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Montenegro dá orientações para avançar com a variante de Ponte de Lima

O Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, anunciou esta quarta-feira, em Arcos de Valdevez, que o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz,  tem orientações para concretizar investimentos na rodovia do Alto Minho, incluindo a variante de Ponte de Lima.

“Temos de fazer escolhas. E, seja na ligação à fronteira da Madalena, à variante de Ponte de Lima ou às variantes para Monção, Melgaço e Valença, o ministro [das Infraestruturas] tem orientações para conseguir concretizar estes investimentos”., assegurou Luis Montenegro.

A variante de Ponte de Lima é uma das reivindicações dos dez autarcas da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho, que pedem um investimento global de 300 milhões de euros na rodovia da região. A ligação à fronteira da Madalena é também uma reivindicação antiga dos autarcas da região, que há anos defendem a melhoria da estrada que liga o IC28 à fronteira da Madalena, em direção a Ourense, na Galiza.

Segundo o presidente da CIM, António Barbosa, o ministro das Infraestruturas garantiu que os investimentos deverão constar de uma resolução do Conselho de Ministros durante o ano de 2026. Montenegro não especificou montantes, prazos ou quais das intervenções reivindicadas serão abrangidas.

Esperou mais de dez anos, mas agora tem casa nova

O dia de hoje ficará na memória das famílias que receberam as chaves das suas novas casas em Arcos de Valdevez.

A cerimónia de atribuição destas novas habitações decorreu na freguesia de Parada e contou com a presença do primeiro-ministro, Luís Montenegro, do ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, e do anfitrião, Olegário Gonçalves, presidente da Câmara Municipal de Arcos de Valdevez.

Eta visivel a emoção dos beneficiários após receberam as chaves das mãos dos governantes. No final da entrega foram conhecer a sua nova casa e os novos vizinhos.

João Manuel Vieira Pinto, de 64 anos, é um dos 32 beneficiários de Arcos de Valdevez que receberam hoje uma nova habitação. Esperou mais de 10 anos por este dia. Recebeu um T1 na freguesia de Parada, em Arcos de Valdevez, e realizou o sonho de ter uma habitação sua.

A iniciativa procura dar um novo futuro a quem aguardava há vários anos por uma solução e ajudar a colmatar a dificuldade de habitação no concelho.

Para João Manuel Vieira Pinto, natural de Arcos de Valdevez, este não foi apenas mais um dia. Foi o fim de uma longa espera e o início de uma nova etapa. Vive sozinho e a casa nova representa, acima de tudo, a concretização de um direito há muito aguardado e a possibilidade de recomeçar com um teto próprio.

“Já tinha o pedido feito há mais de 10 anos e agora surgiu esta oportunidade”, contou o novo morador. “Com a minha idade, ter uma casa nova é sempre bom.”

O beneficiário agradeceu ainda à Câmara Municipal pelo apoio e não escondeu a emoção quando questionado sobre o significado deste momento: “Muito bom, muito bom. O dia mais feliz, talvez, na minha vida.”

Sobre a futura vizinhança, João Manuel Vieira Pinto mostrou-se igualmente contente: “É sempre bom, é sempre bom ter vizinhos.”

Arcos de Valdevez entrega 32 casas com apelo à dignidade e fixação da família

A entrega de 32 fogos habitacionais em Arcos de Valdevez marcou a tarde desta quarta-feira, numa cerimónia que juntou o Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, o Ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, e o presidente da Câmara Municipal de Arcos de Valdevez, Olegário Gonçalves. As novas habitações, distribuídas por várias freguesias do concelho, vão agora permitir que 32 famílias iniciem uma nova etapa das suas vidas.

Durante a sua intervenção, Olegário Gonçalves sublinhou o compromisso do município com a coesão social. “A habitação não é apenas uma questão de paredes, de portas ou de metros quadrados. Uma casa é segurança, é estabilidade, é privacidade, é conforto”, afirmou, dirigindo-se diretamente às famílias: “Esta casa é vossa. Cuidem dela. Vivam-na.”

O Primeiro-Ministro, que encerrou a cerimónia, aproveitou para enquadrar esta entrega na estratégia nacional de habitação. Luís Montenegro destacou que estas 32 casas fazem parte das 32 mil já entregues este ano e lembrou que o objetivo do Governo é ambicioso. “Nós queremos até 2030 cumprir as 133 mil casas que estão nas estratégias locais de habitação de cada um dos municípios portugueses”, declarou.

Montenegro deixou também uma mensagem de execução e prioridade, referindo que o Governo tem feito escolhas difíceis para responder à crise habitacional. “Temos que ter coragem de dizer às pessoas que, assim como elas nas suas vidas familiares, nós no Governo também temos que fazer escolhas. E nós escolhemos fazer casas e reabilitar casas”, afirmou. O Primeiro-Ministro reforçou ainda que a estratégia passa por aumentar a oferta pública, simplificar a burocracia e apoiar os jovens, referindo que “mais de 100 mil jovens já usufruíram da isenção do IMT” e que “cerca de metade usufruíram também da garantia pública”.

Para além da habitação, Luís Montenegro abordou o contexto económico atual, marcado pelo aumento dos preços dos combustíveis e pelos efeitos das tempestades no início do ano, garantindo que o Governo tem feito um “grande esforço” para mitigar o impacto nas famílias, através de apoios direcionados e do desconto nos combustíveis.

No final da sua intervenção, o Primeiro-Ministro deixou uma nota de otimismo e de compromisso com o interior do país. “Assim como se abre uma nova etapa a estas 32 famílias, também se abre uma nova etapa a Portugal”, concluiu, antes de desejar “bom trabalho a todos” e reforçar a importância de “dar uma oportunidade a todos, independentemente do sítio onde estão”.

ULS confirma presença do mosquito transmissor do dengue no Alto Minho

A Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) revelou hoje a presença do mosquito transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya em três concelhos da região.

Em comunicado enviado às redações, a ULSAM não especifica os concelhos onde foi confirmada a presença do mosquito invasor Aedes albopictus, também conhecido como mosquito-tigre.

“Após a identificação inicial, a Unidade de Saúde Pública reforçou a vigilância no âmbito da Rede de Vigilância de Vetores (REVIVE) – programa nacional que monitoriza a presença e a atividade de mosquitos e carraças”, refere a ULSAM, acrescentando que, depois desse reforço, “foi confirmada a presença da espécie”.

Segundo a ULSAM, “até ao momento não foram detetados mosquitos infetados, nem registados casos de doenças transmitidas localmente”.

O Aedes albopictus é considerado uma espécie invasora e apresenta capacidade para transmitir doenças como dengue, zika e chikungunya.

No comunicado, refere também que a deteção do mosquito serve para acompanhar a dispersão geográfica da espécie e agir de forma preventiva.

A ULSAM revela ainda estar “em curso uma intervenção intersectorial, em estreita articulação com entidades locais, com o objetivo de prevenir e controlar a proliferação deste mosquito invasor no Alto Minho”.

A principal forma de combater o mosquito-tigre é eliminar sistematicamente os focos de água parada, onde as fêmeas depositam os ovos, sendo importante o envolvimento de todas as pessoas na implementação de medidas simples como manter limpos e sem agua parada os pratos de vasos de plantas, caleiras e ralos, bebedouros e taças de animais, sendo que neste caso a água deve ser mudada diariamente, esfregando bem as paredes do recipiente.

Manter tapados os depósitos e bidões de água e manter limpos e secos outros objetos que possam acumular água como, por exemplo, pneus, baldes e sacos plásticos.

Relativamente à proteção física (evitar picadas), a Autoridade de Saúde Pública aconselha a utilização de repelente, uso preferencial de roupas largas e claras, sobretudo nos períodos de amanhecer e entardecer, momentos de maior atividade do mosquito, e a colocação de redes mosquiteiras nas janelas para evitar a entrada do mosquito nas habitações.

A ULSAM apela à participação de todos na prevenção e controlo do Aedes albopictu.

Termina hoje registo gratuito de terrenos no BUPi

O prazo para identificação e registo gratuito de terrenos no Balcão Único do Prédio (BUPi) termina hoje, quando estão identificadas 46% da área no continente e 37% na Madeira, passando a partir de quinta-feira a custar 15 euros.

O decreto-lei 87/2026, de 15 de abril, alargou procedimentos e prorrogou a gratuitidade da georreferenciação de propriedades, no âmbito do sistema de informação cadastral simplificado e do BUPi, até 30 de setembro.

No diploma estipulou-se que, “a partir de 01 de outubro”, por cada representação gráfica georreferenciada (RGG) serão cobrados 15 euros, até ao nono registo, e 10 euros a partir da décima representação gráfica.

Determinou-se ainda que, nas candidaturas a apoios financeiros, “designadamente de fundos da União Europeia, fundos nacionais ou outros”, que “tenham por objeto prédios rústicos ou mistos, devem ser instruídos com RGG”.

Por outro lado, “as RGG relativas aos bens imóveis do domínio privado do Estado, das regiões autónomas, das autarquias locais e dos institutos públicos devem ser realizadas até 31 de dezembro de 2027”.

O diploma clarificou ainda que os titulares de terrenos rústicos inscritos na matriz predial da Autoridade Tributária (AT), mas sem registo em vigor de aquisição, reconhecimento de propriedade ou posse devem ser notificados pelo Instituto de Registos e Notariado (IRN) para os registar, obter RGG ou indicar a quem pertencem, sob pena de “se iniciar o procedimento de reconhecimento de prédio sem dono”.

Segundo dados do BUPi, de segunda-feira, no continente estão identificadas 3.679.484 matrizes (44%) das 8.451.367 registadas na AT, correspondentes a 1.805.117 hectares (46%) da área total de 3.947.349 ha dos municípios sem cadastro predial.

Na Região Autónoma da Madeira, estão identificadas 32.037 matrizes (12%), considerando os prédios inscritos na AT, das 267.867 para identificar em cinco municípios sem cadastro predial, correspondente a 14.350 ha (37%) de uma área total de 38.500 ha.

Em termos de municípios, no continente, Miranda do Douro (distrito de Bragança) lidera na percentagem de propriedades identificadas, com 74%, seguido de Alfândega da Fé (Bragança), Amares (Braga), Penedono e São João da Pesqueira (Viseu), com 67%, e na Madeira, Ponta do Sol lidera com 49%, seguindo-se São Vicente (13%), Ribeira Brava (12%), Calheta (10%) e Porto Moniz (8%).

Valença presta homenagem a Francisco Sampaio

A Câmara Municipal de Valença inaugurou hoje, domingo, a exposição “Francisco Sampaio – Vida e Obra do Sr. Turismo”. A iniciativa, que decorre na Loja de Turismo de Valença até ao próximo dia 30 de outubro, assinala as celebrações do Dia Mundial do Turismo e presta uma justa homenagem a uma das personalidades mais influentes e determinantes no desenvolvimento turístico da região do Alto Minho e de todo o país.

Na sessão inaugural, o presidente da Câmara Municipal de Valença, José Carpinteira, usou da palavra para destacar a importância do legado de Francisco Sampaio, defendendo que a homenagem prestada na fortaleza de Valença é apenas o início de um reconhecimento maior. “O doutor Francisco Sampaio e a sua família merecem, de facto, uma grande homenagem a nível do nosso distrito. Cinco anos depois do seu desaparecimento, está na hora de fazer uma grande homenagem”, afirmou o autarca, referindo-se ao espaço Ex-Libris como o local escolhido para acolher esta “pequena homenagem” no âmbito do Dia Mundial do Turismo.

José Carpinteira, que trabalhou de perto com Francisco Sampaio durante cerca de 20 anos, tanto como autarca como membro do executivo da Região de Turismo do Alto Minho, deixou um testemunho pessoal e emocionado sobre a sua dedicação. “Trabalhei com ele por proximidade, na gestão quase do dia-a-dia. Era, de facto, uma pessoa incansável, que, além de professor e investigador, era, sobretudo, o homem que gostava do Alto Minho, gostava de todos os concelhos que faziam parte da Região de Turismo”, recordou. O presidente destacou ainda a sua presença assídua e o seu empenho em valorizar a identidade da região: “Estava sempre presente, às vezes quase à mesma hora em dois locais bem diferentes e distantes. Ele fazia questão de estar. Para além de investigador e professor, quis valorizar as nossas tradições, a nossa gastronomia, o nosso património, e foi o trabalho dele dar essa força ao nosso Alto Minho.”

Nascido a 7 de junho de 1937, em Barcelos, e casado com Maria Raquel Gomes Correia Sampaio, Francisco José Torres Sampaio construiu uma carreira ímpar, dividida entre a academia, a administração pública e a investigação. No plano académico e pedagógico, destacou-se como um verdadeiro visionário. Formado em Ciências Históricas pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, complementou a sua formação com uma Pós-Graduação em Direção de Empresas, realizada em parceria com a prestigiada Universidade de Navarra (IESE). Foi, indiscutivelmente, o fundador do primeiro curso superior de Turismo do Ensino Superior Politécnico em Portugal, iniciado em 1989 na Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG) do Instituto Politécnico de Viana do Castelo. A sua ação nesta instituição foi fulcral: coordenou a preparação e organização curricular de vários ciclos de estudos, desde o Bacharelato à Licenciatura bietápica, e foi o responsável pela elaboração da primeira candidatura para a certificação do Curso Superior de Turismo pela Organização Mundial do Turismo (OMT). Enquanto docente e professor-coordenador, formou gerações de profissionais, desempenhando também funções de relevo em várias escolas, como a Escola Superior de Enfermagem de Viana do Castelo e a Escola de Hotelaria do Porto.

Profissionalmente, a sua marca é indelével. Antes de assumir a presidência da Região de Turismo do Alto Minho, cargo que ocupou entre 1980 e 2009, tornando-se o rosto e o motor do setor na região, Francisco Sampaio já desempenhava funções de relevo na Junta de Turismo de Vila Praia de Âncora e na Comissão Regional de Turismo. A sua capacidade de liderança estendeu-se à presidência da ADETURN (Associação de Desenvolvimento do Turismo na Região Norte) e à participação no Conselho Nacional das Empresas do Turismo. Paralelamente, desenvolveu uma notável carreira como investigador. Colaborou ativamente com a Direção Geral do Turismo e o INE na área das estatísticas, explorou o Turismo em Espaço Rural e o Marketing do Produto Turístico do Alto Minho, e participou em projetos internacionais no âmbito do Treaty of Windsor, nas áreas do Ambiente em Inglaterra e no Parque Nacional da Peneda-Gerês. O seu conhecimento está perpetuado em mais de duas dezenas de títulos publicados.

O impacto do seu trabalho foi amplamente reconhecido ao longo das décadas. Francisco Sampaio foi agraciado com a Comenda de Mérito pelo Presidente da República em 2005 e com a Medalha de Ouro de Mérito Turístico, entre inúmeras outras condecorações nacionais e internacionais. Foi eleito “Personalidade Turística do Ano” pela Associação dos Jornalistas Portugueses de Turismo em 2006 e recebeu o título de Cidadão de Honra de Caminha, além de ter sido distinguido como Cidadão do Ano pelo Lions Clube de Vila Praia de Âncora em 2015. O seu legado é, ainda hoje, material e visível. A Escola Superior de Tecnologia e Gestão do IPVC nomeou o seu auditório principal como “Auditório Francisco Sampaio”, numa justa homenagem ao homem que dedicou a vida a elevar o turismo português. Esta exposição em Valença vem, assim, perpetuar a memória e a obra daquele que, para sempre, será lembrado como o “Senhor Turismo”.

Cabaços recria hoje a “Lagarada à moda antiga”

O adro de Cabaços acolhe hoje, sábado, 26 de setembro de 2026, às 21 horas, a Lagarada à Moda Antiga, uma das iniciativas das Festas de Samiguel de Cabaços. A proposta vai além da recriação de um costume e procura evocar um modo de vida e de trabalho que, durante muitos anos, marcou as terras de Cabaços.

Em tempos passados a vindima era encarada como mais do que a colheita das uvas. Representava também a reunião de familiares, vizinhos e amigos, a partilha de tarefas, o trabalho lado a lado e a celebração do esforço comum. É esse labor tradicional que a iniciativa pretende recordar.

Com os cestos cheios de uvas, a actividade arranca segundo os moldes de antigamente. Parte das uvas segue para o lagar, onde será pisada por pés descalços,sendo que quem quiser participar terá de passar primeiro pelo tradicional lava-pés. Outras uvas passam pela raladeira, accionada pela força dos braços, recuperando gestos antigos que, durante gerações, fizeram parte da vida agrícola das aldeias.

Depois de produzido, parte do vinho será colocado em cabaços, cabaças tratadas e preparadas com cuidado para guardar e transportar vinho, conhecidas como cabaças de vinho. Estes recipientes, associados à vida rural de outros tempos, estão também representados na heráldica da freguesia.

Entre o ruído da raladeira, o aroma das uvas recém-esmagadas e o mosto a formar-se, a iniciativa pretende trazer de volta um pouco do que era uma lagarada e, desta forma, recuperar uma tradição agrícola e dar a conhecer e valorizar elementos da história e da identidade de Cabaços.

Antigamente, o trabalho era feito em conjunto. Uns transportavam os cestos, outros pisavam as uvas, outros ajudavam na raladeira, e havia sempre quem cantasse, tocasse ou apenas fizesse companhia. No final, o vinho era o produto da vindima e, ao mesmo tempo, da terra, do trabalho, da entreajuda e da comunidade.

É esse espírito que a iniciativa quer reviver. Por isso, os participantes são convidados a levar concertina, cavaquinho, castanholas ou, simplesmente, vontade de cantar e de participar. Ao longo do serão, vários grupos juntar-se-ão à festa e, enquanto houver uvas para esmagar, haverá música tradicional, cantigas e animação em torno do lagar.

Depois de terminado o trabalho, arrumados os cestos, esmagados os últimos bagos e lavados novamente os pés, a noite ganha outro ritmo. As concertinas dão lugar a outros sons e os mais novos mostram como se vive hoje uma noite de festa.

A animação prossegue com o DJ M, reunindo na mesma noite gerações distintas, músicas diferentes e a mesma vontade de estar junto.

A organização apela a quem se desloque ao adro para que não fique apenas a assistir, mas que participe, recorde, aprenda, cante, trabalhe e faça parte desta tradição.

“Nenhuma lagarada alguma vez se construiu em solidão. Sempre dependeu de muitas mãos, muitos pés e muita gente reunida em torno do lagar“, assegura a organização dirigindo o convite à população para que participe no evento.

‘Fazer a Paz com a Terra” é tema de conferência internacional

Arcos de Valdevez recebe este fim de semana a Conferência Internacional “Fazer a Paz com a Terra”

A Conferência Internacional “Fazer a Paz com a Terra” começa amanhã, dia 24 de setembro, e prolonga-se até 26 de setembro, nas Oficinas de Criatividade Himalaya/Centro de Ciência Viva dos Arcos.

A iniciativa integra o programa “Fazer a Paz com a Terra — Como viver num planeta em mudança”, promovido pela Câmara Municipal de Arcos de Valdevez, e assinala simbolicamente o Equinócio de Outono e o Dia Nacional da Sustentabilidade.

A Conferência Internacional é o momento de maior visibilidade de um programa extenso que coloca o concelho arcuense na linha da frente da promoção de temas que se encontram entre os mais atuais da agenda científica mundial. Especialistas de vários países irão debater a cidadania e a intervenção do poder local face às alterações climáticas.

A sessão de abertura está marcada para amanhã, dia 24 de setembro, e inclui uma visita a Sistelo. Esse momento coincide com o equinócio de outono, que ocorre às 01h04. No dia 25, realiza-se o primeiro dia de comunicações, data em que se assinala o Dia Nacional da Sustentabilidade. O dia 26 será dedicado ao segundo dia de comunicações e à sessão de encerramento.

A autarquia adianta que estão previstos dois oradores plenários e 60 lugares para assistência presencial, havendo também transmissão online para um público mais alargado. O acesso é gratuito e a transmissão pode ser acompanhada através de www.cmav.pt/p/raizdoterritorio.

Além da conferência, o programa prossegue com as “Conversas com o Planeta”, nos dias 2 e 9 de outubro, e com a Escola de Outono, entre 12 e 16 de outubro. As atividades decorrem em vários espaços do concelho, como as Oficinas de Criatividade Himalaya, o Centro Interpretativo do Barroco, a Casa das Artes/Biblioteca Municipal Tomaz de Figueiredo, o Agrupamento de Escolas de Valdevez e a EPRALIMA – Escola Profissional do Alto Lima.

A iniciativa reforça a afirmação do concelho como território onde a ciência se enraíza na paisagem, na cultura e na comunidade, articulando educação, ciência, cultura e cidadania em torno dos desafios da emergência climática.

Arcos de Valdevez apresentou a programação cultural de Outono

A Câmara Municipal de Arcos de Valdevez apresentou hoje o cartaz da iniciativa “Arcos de Outono 2026”, um programa cultural que promete dinamizar o concelho ao longo dos próximos meses.

A sessão de apresentação contou com a presença da vice-presidente da autarquia, Emília Cerdeira, e de Nuno Soares, diretor da Casa das Artes de Arcos de Valdevez.

Com um conjunto de iniciativas que abrange a música, o teatro, a dança e a gastronomia, o evento pretende animar a estação outonal e o início do inverno, atraindo tanto a comunidade local como visitantes.

No domínio da música, o destaque vai para a atuação de David Fonseca, já a 10 de outubro, com o espetáculo “Viagem sem Mapa”. Seguem-se Rifox e Sara Santini com o “Paço Assombrado” (31 de outubro), Carlos Cunha com “Pátio do Cunha” (6 de novembro), Hugo Sousa com “Aqui Entre Nós” (7 de novembro) e o norueguês Sondre Lerche (14 de novembro), que fará apenas dois espetáculos em Portugal, sendo um deles precisamente em Arcos de Valdevez. Sobem ainda ao palco Fernando Alvim (21 de novembro) e Sakamoto 1996 (7 de dezembro).

O teatro também tem forte presença no cartaz, com a peça “A Noite”, protagonizada por António Camelier e Jorge Corrula (17 de outubro), o Festival Transfronteiriço de Teatro Amador “Platta” (23 e 24 de outubro) e “O Ensaio”, pela Associação Teatro à Sexta (20 de novembro).

A componente gastronómica está representada pela rubrica “Arcos à Mesa”, que convida a descobrir sabores tradicionais como o “Pica no Chão” (24 e 25 de outubro) e os “Rojões e Papas de Sarrabulho” (28 e 29 de novembro). O programa contempla ainda a iniciativa “Portugal a Dançar” (22 de novembro) e encerra com a “Magia de Natal”, que se estende de 27 de novembro a 10 de janeiro.

Segundo Emília Cerdeira, a programação é transversal a todas as idades e públicos, apostando fortemente no teatro profissional e amador, na música, no desporto, na dança e nos grandes eventos. A vice-presidente sublinhou ainda que o programa convida tanto os arcuenses como os visitantes, destacando a gastronomia, que convida as pessoas a saborear os pratos típicos de inverno, e as paisagens locais, descritas como paisagens pintadas com as cores originais.

Para a vice-‘presidente  o Halloween e o Natal são momentos altos da programação. O Paço Assombrado assinala a festividade do Halloween a 31 de outubro, enquanto a Magia de Natal se inicia a 27 de novembro, com a manutenção de grandes eventos na Floresta Encantada.

O Mercado de Natal sofrerá alterações: prolonga-se por mais dias e será antecipado, para convidar as pessoas a fazerem as suas compras e a adquirirem os presentes de Natal no comércio tradicional e junto dos artesãos locais.

Esta programação agora apresentada confirma o compromisso do município em promover uma agenda cultural diversificada e descentralizada, capaz de responder aos vários públicos durante toda a estação.

Centro Educativo da Gandra encerra parque infantil e pede ajuda aos pais

O Centro Educativo da Gandra encerrou esta semana o parque de escorregas e a zona de brincadeiras das crianças, após uma vistoria ao local ter decretado o encerramento daquela área. Paulo Barreiro Sousa informou a escola da situação e Margarida Fernandes, coordenadora do Centro Educativo da Gandra, enviou um email aos pais das crianças dando conta da situação.

Na comunicação enviada aos encarregados de educação, Margarida Fernandes refere que, “por despacho do Senhor Vice-Presidente, Dr. Paulo Sousa”, foram identificadas “diversas situações de Não Conformidade” pelo LIQ (Laboratório de Inspeção e Qualidade), no âmbito das inspeções realizadas aos parques infantis existentes nos estabelecimentos de educação e ensino do Município.

“Face a estas ocorrências e considerando, em primeiro lugar, a necessidade imperativa de garantir a segurança e o bem-estar das crianças”, lê-se no email, “o parque infantil ficará interdito à utilização até que sejam efetuadas as intervenções necessárias para a total reposição das condições de segurança”. O espaço será “devidamente vedado e sinalizado”, devendo manter-se “rigorosamente interdito durante todo o período de intervenção”.

Segundo Margarida Fernandes, coordenadora da escola, “ainda não existe conhecimento da data prevista para o início e conclusão destas obras por parte da autarquia”, o que torna “urgente criar na escola um espaço alternativo, seguro e adequado para que as crianças do pré-escolar possam continuar a brincar ao ar livre”.

A solução proposta passa por “uma zona de brincadeiras com areia”, aproveitando “o canteiro exterior localizado na zona sul do recreio (junto às casas de banho)”. Segundo o comunicado, “esta área conta com três grandes árvores que asseguram sombra durante uma boa parte do dia, tornando-a ideal para o efeito”. A escola apela à “colaboração de todos os encarregados de educação e comunidade escolar que possam ajudar com materiais, ferramentas ou disponibilidade para a preparação do espaço”.

De acordo com a coordenadora, existe uma zona com árvores lateralmente à área agora fechada. A escola pretende colocar areia nesse espaço para criar um novo local temporário onde as crianças possam brincar. Para isso, está a convidar os pais a levar brinquedos e outros materiais que ajudem a entreter as crianças nesse parque infantil.

Segundo uma fonte junto dos pais, o problema já é conhecido há cerca de dois anos, mas nada foi feito até agora. Os pais estão descontentes com a solução encontrada e dizem não compreender como é que “há dinheiro para o sapo e não há dinheiro para estas pequenas coisas”.

São várias as queixas dos pais das crianças, nomeadamente o facto de as crianças virem sujas. A Câmara Municipal, segundo uma fonte junto dos pais, diz ter conhecimento da situação. O vice-presidente, Paulo Sousa, terá afirmado que vários parques deverão sofrer obras e que essas intervenções terão até já sido adjudicadas. No entanto, o empreiteiro acabou por recusar a obra, alegando que o valor não era suficiente para executar todos os trabalhos.

A redação deste jornal contactou a Câmara Municipal de Ponte de Lima, mas até ao momento não obteve resposta.

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