InícioVALE DO MINHOVALENÇASegredos de Sanfins desvendados pelo arqueólogo que escavou o mosteiro

Segredos de Sanfins desvendados pelo arqueólogo que escavou o mosteiro

No Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, o Professor Luís Fontes conduz uma visita inédita ao Mosteiro de Sanfins. Uma oportunidade rara para ler as pedras de um território que ele conhece como poucos.

Há monumentos que guardam as suas histórias em silêncio, atrás de muros de granito cobertos pelo musgo do tempo. O Mosteiro de Sanfins, em Valença, é um desses lugares.

No próximo sábado, dia 18 de abril, as suas paredes voltarão a falar. E fá-lo-ão na companhia de um tradutor de excelência: Luís Fontes, o arqueólogo que durante quase duas décadas esquadrinhou as entranhas da Fortaleza de Valença e que agora se debruça sobre este cenóbio emblemático da identidade raiana.

A iniciativa, promovida pelo Município de Valença para assinalar o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, não se resume a um simples passeio matinal. É uma aula de história ao ar livre marcada para as 10h30, onde cada vestígio de pedra ganha contexto na narrativa maior da ocupação do território. Luís Fontes, doutorado em Arqueologia pela Universidade do Minho, é um nome maior no estudo do património fortificado nacional, coordenou os estudos para a candidatura das Fortalezas Abaluartadas da Raia, mas a sua ligação a Valença confere a esta visita uma intimidade pouco comum. Conhece o chão que pisa e, mais do que isso, conhece o que esse chão esconde.

A visita interpretativa, com a duração aproximada de uma hora, promete desmontar a cronologia do mosteiro e da envolvente, revelando camadas de ocupação que escapam ao olhar menos treinado. Para quem preferir uma experiência mais solitária e contemplativa, o município disponibiliza também um percurso livre pela quinta envolvente. Aí, o silêncio é cortado apenas pela descoberta pessoal de marcas e vestígios que resistem como cicatrizes da paisagem.

A manhã fica completa com a abertura do CIMOS — Centro Interpretativo do Mosteiro de Sanfins, que servirá de âncora para quem desejar aprofundar a contextualização histórica antes ou depois da visita.

A participação é gratuita, mas exige uma condição essencial: a inscrição prévia. O formulário está disponível online e deve ser preenchido para garantir lugar nesta viagem ao passado valenciano.

Com esta chamada à comunidade e aos visitantes, Valença não celebra apenas uma data no calendário. Celebra a consciência de que o património, mais do que pedra antiga, é a argamassa que nos liga a quem fomos. E no próximo sábado, pelas mãos de Luís Fontes, essa ligação promete ser mais clara do que nunca.

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