersivo “Os Segredos do Paço”, a oficina de esgrima medieval “Guerreiro por meia hora” e momentos musicais com danças de época. No derradeiro dia do evento, a edição encerra com um festim comunitário a partir das 22h30, antecedido pelas últimas atuações de saltimbancos e músicos de rua que percorrem o recinto.

Para além do certame principal, os visitantes são convidados a explorar os acampamentos civis e militares, onde é possível observar o quotidiano das gentes do século XII, bem como a exposição de aves de rapina junto aos estábulos e os jogos e brincadeiras tradicionais pensados para os mais jovens. A Taberna do Touro Bravo garante as delícias gastronómicas da época, enquanto o Ospitall Medieval recorda os cuidados de saúde rudimentares daquele período. O Paço de Giela, pela sua imponência e traça arquitetónica, assume-se uma vez mais como o palco ideal para esta imersão na história coletiva, proporcionando a residentes e turistas uma experiência cultural inesquecível ao longo de todo o fim de semana, onde o passado ganha vida ao som de melodias antigas e ao ritmo das espadas.

Recriação Histórica, Recontro de Valdevez, Paço de Giela, Arcos de Valdevez, Idade Média, Afonso Henriques, turismo cultural, evento medieval, património histórico

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