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Nauticol oferece embarcação semirrígida à Proteção Civil de Valença para atuação no Rio Minho

A empresa Nauticol, sediada na Zona Industrial de São Pedro da Torre, em Valença, doou uma embarcação semirrígida ao município, destinada a reforçar a capacidade de intervenção do Serviço Municipal de Proteção Civil na área do Rio Minho. O ato de entrega decorreu no dia 18 de maio de 2026 e contou com a presença da direção da empresa, do presidente da autarquia, José Manuel Carpinteira, dos vereadores Arlindo Sousa e Óscar Silva, e do responsável municipal pela Proteção Civil.

A embarcação tem cinco metros de comprimento e passa a integrar o dispositivo de emergência do concelho, numa zona onde a prontidão operacional é considerada essencial.

O presidente da Câmara de Valença, José Carpinteira, classificou o gesto como um contributo significativo para a resposta da Proteção Civil, sublinhando que se trata de um exemplo de responsabilidade social que ajuda a tornar Valença mais segura e preparada.

Esta não é a primeira vez que a Nauticol apoia a autarquia valenciana com meios náuticos. Anteriormente, a empresa havia doado outra embarcação que, no contexto das cheias que afetaram o Rio Mondego este ano, foi encaminhada para o Serviço Municipal de Proteção Civil de Montemor-o-Velho, tendo sido utilizada em operações de socorro e emergência. Com esta nova oferta, a Nauticol renova o seu compromisso com a segurança das populações.

 

 

Académicos debatem amanhã futuro dos vestígios do convento de São Bento e do primeiro mercado

Viana do Castelo prepara-se para receber amanhã, quinta-feira, 21 de maio, uma conversa aberta que tem como ponto de partida a pergunta “E agora o que fazemos?”. Promovida pelo Bloco de Esquerda de Viana do Castelo, a iniciativa terá lugar no Auditório da Biblioteca Municipal, pelas 21h30, e visa debater as escolhas que a cidade pode fazer face à descoberta dos vestígios do antigo convento de São Bento e do primeiro mercado municipal na área destinada à construção do novo mercado, projetado para o local onde se erguia o demolido Prédio do Coutinho.

A revelação destes achados, que remontam ao século XVI no caso do convento beneditino e ao século XIX no caso do antigo mercado, reacendeu o debate entre a preservação do património histórico e o desenvolvimento urbano. As escavações realizadas após a demolição do Prédio Coutinho puseram a descoberto estruturas que pertenceram às alas de serviço do convento feminino da Ordem de São Bento, fundado por volta de 1545, incluindo antigos dormitórios, enfermaria e áreas funcionais, bem como vestígios do primeiro mercado da cidade. A Câmara Municipal já anunciou que o projeto do novo mercado avançará, optando pela “preservação por registo”, ou seja, pela documentação exaustiva dos achados antes da sua remoção. Esta decisão, no entanto, tem gerado polémica e levado vários agentes políticos e cívicos a pedir um debate mais alargado.

É nesse contexto que surge a conversa organizada pelo Bloco de Esquerda, que conta com quatro convidados de reconhecido percurso académico e profissional. Rui Ramos, arquiteto, professor catedrático da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto (FAUP), investigador em arquitetura e urbanismo e neto do notável artista plástico vianense Carolino Ramos; Lurdes Carreira, arquiteta, que exerceu funções de diretora do departamento de planeamento urbanístico da Câmara Municipal do Porto; Luís Monteiro, arqueólogo e ex-deputado na Assembleia da República; e Mário Gonçalves Fernandes, geógrafo, professor na Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP), investigador nas áreas de Urbanismo e Morfologia Urbana, Planeamento e Ordenamento do Território e em Cartografia e História da Cartografia.

Segundo os organizadores, o debate é completamente aberto a toda a cidadania, não havendo qualquer restrição à participação. O objetivo é fortalecer o envolvimento dos cidadãos num assunto que, na perspetiva do Bloco de Esquerda, “merece uma ponderação alargada e responsável”. A entrada é livre e o evento terá lugar no Auditório da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, a partir das 21h30 de amanhã, quinta-feira, dia 21 de maio de 2026.

Viana Ciclável lança “Comboios de Bicicleta” em três escolas da cidade

Projeto-piloto arranca em maio com percursos acompanhados por monitores; objetivo é alargar a toda a comunidade escolar.

A associação Viana Ciclável, em parceria com encarregados de educação, vai promover o programa “Comboios de Bicicleta” em três estabelecimentos de ensino do concelho. As escolas selecionadas para a fase piloto são o Colégio do Minho, a Escola Frei Bartolomeu dos Mártires e a Escola Básica do Cabedelo, com arranque previsto para os dias 21, 22 e 26 de maio, respetivamente – sujeito a confirmação.

A iniciativa consiste num sistema de mobilidade escolar no qual os alunos se deslocam de bicicleta para as aulas, em grupo e sob a supervisão de monitores designados “maquinistas”. Tal como num comboio convencional, cada percurso tem uma linha, horários fixos e pontos de paragem. A participação é gratuita, mediante inscrição prévia.

De acordo com a organização, o programa visa sensibilizar as crianças para a adoção de hábitos de deslocação ativos e sustentáveis, promovendo o uso da bicicleta em contexto urbano. Pretende-se ainda capacitar os jovens para uma utilização autónoma e utilitária da bicicleta no dia a dia.

O objetivo final, sublinha a Viana Ciclável, é garantir que qualquer criança possa exercer a liberdade de ir para a escola de bicicleta de forma segura e acompanhada. A medida contribui ainda para a redução do tráfego e da poluição, ao mesmo tempo que fomenta estilos de vida saudáveis. Ao contrariar a dependência do automóvel e dos pais nas deslocações, o programa ambiciona resgatar a autonomia, a independência e a autoestima dos mais novos.

Horários e pontos de encontro
No dia 21 de maio, o ponto de encontro está marcado para o Jardim Público, junto ao Café Girassol, com saída às 8h20. No dia 22, a concentração será no Jardim D. Fernando, junto ao coreto – a hora de partida não foi divulgada pela organização. As informações relativas ao dia 26, na Escola Básica do Cabedelo, ainda estão em fase de confirmação.

Homem constituído arguido por suspeita de roubar 3.560 euros em ouro

A GNR recuperou artigos em ouro avaliados em 3.560 euros e constituiu arguido um homem de 48 anos pelo alegado furto daqueles bens numa residência no concelho de Ponte da Barca, foi hoje revelou.

Segundo o Comando Territorial da GNR de Viana do Castelo, a recuperação dos bens e a detenção do homem decorreu de “uma denúncia por furto em residência, com recurso a arrombamento, ocorrido no dia”.

Os militares da GNR desenvolveram diligências policiais que permitiram identificar e localizar o suspeito. No decurso da ação, foi realizada uma busca domiciliária, culminando na recuperação da totalidade dos artigos furtados, avaliados em cerca de 3.560 euros

Foram recuperados três pares de brincos em ouro, um brinco em ouro com pedras, um alfinete de peito em ouro, nove anéis em ouro, um pendente em ouro, uma peça em ouro em forma de coroa, uma aliança em ouro e, uma pulseira em tecido com pendente em ouro. O suspeito foi constituído arguido e os factos comunicados ao Tribunal Judicial de Ponte da Barca.

 

 

Montenegro elogia competitividade de Monção e pede aos jovens para ficarem em Portugal

O primeiro-ministro convidou hoje os jovens a ficarem no país para aproveitarem o seu potencial em vez de o esbanjarem “noutras paragens”, destacando Monção como exemplo de conectividade tecnológica, competitividade e qualidade de vida.

“Aqui vive-se melhor. Quero deixar um convite, aos menos jovens e aos mais jovens, para que olhem para projetos como este e pensem naquilo que podemos fazer se cá ficarmos todos. Se aproveitarmos o nosso potencial cá dentro, em Portugal, em vez de o esbanjarmos noutras paragens. E para o aproveitarmos obtendo a qualidade de vida que muitos querem, legitimamente”, afirmou Luís Montenegro em Monção, no distrito de Viana do Castelo, onde inaugurou o Minho Park, uma zona empresarial de 56 hectares situada junto à fronteira com a Galiza, em Espanha.

Para o governante, a região oferece “um fator de competitividade enorme e não há muitos lugares na Europa e no mundo que o possam oferecer com tanta consistência”.

“Esta região oferece uma qualidade de vida enorme. Oferece bons serviços públicos, bons empregos, boas oportunidades de progressão. Oferece proximidade a grandes centros e proximidade é conectividade, em termos de mobilidade física e de mobilidade tecnológica”, descreveu.

“Saibamos todos enaltecer, apreciar e desenvolver aquilo que temos. E temos efetivamente uma grande oportunidade connosco”, insistiu.

Montenegro apontou o Minho Park Monção como “um bom exemplo” do que o Governo pretende para Portugal, explicando estar a referir-se a “fazer convergir vontades, ao arrojo empresarial” ou “à capacidade de acreditar nas pessoas”.

“Esta área empresarial vai ter sobretudo indústria e serviços. Mas quantas áreas de atividade económica vão usufruir daquilo que aqui se vai fazer? Isto multiplica-se. Vai trazer mais comércio, mais turismo, mais necessidade de robustecer os serviços públicos. Tudo isto são âncoras de desenvolvimento.

Montenegro pediu, por isso: “aproveitemos estes fatores de produtividade, a localização, as condições naturais, o capital humano, a nossa vontade de reformar, transformar e estar na linha da frente do conhecimento e da inovação”.

O primeiro-ministro disse estar convencido de que será criada em Monção “uma nova centralidade que se vai alastrar e contaminar positivamente” o Alto Minho e a região Norte.

“Procuramos que Portugal seja âncora de infraestruturas modernas e temos hoje ‘clusters’ consolidados”, afirmou.

Por outro lado, o governante apontou o parque empresarial como “exemplo daquilo que muitos dos nossos autarcas podem, devem e têm procurado fazer para contrariar a inevitabilidade do definhamento populacional e económico das regiões menos povoadas”.

“Fico perturbado quando dizem que Monção é interior, porque estamos a dezenas de quilómetros da costa. Monção está no epicentro do Norte de Portugal e da Galiza, nesta frente atlântica onde vivem mais de três milhões e meio de pessoas, onde estão localizadas infraestruturas fundamentais – desde portos, aeroportos, vias rodoviárias, vias ferroviárias, centros tecnológicos, centros de conhecimento, boas universidade”, observou.

Montenegro indicou que “proximidade é estarmos perto, às vezes em distância física, outras vezes em distância tecnológica, em distância da vanguarda de conhecimento, de presença, de participação”

O primeiro-ministro respondeu ao apelo do presidente da câmara de Monção para um investimento nos acessos rodoviários ao concelho dizendo saber “que falta a parte rodoviária” e reconhecendo as “limitações” de acessos.

Montenegro prometeu apenas que a “primeira ligação é até Monção” e a segunda até Melgaço.

“Este é um ramo que merece muita atenção dos poderes públicos. Só quem não vem cá não percebe as limitações de acessos rodoviários”, observou, destacando a linha de alta velocidade ferroviária, a valorização do aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, e a “ligação de todo este tecido com a Europa e o mundo”.

 

 

GNR reforça segurança do Caminho Português da Costa com drones e pulseiras

A Câmara de Cerveira anunciou hoje que a operação “Bom Caminho 2026” para Santiago de Compostela vai contar com um reforço de segurança da GNR, nomeadamente com drones e pulseiras com o número nacional de emergência.

Entre as principais novidades da operação para este ano destacam-se “a distribuição de uma pulseira com o número nacional de emergência, o carimbo oficial da GNR destinado aos peregrinos e uma maior utilização de drones no terreno para reforço da vigilância e apoio operacional, combatendo alguns episódios de exibicionismo de cariz sexual”, refere a autarquia.

“De resto, mantém-se o patrulhamento de militares a cavalo, apeados, a ciclo, rodoviário, ambiental e com drones”, acrescenta, em comunicado.

Segundo a autarquia, a procura pelo Caminho Português da Costa para Santiago de Compostela “continua a crescer de forma sustentada, consolidando-se como o segundo Caminho de Santiago mais percorrido em todo o mundo, logo após o Caminho Francês”.

“De 2024 para 2025, registou um aumento de 20% no número de turistas e peregrinos que escolheram este percurso, e a tendência é de crescimento permanente”, sustenta.

Durante a apresentação da operação “Bom Caminho 2026”, na sexta-feira em Cerveira, o comandante do Comando Territorial da GNR de Viana do Castelo, Maciel da Silva, garantiu que “é um caminho totalmente seguro, e assim vai continuar a ser, com a aplicação dos recursos e meios da GNR e da Guardia Civil. Há mais meios e a GNR tem procurado ajustar o dispositivo à realidade”.

Na ocasião, o presidente da autarquia, Rui Teixeira, avançou que, “muito em breve, no início do verão, o primeiro albergue de peregrinos com gestão municipal vai abrir portas, com capacidade para 32 pessoas”.

Localizado em Loivo, “este espaço tem características únicas: uma paisagem deslumbrante, disponibilidade de bicicletas elétricas para deslocação ao centro histórico; colocação em braille e em áudio-guias, bem como a disponibilização de dois monitores táteis, com toda a informação e sinalização do Caminho, a um preço simbólico de 10 euros por noite”, salientou.

De acordo com o autarca, o investimento total do albergue é de cerca de 384 mil euros, com um financiamento do Turismo de Portugal – Linha + Interior Turismo de 268.550 euros, tendo a Câmara Municipal que despender de 115.093 euros de capitais próprios.

Na apresentação da operação “Bom Caminho 2026”, que decorre até 31 de outubro, a presidente da Federação Portuguesa dos Caminhos de Santiago, Ana Rita Dias, alertou para a necessidade de se criar “uma plataforma comum de registo de peregrinos, obrigatória a todas as entidades gestoras dos caminhos certificados, de forma a acompanhá-los durante a passagem pelo território”.

A operação “Bom Caminho 2026”, que tem por objetivo a proteção e segurança dos peregrinos que se deslocam a Santiago de Compostela, em Espanha, arrancou a 20 de abril e realiza-se até 31 de outubro.

No âmbito da operação, os militares da Guarda vão promover o patrulhamento de proximidade e maior visibilidade de forma a garantir a segurança dos peregrinos que se deslocam a Santiago de Compostela e que transitam ao longo do Caminho Português, do Caminho Português da Costa e do Caminho Português Interior.

A GNR recomenda aos peregrinos que preparem o percurso antecipadamente, usem roupas claras e material retrorrefletor, mantenham o telemóvel com bateria e o contacto diário com a família e, caso circulem de bicicleta, usem equipamentos de proteção individual e iluminação.

Aconselha igualmente os peregrinos a caminhar preferencialmente durante o dia e com companhia, a ter especial atenção a abordagens por parte de estranhos e a manter os familiares e amigos mais próximos informados sobre os percursos e planeamento da sua viagem.

 

 

Mais de cinco mil alunos participaram no Fórum de EMRC no Paço de Giela

Evento reuniu jovens do 2.º e 3.º ciclos e secundário, com desporto, música e animação. Presidente da Câmara falou em coesão territorial; bispo defendeu disciplina “viva e próxima dos jovens”

O Paço de Giela, monumento icónico de Arcos de Valdevez, converteu-se durante dois dias num grande ponto de encontro para a juventude do distrito de Viana do Castelo. O local histórico acolheu, no dia 14 e 15 de maio, o XXIX Fórum/Festa de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC) e o VI Encontro dos Alunos da disciplina do 2.º Ciclo.

No primeiro dia, foram mais de três mil os estudantes do 7.º, 8.º, 9.º ano e do ensino secundário que ocuparam o recinto. Oriundos de todos os agrupamentos do distrito, os jovens participaram em futebol, voleibol, insufláveis, jogos de setas e tiro ao alvo. A animação ficou entregue a um DJ e a atuações de bandas, com destaque para os À Toa, que incendiaram o palco. Já no segundo dia, cerca de dois mil alunos do 2.º ciclo viveram uma experiência semelhante, fechando a edição com chave de ouro.

A cerimónia de abertura contou com a presença do bispo D. João Lavrador, do executivo municipal e do Agrupamento de Escolas de Valdevez.

O presidente da Câmara Municipal, Olegário Gonçalves, sublinhou a capacidade do concelho para organizar iniciativas com milhares de pessoas em espaços seguros e carregados de simbolismo. O autarca realçou ainda a forte coesão territorial que o evento demonstrou, ao unir jovens de diferentes gerações e de vários concelhos do Alto Minho num ambiente de respeito e proximidade.

Por sua vez, D. João Lavrador deixou elogios à disciplina e ao encontro. “Esta é uma forma de valorizar os alunos, os professores e a escola. A EMRC mostra aqui que é uma disciplina viva, próxima dos jovens e essencial para a sua formação integral”, afirmou o bispo.

Com o lema “EMRC Game On: O Próximo Nível é Dialogar”, o encontro transformou o Paço de Giela num verdadeiro cenário de cor, diversão e partilha, provando, uma vez mais, a versatilidade e a potencialidade daquele espaço histórico.

Feira Sabores da Raia em Friestas é “espaço de fraternidade” entre Portugal e Galiza

O Parque da freguesia de Friestas, em Valença, abriu hoje, sábado, para a quarta edição da Feira Sabores da Raia. O certame, que decorre até amanhã, domingo, promete atrair centenas de visitantes àquela localidade raiana, num ambiente de puro convívio entre as comunidades minhota e galega.

Organizado pela Junta de Freguesia de Friestas e pela Câmara Municipal de Valença, com o apoio do Rancho Infantil e Juvenil de Friestas, o evento aposta na valorização da identidade raiana através da gastronomia, da música popular e do encontro entre portugueses e galegos.

O presidente da Câmara de Valença, José Carpinteira, destacou a dimensão transfronteiriça da iniciativa:
“É um espaço de cooperação, de amizade e sobretudo de acompanhamento do que se passa de um lado e do outro aqui do nosso rio.” E rematou: “É mais do que um evento gastronómico, mas é sobretudo um espaço de convívio e de fraternidade aqui entre os dois povos e sobretudo entre Friestas e Caldelas.”

Também o presidente da Junta de Freguesia de Friestas, Álvaro Alves, sublinhou o orgulho em manter vivo este certame:
“É um grande orgulho manter este evento porque é uma referência para as duas margens do Rio Minho e já começam a terem algum peso, vamos dizer, não só na zona raiana, mas já além de fronteiras e do norte do Portugal, porque já as pessoas gostam de vir aqui, de conversar, de conviverem e é sempre bom termos este encontro e estes convívios.”

Ao longo do fim de semana, o público pode degustar vários pratos típicos das duas regiões, como o anho no forno, os rojões, o polvo à galega, os calhos e a doçaria tradicional. A acompanhar, marcam presença vinhos verdes, brancos, tintos e espumantes, além de dezenas de produtores e expositores de ambos os lados da fronteira.

A animação fica a cargo de grupos tradicionais, concertinas, charangas e DJs, com destaque para a atuação da Orquestra Noalkansas e do DJ José Luís. Ainda hoje, durante a abertura, realizou-se o 4.º Passeio de Clássicos “Sabores da Raia”, que trouxe viaturas antigas às ruas de Friestas, um dos momentos altos do programa.

Fim de Semana Gastronómico regressa a Arcos de Valdevez com Carne da Cachena

O Fim de Semana Gastronómico de Arcos de Valdevez volta a realizar-se este fim de semana, com os restaurantes aderentes a apresentarem um menu oficial dedicado à Carne da Cachena, à Alheira de Cachena e ao Bolo de Discos, sempre acompanhados pelos vinhos verdes locais. A iniciativa, que decorre até domingo no concelho do Alto Minho, inclui ainda uma mostra de artesanato, provas comentadas e sessões de showcooking.

Durante os três dias, os estabelecimentos participantes vão disponibilizar um menu fixo composto por entrada de Alheira de Cachena, prato principal de Carne da Cachena com Arroz de Feijão Tarreste e sobremesa de Bolo de Discos, harmonizado com vinhos verdes das castas Loureiro e Vinhão. Outros produtos locais em destaque são a Laranja de Ermelo e os Charutos de Ovos.

Paralelamente, o Campo do Trasladário acolhe a Mostra de Artesanato e Mercado de Sabores, um espaço de promoção direta dos produtores e artesãos do concelho, onde os visitantes podem adquirir produtos tradicionais. O programa inclui ainda vários momentos de animação e valorização gastronómica.

No sábado, às 11h30, realiza-se a “Prova no Trasladário”, uma harmonização entre Alheira de Cachena e Vinho Verde. Pelas 15h30 do mesmo dia, está agendado um showcooking na Praça dedicado ao Bolo de Discos. Já no domingo, às 11h00, os visitantes podem assistir ao showcooking “Delicie-se, Cozinhe Carne da Cachena”, onde aprendem a confecionar o prato principal do evento.

Como novidade desta edição, todos os participantes que optarem pelo menu oficial recebem um voucher para levantar uma oferta do Município na mostra de artesanato. A iniciativa reforça, segundo a autarquia, a aposta na valorização dos produtos endógenos e dos produtores locais, sublinhando a importância da Carne da Cachena com Denominação de Origem Protegida (DOP) e do Feijão Tarreste com Indicação Geográfica Protegida (IGP) como património gastronómico, cultural e económico do concelho.

O evento prolonga-se até domingo, oferecendo a moradores e turistas a oportunidade de provar os sabores mais emblemáticos da região, num fim de semana que alia a tradição culinária à animação e ao artesanato local.

 

Mulher detida em Viana do Castelo por tráfico de imigrantes para exploração laboral

Uma mulher de 59 anos foi detida em Viana do Castelo por tráfico de pessoas para exploração laboral de pelo menos seis mulheres oriundas de África e da América do Sul, revelou hoje a Polícia Judiciária (PJ).

“Constatou-se uma continuidade da atividade criminosa por parte da suspeita, angariando e alojando várias trabalhadoras estrangeiras em situação vulnerável e irregular desde, pelo menos, 2021, prometendo-lhes condições de trabalho que vieram a revelar-se diferentes das que tinham sido acordadas, com o objetivo de as explorar na sua atividade laboral”, descreve a PJ em comunicado.

Para além do crime de tráfico de pessoas, a investigação da PJ que levou à detenção abrange também os crimes de “auxílio à imigração ilegal, utilização da atividade de cidadão estrangeiro em situação ilegal e falsificação de documentos”.

A PJ diz que, até ao momento, “identificou seis vítimas daquele esquema, todas mulheres, oriundas de África e da América do Sul”.

“A investigação prossegue no sentido de apurar todos os factos e identificar novas potenciais vítimas”, acrescenta.

A mulher detida é “gerente de empresas que se dedicam à prestação de serviços de geriatria e acompanhamento de idosos”, explicou a PJ

Durante as buscas domiciliárias realizadas na quinta-feira em Viana do Castelo, a PJ apreendeu “diversa documentação e material informático” e uma arma de fogo que não estava “devidamente legalizada”.

Assim, o proprietário da arma, companheiro da suspeita, foi também detido, em flagrante delito, “no âmbito de processo autónomo por posse ilegal de arma de fogo”.

 

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