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Acordo assinado amanhã põe fim a de bloqueio autárquico em Arcozelo

Após seis meses de bloqueio institucional na Freguesia de Arcozelo, em Ponte de Lima, foi alcançado um acordo político de 13 páginas que será assinado amanhã, 17 de abril, com o consenso de todas as forças políticas envolvidas, anunciou hoje o presidente da Junta de Freguesia, Acácio Fernandes.

O entendimento, que contou com o sentido de responsabilidade da lista vencedora das últimas eleições, do PSD, do Movimento Independente Ponte de Lima Minha Terra e da CDU, permitirá a constituição dos órgãos autárquicos e o início de uma nova fase de estabilidade, pondo fim a meio ano de gestão corrente que paralisou decisões e limitou a capacidade de resposta da freguesia.

Enquanto a oposição sustenta que o acordo já estava feito há muito tempo e que apenas faltava avançar com as assinaturas, Acácio Fernandes justificou a demora com a necessidade de articular o conteúdo com o departamento jurídico da Junta e com o presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima, para verificar a viabilidade das várias execuções previstas no documento.

O autarca explicou que foi necessário analisar propostas, verificar o cabimento das despesas, consultar o conselho jurídico e avaliar a viabilidade de várias obras, tendo o acordo sido ainda melhorado nos últimos dias.

O documento agora consensualizado prevê que a equipa de Acácio Fernandes ceda um lugar à oposição no executivo e outro na Assembleia de Freguesia, cumprindo a lei da paridade e abrindo espaço à participação das forças que estiveram na oposição. Após a assinatura na Assembleia de Freguesia convocada para amanhã, seguir-se-á a votação da nova vogal indicada pela oposição, Silvia Pereira, que era a número dois na lista do Ponte de Lima Minha Terra, e, se aprovada, a tomada de posse dos elementos que integrarão o executivo.

O presidente da Junta acredita que o impasse está finalmente ultrapassado, sublinhando que o consenso alcançado resulta de uma atitude responsável e construtiva por parte de todas as forças políticas envolvidas, que colocaram o interesse público acima de qualquer divergência.

O PSD, numa nota divulgada hoje, saudou o desbloqueio e afirmou que a solução agora alcançada representa um passo importante para devolver a normalidade institucional à freguesia, reafirmando o compromisso dos autarcas social-democratas com uma governação baseada no diálogo, na responsabilidade e no respeito pelas instituições democráticas. Com a assinatura e votação de amanhã, Arcozelo prepara-se para iniciar um trabalho efetivo em benefício dos seus habitantes, pondo fim a seis meses de bloqueio que prejudicaram diretamente a população.

 

Autarcas de Caminha e A Guarda juntos na inauguração da exposição itinerante “ A Camélia”

Foi inaugurada ontem, em Caminha, a Exposição Itinerante “A Camélia – Flor das galegas e dos galegos”, uma iniciativa cultural que destaca a camélia como símbolo natural, histórico e artístico da Galiza e do Noroeste Peninsular.

A cerimónia de abertura contou com a presença da presidente da Câmara de Caminha, Liliana Silva, do alcaide da Guarda, Roberto Carrero, da presidente da Sociedade Española da Camelia, Carmen Salinero, e do deputado provincial, Javier Tourís. O momento incluiu ainda uma prova de chá confecionado a partir da planta em destaque, reforçando a ligação entre a flor e as tradições culturais e gastronómicas da região.

A exposição está patente na Praça Conselheiro Silva Torres, em Caminha, até ao dia 22 de abril, em regime de entrada livre. Esta iniciativa pretende valorizar a camélia enquanto elemento identitário partilhado entre os galegos, promovendo simultaneamente o conhecimento, a preservação e a divulgação deste importante património natural e cultural.

A escolha de Caminha como ponto de passagem da exposição itinerante sublinha a forte ligação histórica e afetiva que o Alto Minho mantém com a Galiza, numa região onde as fronteiras geográficas sempre foram mais permeáveis à troca de influências e tradições.

Através de painéis informativos, imagens e objetos alusivos à camélia, os visitantes podem conhecer as singularidades da planta, desde a sua origem e variedades até ao seu enraizamento na arte, na literatura e na paisagem do Noroeste Peninsular. A organização convida a população e os turistas a descobrir, até ao final da próxima semana, este tributo a uma flor que une duas margens do Minho.

 

Carminho atua em Valença para apresentar do novo álbum

A fadista Carminho vai apresentar o seu mais recente álbum, “Eu Vou Morrer de Amor ou Resistir”, em mais de 40 espetáculos até dezembro, com passagem confirmada por Valença no dia 11 de julho. A criadora de “Balada do País que Dói” cumprirá uma extensa digressão que a levará a palcos de Portugal, Europa, Brasil e África, mas é no Alto Minho que se destaca uma das atuações nacionais do verão.

Antes de chegar a Valença, Carminho atua em Budapeste, Viena e Lisboa (três noites no Coliseu dos Recreios em maio), passando ainda por Ílhavo, Suíça, Faro, Porto, Oeiras e Braga. A 11 de julho sobe ao palco de Valença, seguindo-se Vila Flor, Évora, Coimbra e Espanha. Agosto leva a fadista à Noruega, Trancoso e Brasil, com setembro a reservar passagens por Bruxelas, Varsóvia e São João da Madeira. Outubro inclui Sintra, Londres, Luxemburgo, Luanda e Tenerife, enquanto novembro e dezembro fecham o ano em Barcelona, Leiria e Ermesinde.

Em toda esta digressão, Carminho é acompanhada pelos músicos André Dias (guitarra portuguesa), Flávio Cardoso (viola), Tiago Maia (baixo acústico), Pedro Geraldes (Lap Steel e guitarra elétrica) e João Pimenta Gomes (mellotron, martenot e cristal baschet). O álbum foi editado em outubro do ano passado e inclui poemas de Ana Hatherly e Amália Rodrigues. “As pessoas do fado morrem, geralmente, de amor, mas poder resistir é algo que me interessa cantar”, declarou a fadista.

Ponte da Barca promove debate sobre ética e integridade no desporto

Foi com sala cheia que o Auditório Municipal de Ponte da Barca acolheu, na tarde de ontem, uma conferência subordinada ao tema “Ética e Integridade no Desporto”. O evento reuniu jovens atletas, encarregados de educação, treinadores e dirigentes de diversas associações desportivas do concelho.

Entre os oradores, marcou presença Ricardo Felgueiras, presidente da Associação de Futebol de Viana do Castelo, que centrou a sua intervenção na necessidade de promover o respeito, o fair play, a transparência e a responsabilidade no ambiente desportivo.

Na cerimónia de abertura, o presidente da Câmara Municipal, Augusto Marinho, reforçou a ideia de que o desporto funciona como uma escola de valores, fundamental na formação das camadas mais jovens. O autarca defendeu ainda o reforço de uma cultura desportiva alicerçada na ética, na integridade e no respeito pelo adversário.

A sessão deixou claro o papel decisivo que atletas, treinadores, dirigentes e famílias desempenham na construção de um desporto mais justo e humano.

A iniciativa, inserida num concelho de longa tradição desportiva, consolidou-se como um momento de reflexão e partilha, evidenciando a importância de valores que vão além da competição e se estendem à vivência em sociedade.

Capitão do Porto de Viana morre aos 52 anos

O Capitão do Porto e comandante local da Polícia Marítima de Viana do Castelo, Capitão de fragata Rui Miguel Serrano da Paz, faleceu hoje, dia 15 de abril, aos 52 anos, vítima de uma doença súbita, causando grande consternação na comunidade vianense. Em funções na Capitania de Viana do Castelo desde setembro de 2023, Serrano da Paz era reconhecido pela sua personalidade afável e pelo profissionalismo que sempre o acompanhou. O Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Luís Nobre, anunciou que será decretado um dia de Luto Municipal para esta sexta-feira, dia 17 de abril, e que será apresentado um voto de pesar na próxima reunião ordinária do executivo, endereçando as mais sentidas condolências à família, amigos, à Polícia Marítima de Viana do Castelo, à Autoridade Marítima Nacional e à Marinha Portuguesa. Também o Centro Humanitário do Alto Minho da Cruz Vermelha Portuguesa manifestou profunda consternação, recordando a dedicação, o profissionalismo e a forma sempre simpática, disponível e colaborante com que o comandante se relacionava. A instituição sublinhou que o seu espírito de cooperação deixou uma marca muito positiva em todos os que tiveram o privilégio de com ele trabalhar e que a sua memória permanecerá viva.

 

Plano de Mobilidade Urbana Sustentável apresentado amanhã com presença de Paula Teles

A versão final do Plano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMUS) de Viana do Castelo vai ser apresentada publicamente amanhã, dia 16 de abril, às 17h30, na Sala Couto Viana da Biblioteca Municipal. A sessão contará com a presença de Paula Teles, fundadora e presidente da Rede Cidades e Vilas que Caminham, uma das vozes mais reconhecidas no país na área da mobilidade pedonal e do desenho inclusivo do espaço público.

O documento define as linhas estratégicas para a mobilidade no concelho nas próximas décadas, abrangendo desde a gestão do tráfego automóvel e do estacionamento até à promoção de modos suaves, como a circulação de peões e ciclistas. A elaboração do PMUS foi coordenada pela própria Paula Teles, que também é presidente do Instituto de Cidades e Vilas com Mobilidade (ICVM).

A iniciativa é aberta ao público e pretende apresentar à comunidade as soluções finais para tornar Viana do Castelo um território mais sustentável, acessível e amigo de quem caminha. O programa da sessão será divulgado oportunamente pela Câmara Municipal.

Os limianos já decidiram o cartaz das Feiras Novas

A Associação Concelhia das Feiras Novas promoveu este ano um concurso inédito para a escolha do cartaz oficial. Foram recebidos e validados 1105 votos de residentes em Ponte de Lima com 18 anos ou mais. O resultado da votação e a identidade do cartaz vencedor serão revelados no dia 5 de maio, data que assinala os 200 anos das Feiras Novas.

 

 

Paredes de Coura começa hoje a celebrar dois séculos de autonomia

Paredes de Coura dá hoje início a um programa cultural que junta num só fio condutor os 511 anos do Foral manuelino e os 52 anos da Revolução de Abril. A abertura acontece hoje com uma conversa entre o presidente da Câmara, Tiago Pereira da Cunha, o presidente da Assembleia Municipal, Augusto Pacheco, e um grupo de alunos da Escola Secundária. O tema é a evolução do poder local, do pergaminho de 1515 às responsabilidades autárquicas do presente. Até 1 de maio, a iniciativa “O caminho da autonomia à liberdade” percorre várias freguesias, misturando memória histórica e criação contemporânea.

O ponto mais alto das comemorações está reservado para o Dia do Trabalhador, no Centro Cultural, com o concerto “Sérgio & os Assessores – Liberdade25”. Sérgio Godinho sobe ao palco para revisitar temas marcantes da música portuguesa, acompanhado pelos alunos da oficina de música do polo de Paredes de Coura da Academia de Música de Viana do Castelo. Antes disso, porém, há um calendário denso que cruza séculos e linguagens.

Na próxima sexta-feira, o Arquivo Municipal recebe uma conferência centrada no documento fundador – os “511 anos do Foral de Paredes de Coura” – novamente com Augusto Pacheco e Tiago Cunha como oradores. Mas é a partir do dia 24 que a programação explode na rua. Na freguesia de Bico, o Largo da Junta acolhe o filme-concerto “Filmou o 25 de Abril?”, uma sessão rara que exibe imagens inéditas da revolução, recolhidas pela Cinemateca Portuguesa, ao som do Space Ensemble. A mesma proposta repete-se em São Martinho a 26 de abril.

No próprio 25 de Abril, a aldeia de Ferreira torna-se o epicentro simbólico da liberdade. Na Casa Nova, às 16h00, o público encontra a escultura sonora “E depois, o tempo”, de João Gigante. Uma hora depois, sobe à cena a performance “O Parlamento das Coisas”, inspirada nos pensadores Bruno Latour e Donna Haraway. À noite, o Centro Cultural assume o protagonismo: primeiro com a curta-metragem “Um lugar que se faz caminhando”, de Rita Senra (21h00), e depois com o projeto comunitário “Coro Livre Canta Abril” (21h30), sob a direção do maestro Luís Miguel Silva.

A 1 de maio, o mesmo Centro Cultural fecha o ciclo com Sérgio Godinho e os seus Assessores. Entre o punho de D. Manuel I – que a 13 de abril de 1515 outorgou o Foral Novo às “Terras de Coyra”, hoje guardado na Biblioteca Nacional – e a coragem dos capitães de Abril, Paredes de Coura escolheu um caminho claro: celebrar a autonomia não como herança morta, mas como construção viva, feita de conversas, imagens, sons e palcos partilhados.

Apresentação do cartaz antecipa bicentenário das Feiras Novas

A tradicional apresentação do cartaz das Feiras Novas de Ponte de Lima ganha, em 2026, uma solenidade inédita. A Associação Concelhia das Feiras Novas decidiu assinalar a data de 5 de maio como um momento alto das comemorações dos 200 anos da romaria, transformando o habitual anúncio do programa num verdadeiro evento comemorativo que antecipa a grande festa de setembro.

Conscientes de que a edição deste ano tem um peso histórico singular, a organização preparou um dia inteiro de iniciativas que vão muito além da simples revelação do cartaz. O objetivo é envolver a comunidade limiana e os visitantes no espírito da efeméride, criando uma ponte entre a memória dos dois séculos de tradição e a expectativa para as celebrações que terão lugar no final do verão.

O programa de 5 de maio arranca pelas 16h00, na Igreja Matriz, com a receção ao som da Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Ponte de Lima. Segue-se, a partir das 16h15, a sessão central onde será finalmente conhecido o cartaz e programa das Feiras Novas 2026. A par da revelação da nova Marca e Logomarca, o momento mais aguardado pelos aficionados da história local será o lançamento do Livro dos 200 Anos das Feiras Novas, uma edição especial que documenta a longa caminhada daquela que é uma das romarias mais emblemáticas do Alto Minho.

Às 18h00, a Biblioteca Municipal inaugura a exposição “As Feiras Novas em Cartazes”, um percurso pela memória gráfica da festa que ajudará a contextualizar a importância do bicentenário.

A dimensão comunitária e espiritual da celebração estará presente às 19h00, novamente na Igreja Matriz, com uma Eucaristia de Sufrágio dedicada aos antigos membros das comissões organizadoras. A cerimónia será coroada com a inauguração da nova iluminação cénica do templo, valorizando o património local.

O ambiente de festa prolonga-se noite dentro no Largo de Camões. Pelas 20h45, será exibido um documentário sobre as Feiras Novas, seguindo-se a atuação do grupo Kalhambeke a partir das 21h30. O dia de antecipação e celebração encerra em apoteose à 00h00 com uma Sessão de Fogo de Artifício, um brinde luminoso ao passado e ao futuro de uma tradição que, em setembro, soprará 200 velas

ver CARTAZES A CONCURSO

 

Segredos de Sanfins desvendados pelo arqueólogo que escavou o mosteiro

No Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, o Professor Luís Fontes conduz uma visita inédita ao Mosteiro de Sanfins. Uma oportunidade rara para ler as pedras de um território que ele conhece como poucos.

Há monumentos que guardam as suas histórias em silêncio, atrás de muros de granito cobertos pelo musgo do tempo. O Mosteiro de Sanfins, em Valença, é um desses lugares.

No próximo sábado, dia 18 de abril, as suas paredes voltarão a falar. E fá-lo-ão na companhia de um tradutor de excelência: Luís Fontes, o arqueólogo que durante quase duas décadas esquadrinhou as entranhas da Fortaleza de Valença e que agora se debruça sobre este cenóbio emblemático da identidade raiana.

A iniciativa, promovida pelo Município de Valença para assinalar o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, não se resume a um simples passeio matinal. É uma aula de história ao ar livre marcada para as 10h30, onde cada vestígio de pedra ganha contexto na narrativa maior da ocupação do território. Luís Fontes, doutorado em Arqueologia pela Universidade do Minho, é um nome maior no estudo do património fortificado nacional, coordenou os estudos para a candidatura das Fortalezas Abaluartadas da Raia, mas a sua ligação a Valença confere a esta visita uma intimidade pouco comum. Conhece o chão que pisa e, mais do que isso, conhece o que esse chão esconde.

A visita interpretativa, com a duração aproximada de uma hora, promete desmontar a cronologia do mosteiro e da envolvente, revelando camadas de ocupação que escapam ao olhar menos treinado. Para quem preferir uma experiência mais solitária e contemplativa, o município disponibiliza também um percurso livre pela quinta envolvente. Aí, o silêncio é cortado apenas pela descoberta pessoal de marcas e vestígios que resistem como cicatrizes da paisagem.

A manhã fica completa com a abertura do CIMOS — Centro Interpretativo do Mosteiro de Sanfins, que servirá de âncora para quem desejar aprofundar a contextualização histórica antes ou depois da visita.

A participação é gratuita, mas exige uma condição essencial: a inscrição prévia. O formulário está disponível online e deve ser preenchido para garantir lugar nesta viagem ao passado valenciano.

Com esta chamada à comunidade e aos visitantes, Valença não celebra apenas uma data no calendário. Celebra a consciência de que o património, mais do que pedra antiga, é a argamassa que nos liga a quem fomos. E no próximo sábado, pelas mãos de Luís Fontes, essa ligação promete ser mais clara do que nunca.

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