O Encontro Anual de Sapadores Florestais do Alto Minho 2026, que decorreu esta manhã no Palco das Artes, em Vila Nova de Cerveira, juntou cerca de 150 profissionais representando as 27 equipas da região. A ideia central que sobressaiu da sessão de abertura foi a necessidade de valorizar a carreira destes trabalhadores.

O presidente da Câmara anfitriã, Rui Teixeira, realçou a articulação entre os municípios que organizaram o evento, colaboração essa que também se manifesta no terreno, através do trabalho contínuo das equipas. Manifestou ainda orgulho no desempenho dos sapadores alto-minhotos, lembrando que a sua atuação durante todo o ano, embora nem sempre reconhecida como merecia, é crucial para proteger as populações, prevenir fogos rurais e garantir a sustentabilidade ambiental do território.
Já o edil de Valença, José Manuel Carpinteira, defendeu que uma profissão mais valorizada ganha também maior capacidade de atração, algo indispensável para enfrentar os problemas cada vez mais intrincados da gestão e defesa do território.
Por seu lado, Tiago Cunha, presidente da Comissão Distrital da Proteção Civil de Viana do Castelo e autarca de Paredes de Coura, dirigiu palavras de ânimo às equipas, pedindo que não perdessem a motivação. Admitiu que recrutar novos elementos é um processo cada vez mais complicado e demorado, mas mostrou-se convicto de que será possível concretizar esse avanço.
O Comandante Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Alto Minho, Marco Domingues, classificou os sapadores florestais como peças fundamentais do sistema de proteção civil e apelou a um maior aproveitamento das suas competências.




