Módulo de Acessibilidade

Obra nova orçada em quase 750 mil euros reabilitará “Edifício Esplanada”

Foi publicado hoje, segunda‑feira, 4 de maio de 2026, no Diário da República, o anúncio de procedimento n.º 11354/2026 referente ao concurso público para a construção de um edifício de apoio à Praça da República, no centro da vila. O valor base da empreitada é de 748.796,50 euros (sem IVA).

Segundo a documentação oficial, divulgada pelo Município de Ponte da Barca, a nova infraestrutura, conhecida informalmente como “Edifício Esplanada”, incluirá um estabelecimento de restauração e bebidas, instalações sanitárias públicas acessíveis e um espaço dedicado à promoção do território, visando reforçar a atratividade turística da principal praça do concelho.

A obra será lançada através de um concurso público sem lotes, não estando prevista a utilização de leilão eletrónico nem negociação, sendo a autarquia atua a autoridade local adjudicante.

Segundo o município barquense, a intervenção visa uma “melhor integração urbana, mais qualidade e conforto” na Praça da República, afirmando o território como destino turístico. “Afirmamos assim o nosso território como um território turístico”, lê‑se na nota enviada à redação.

Faleceu Maria do Carmo Aguiam

Maria do Carmo Loureiro Pimenta Ribeiro Aguiam faleceu hoje, dia 4 de maio de 2026, aos 63 anos de idade. Carmo era esposa de Rui Aguiam, antigo presidente da Junta de Freguesia de Arcos de Valdevez (Salvador), figura bem conhecida na vida autárquica e associativa do concelho.

Maria do Carmo desempenhou grande parte da sua carreira na área da educação e ação social, tendo exercido funções como educadora social e, mais tarde, como auxiliar técnica de educação na Câmara Municipal de Arcos de Valdevez. Era reconhecida na freguesia pela sua discrição, bondade e entrega às causas sociais.

Nas redes sociais, o Clube de Rugby de Arcos de Valdevez (CRAV) deixou uma mensagem sentida, sublinhando a ligação profunda de Maria do Carmo ao clube: “Mulher do dirigente Rui Aguiam, mãe do Rui Pedro e do Mário, mas muito mais do que isso: uma de nós. Ao longo dos anos, ‘emprestou-nos’ a sua família, mas deu-nos também o seu carinho, o seu apoio incansável e a sua presença constante. Esteve sempre lá, com um sorriso genuíno que nunca se esquecia. Hoje choramos a sua partida, mas levamos connosco tudo aquilo que nos deixou: o exemplo, a dedicação e o amor ao clube.”

A notícia do falecimento, ocorrido hoje, já gerou ondas de pesar nas redes sociais e na comunidade arcuense. Amigos e vizinhos recordam-a como uma mulher afável, sempre presente nos momentos importantes da vida coletiva da freguesia, ao lado do marido.

O velório terá lugar na Igreja de S. Bento, Arcos de Valdevez, onde amanhã, terça-feira, dia 5 de maio, pelas 10 horas, será rezada missa de corpo presente, finda a qual o corpo será sepultado no Cemitério Municipal de S. Bento, Arcos de Valdevez.

O jornal Cardeal Saraiva endereça as mais sentidas e profundas condolências a Rui Aguiam, filhos e restantes familiares.

 

Memórias do concelho ganham forma em livro

O Auditório Municipal de Ponte da Barca encheu-se no domingo, 3 de maio, para a apresentação do livro “Conta lá, Avó!”, uma obra que reúne testemunhos de gerações mais velhas do concelho e os converte em registo vivo de património imaterial. A sessão contou com a presença de muitos dos entrevistados, que partilharam bancada com os técnicos e artistas envolvidos na recolha, edição e design gráfico, bem como com o presidente da Câmara, Augusto Marinho, e restantes vereadores.

A compilação das narrativas ficou a cargo do professor Luís Arezes, cujo conhecimento da história e das tradições locais permitiu estruturar os depoimentos com coerência e rigor. A obra não se limita a transcrever as recordações: inclui ainda um enquadramento histórico que ajuda a situar cada relato no seu contexto social, cultural e económico, conferindo-lhe uma sólida dimensão documental. A apresentação foi moderada pelo jornalista da Rádio Barca, Nuno Cardoso, que promoveu um diálogo próximo entre todos os intervenientes.

Ao longo da tarde, vários dos protagonistas partilharam com o público as memórias que integram o livro. Conceição Silva trouxe à luz um batizado realizado à meia-noite na Ponte Medieval, com o rio Lima como pano de fundo e a fé como elemento central de uma recordação que perdura. José Braga, natural e antigo trabalhador da Central Hidroelétrica de Paradamonte, onde passou mais de duas décadas, evocou a sua longa ligação àquele lugar. Manuel Antunes, natural de Vila Chã de São João, narrou os caminhos do contrabando que percorreu a partir dos 14 anos, num período em que a fronteira se impunha pela dureza e pela necessidade.

A tradição cantada do “Amentar às Almas” marcou presença através de duas vozes: Maria Barbosa, de São Martinho de Crasto, e Celeste Silva, de Bravães. Ambas descreveram esta prática como um elo profundo entre comunidade, espiritualidade e identidade, atravessando gerações pela oralidade. Do Barral, na mesma freguesia de Vila Chã de São João, várias mulheres – Rosa Gonçalves, Carolina do Souto, Maria Gomes, Rosa Reis e Maria Branco – recordaram as aparições de Nossa Senhora da Paz, mantendo viva a força da devoção popular.

Ainda no concelho, Alice Rocha falou dos Romeirinhos à Santinha da Barca, uma manifestação religiosa enraizada na cultura local. De Oleiros, Maria de Fátima Costa trouxe a memória do fabrico de fogo, tradição centenária que marcou a freguesia e perdura como símbolo da sua história. No conjunto, estes relatos desenham um retrato coletivo de Ponte da Barca, onde o trabalho, a fé, os rituais e o quotidiano se entrelaçam.

A vertente cultural da sessão ficou a cargo do Grupo de Gaitas e do Grupo de Cordofones da Câmara Municipal, bem como das Cantadeiras de Crasto e de Bravães e da Academia de Música de Ponte da Barca. Com esta obra, o concelho ganha um instrumento de preservação da memória oral, escutando antes de registar e devolvendo à comunidade as histórias que a definem.

 

Inscrições para o Desfile da Mordomia abrem na segunda-feira

As inscrições para o Desfile da Mordomia da Romaria de Nossa Senhora d’Agonia 2026 abrem na segunda-feira através da plataforma ‘online’ disponível.

O “período de inscrições decorre até 18 de maio, ou até serem atingidas as 1.000 vagas disponíveis, limite definido pela organização para garantir as condições de segurança e a fluidez do desfile”.

“Importa, por isso, sublinhar que as inscrições poderão encerrar antes da data indicada, caso o número máximo de participantes seja atingido”, sublinha a VianaFestas, entidade que organiza as festas

Paredes de Coura acolhe unidade de formação de bombeiros do distrito

A Unidade Local de Formação de bombeiros do distrito de Viana do Castelo, um investimento de 230 mil euros, foi inaugurada em Paredes de Coura, revelou hoje a autarquia.

“Num esforço financeiro significativo, acima dos 230 mil euros e sem qualquer tipo de apoio ou fundo comunitário, Paredes de Coura passa a dispor da primeira Unidade Local de Formação para os 12 corpos de bombeiros do distrito, bem como para as empresas da região poderem preparar os funcionários na formação obrigatória em matéria de riscos e proteção civil”, descreve, em comunicado, a Câmara de Paredes de Coura.

De acordo com o município, com esta unidade “o Alto Minho ganha um equipamento que melhor garantirá a segurança de todo o distrito de Viana do Castelo”, ao passo que a Federação Distrital de Bombeiros de Viana do Castelo se torna “pioneira na dinamização de um equipamento deste género, maximizando o investimento e abrindo portas a uma utilização racionada e gerida de forma supraconcelhia”.

A unidade ocupa um terreno com cerca de 12 mil metros quadrados pertencente à Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Paredes de Coura.

“O objetivo é dar resposta às necessidades formativas dos corpos de bombeiros de todo o distrito. Mas, numa perspetiva de rentabilização do investimento, foi também pensada para permitir o apoio à atividade industrial na área da proteção e segurança”, refere a autarquia.

A Unidade Local de Formação situa-se “apenas a 2,5 quilómetros da vila de Paredes de Coura, com acesso pela EN 306” e fica implantada “num local afastado de edificações, com envolvente florestal e adjacente a um ponto de água”.

“Assim, além da preparação de combate a situações de incêndio urbano e industrial, permitirá também uma utilização para treino de combate florestal e treino de condução fora de estrada, valências fundamentais para garantir uma formação adequada às características do distrito”, observa a Câmara.

De acordo com o presidente da autarquia, Tiago Cunha, a unidade é a concretização de um sonho com 24 anos.

“Fazemos justiça a um sonho antigo, que começou formalmente em 21 de janeiro de 2002, quando foi assinado o primeiro ofício a pedir a implementação desta estrutura ao presidente do então Serviço Nacional de Bombeiros”, lembrou.

O autarca defendeu que “a segurança não se organiza por fronteiras administrativas”.

“O fogo, as intempéries, os cataclismos não respeitam fronteiras de freguesias, concelhos, distritos ou regiões”, pelo que “a segurança se organiza por riscos, necessidades e em cooperação, a uma escala que não pode ser municipal, regional, por vezes, nem nacional é suficiente”, vincou.

Expovez abriu portas com 145 expositores e forte aposta no mundo rural

A 24ª edição da Expovez 2026 foi inaugurada esta sexta-feira, dia 1 de maio, no Alto Minho, com a expectativa de reunir cerca de 145 expositores ao longo do fim de semana. O evento, que começou em 1992, consolida-se como uma mostra do dinamismo económico do concelho, abrangendo setores como o comércio, a indústria, a agricultura, a restauração e a animação. Na cerimónia de abertura, o presidente da Câmara Municipal, Olegário Gonçalves, destacou o crescente interesse de comerciantes e industriais em participar, bem como a forte adesão do público que já preenchia o recinto. Sublinhou ainda que a feira é uma aposta consolidada ao longo de anos, com cada vez mais valências.

O mundo rural assume este ano um destaque particular, com um pavilhão ainda maior dedicado ao setor. O autarca lembrou que o município está a lançar novas iniciativas na agricultura, incluindo uma labrada realizada hoje em Rio Frio, e anunciou que a autarquia irá criar, nos próximos meses, um gabinete de agricultura para coordenar a atividade entre as várias instituições do concelho. “Somos um território de minifúndio, mas com muitas capacidades para a agricultura”, afirmou Olegário Gonçalves, sublinhando o apoio municipal a quem deseja viver da terra.

O vice-presidente da ACIAB (Associação Comercial de Arcos de Valdevez e Ponte da Barca), explicou que os expositores se distribuem por áreas como o turismo, a agropecuária e a parte recreativa. Embora o enfoque principal seja nos agentes económicos locais e do distrito de Viana do Castelo, o evento conta também com empresas de outras regiões, trazendo uma realidade nacional à feira. “É importante ter, digamos aqui também, uma realidade nacional que acontece todos os anos”, referiu. Os parceiros habituais do certame incluem a Câmara Municipal, a Cooperativa Agrícola, a ARDAL e a própria ACIAB, numa cooperação que tem sido considerada uma mais‑valia para a consolidação da marca Expovez..

João Manuel Esteves, presidente da Assembleia Municipal de Arcos de Valdevez e antigo presidente da Câmara, considerou que a Expovez é uma prova do ímpeto empresarial da região, mostrando a vitalidade económica que vai da agricultura ao comércio e aos serviços.

Na sua intervenção, afirmou que sem economia não há emprego, nem rendimento, e que é essencial apoiar os empresários que criam dinamismo. Recordando o seu cargo de Secretário de Estado do Ambiente, salientou que o país vive um período de relançamento de uma economia verde e circular, que junta o ambiente à agricultura e à indústria, e que é nos momentos de crise que podem surgir oportunidades, nomeadamente na reciclagem, reutilização e nos negócios verdes.

O responsável destacou ainda a localização privilegiada do concelho, integrado no único parque nacional, e a existência de centros tecnológicos e incubação de empresas. Para João Manuel Esteves, é crucial criar ligações entre o poder central, as autarquias e o movimento associativo empresarial para gerar emprego, riqueza e desenvolvimento social.

Reconhecendo o turismo como um setor muito dinâmico, lembrou que a agricultura, a pecuária, a viticultura e a indústria de ponta também criam a sua própria dinâmica na região do Alto Minho.

Após as intervenções, seguiu-se a abertura oficial da Expovez 2026, que promete três dias de negócios, convívio e animação noturna para os visitantes.

Viana do Castelo ganha duas praias com Bandeira Azul e Braga perde uma

Os distritos de Viana do Castelo e de Braga registam esta época balnear movimentos opostos na atribuição da Bandeira Azul. Enquanto o primeiro vê duas novas praias galardoadas, a Foz do Lima e o Rodanho, o segundo perde a distinção na praia do Cavadinho. No conjunto do país, Portugal conta com 438 praias, marinas e embarcações com o galardão, menos seis do que em 2025.

As praias da Foz do Lima e do Rodanho, ambas no concelho de Viana do Castelo, integram o lote das novas entradas na região Norte. Acompanham ainda as estreias na Agudela Sul e Meia Laranja, em Matosinhos. Já no distrito de Braga, a praia do Cavadinho deixou de ostentar a Bandeira Azul, juntando-se a outras saídas como a do Arquiteto Albino Mendo em Mirandela e a do Espinho-Baía. O restante país regista alterações pontuais, com perdas no Centro, Tejo e Algarve, mas sem a mesma incidência direta no contexto minhoto.

A nível nacional, as 396 praias galardoadas dividem-se entre 350 costeiras e 46 interiores. O presidente da Associação Bandeira Azul da Europa, José Archer, justificou a redução de seis distinções face a 2025 com as condições climatéricas adversas na época balnear, que penalizaram a qualidade da água, considerando a situação como pontual e não alarmante. A novidade deste ano passa também pela transição dos critérios de atribuição, que se tornam mais exigentes a partir de 2027, com recurso a auditores externos. Haverá um período extraordinário de candidaturas em julho e agosto para as praias que queiram concorrer no próximo ano.

Portugal mantém-se em quinto lugar mundial no número de praias costeiras galardoadas e em segundo lugar nas praias de interior, um resultado que José Archer classificou como gratificante face à dimensão do território. O programa Bandeira Azul celebra 40 anos, sendo a Praia de Mira a única com distinção ininterrupta desde o início. O hasteamento da primeira bandeira costeira ocorre a 8 de junho na Praia de Mira, enquanto a primeira marina a hastear o galardão será a de Angra do Heroísmo, nos Açores, a 15 de junho.

Para os veraneantes dos distritos de Viana do Castelo e de Braga, a época balnear de 2026 reserva assim dois novos destinos com selo de qualidade na costa alto-minhota, mas uma perda significativa na praia do Cavadinho, que terá de trabalhar para recuperar os critérios exigíveis numa futura candidatura.

Etiquetas: viana do castelo, braga, bandeira azul, praias, foz do lima, rodanho, cavadinho, galardão, época balnear, qualidade da água, praia de mira, associação bandeira azul, minho

As nomeações das secções foram retiradas conforme solicitado. O texto mantém o formato jornalístico, sem subtítulos, sem travessões, e as etiquetas surgem no final numa linha separada.

 

 

Concurso público de 350 mil euros vai criar Rota dos Miradouros

A Câmara de Viana do Castelo vai abrir um concurso público para criar a Rota dos Miradouros do concelho – Miradouro Senhora do Crasto, do Monte Galeão e Senhora do Minho -, por 347.251 euros, foi hoje revelado.

Em causa está uma candidatura a fundos comunitários, relacionados com o programa produtos turísticos sub-regionais e locais que vão tornar aqueles “pontos que têm uma envolvência muito díspar, apetecíveis à visitação e com uma forte vertente paisagística”.

Os “três locais em causa necessitam da implementação de uma estrutura apta para o utilizador usufruir da paisagem de forma segura”.

O Miradouro Senhora do Crasto situa-se na freguesia de Deocriste, o Miradouro do Monte Galeão na vila de Darque e o Miradouro da Senhora do Minho, na Montaria.

 

 

Mosteiro de Sanfins “abre portas” para festejar Dia da Mãe e Dia do Sol

O Mosteiro de Sanfins vai receber no próximo domingo, 3 de maio, uma iniciativa que junta o Dia da Mãe e o Dia Internacional do Sol num programa ao ar livre e sem custos de participação.

A partir das 15h00, a Eira da Quinta do Mosteiro transforma-se num espaço de oficinas abertas a todas as idades. Os visitantes são convidados a construir um relógio de sol, inspirado na medição do tempo através da luz natural, a explorar a “land art” com materiais recolhidos no próprio terreno, e a experimentar a pintura com tintas preparadas a partir de elementos da natureza, uma proposta pensada para fortalecer a relação entre mães e filhos.

A organização sublinha que não é necessária inscrição prévia e que o objetivo é “valorizar os gestos simples, o contacto com a terra e a partilha entre gerações”.

O cenário escolhido, o Mosteiro de Sanfins, localiza-se na freguesia de São Cristóvão de Gondomil, em Valença, e combina património histórico com paisagem rural. A entrada no recinto da quinta é totalmente livre, tal como o acesso a todas as atividades.

Paralelamente, o Centro de Interpretação do Mosteiro de Sanfins (CIMOS) funciona também sem encargos aos fins de semana, abrindo das 10h30 às 12h30 e das 13h30 às 19h30.

A iniciativa conta com o apoio da Associação Cultural e Recreativa de Gondomil, da Paróquia de S. Cristóvão de Gondomil e do grupo Ginasticart Gondomil, entre outras entidades locais.

Segundo volume da revista “Forum Limi Quorum” é apresentado sábado

Consciente do papel crucial que a investigação histórica desempenha na construção da identidade coletiva, Ponte de Lima prepara-se para escrever mais um importante capítulo na valorização do seu património cultural. A sessão pública está marcada para as 15h00 e terá como palco o Consistório da Santa Casa da Misericórdia de Ponte de Lima, uma escolha simbólica que evidencia o forte envolvimento desta instituição secular na promoção do conhecimento sobre o território.

A publicação nasceu de uma sugestão do historiador Miguel Aires Campos, que propôs à Santa Casa da Misericórdia de Ponte de Lima a criação de um espaço dedicado à investigação histórica e cultural do espaço limiano. A ideia foi acolhida com muito agrado pela direção da instituição, que desde então apadrinha este projeto editorial de caráter anual, consolidando o seu compromisso com o desenvolvimento cultural da região.

O primeiro número foi lançado em agosto de 2024 sob a apresentação do Professor Doutor José Augusto de Sotto Mayor Pizarro, e a continuidade agora materializada no segundo volume demonstra a ambição de afirmar esta revista como uma referência nos estudos regionais.

Para valorizar a cerimónia e emprestar ainda maior rigor científico ao lançamento, foi convidada a Professora Doutora Maria Marta Lobo de Araújo, catedrática da Universidade do Minho e uma das mais conceituadas investigadoras na área da História Moderna em Portugal. A escolha da oradora não poderia ser mais adequada já que a sua relação com Ponte de Lima transcende o mero academicismo, uma vez que o seu doutoramento, concluído no ano 2000 na Universidade do Minho com a classificação máxima de “Aprovado por unanimidade com distinção e louvor”, incidiu precisamente sobre o estudo das Misericórdias de Vila Viçosa e de Ponte de Lima entre os séculos XVI e XVIII.

Com uma carreira notável que inclui a agregação em História e a orientação de dezenas de projetos de investigação financiados pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia, a Professora Doutora Maria Marta Lobo de Araújo traz para este lançamento não apenas o seu estatuto de autoridade académica, mas também um conhecimento profundamente enraizado na realidade histórica local, fruto de décadas dedicadas ao estudo da assistência, das dinâmicas sociais e das instituições de caridade no Norte de Portugal.

A revista “Limi Fórum Limi Quorum” afirma-se como um espaço privilegiado de diálogo entre o rigor do mundo académico e a riqueza da investigação local, abrindo as suas páginas a artigos científicos aprofundados sobre as mais variadas temáticas regionais, mas também a secções dedicadas à transcrição de fontes primárias inéditas, a estudos mais breves, a recensões críticas de obras e a notícias de caráter histórico-cultural.

Esta publicação, cujo primeiro número foi lançado em agosto de 2024, tem como objetivo primordial fomentar o estudo e a valorização do património histórico e cultural de Ponte de Lima e do seu vasto território limiano.

A iniciativa surge ainda em perfeita sintonia com outras manifestações culturais que têm marcado a vida do concelho e representa muito mais do que um simples lançamento de uma publicação periódica. Constitui-se como um ato de afirmação da identidade limiana, um compromisso renovado com a investigação histórica de qualidade e uma oportunidade única para os limianos, e para todos quantos se interessam pela história desta vila que celebrou no ano passado os 900 anos do seu Foral, acederem ao que de melhor se produz no campo dos estudos regionais.

Share this:

Like this:

Like Loading…