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Ponte da Barca promove debate sobre ética e integridade no desporto

Foi com sala cheia que o Auditório Municipal de Ponte da Barca acolheu, na tarde de ontem, uma conferência subordinada ao tema “Ética e Integridade no Desporto”. O evento reuniu jovens atletas, encarregados de educação, treinadores e dirigentes de diversas associações desportivas do concelho.

Entre os oradores, marcou presença Ricardo Felgueiras, presidente da Associação de Futebol de Viana do Castelo, que centrou a sua intervenção na necessidade de promover o respeito, o fair play, a transparência e a responsabilidade no ambiente desportivo.

Na cerimónia de abertura, o presidente da Câmara Municipal, Augusto Marinho, reforçou a ideia de que o desporto funciona como uma escola de valores, fundamental na formação das camadas mais jovens. O autarca defendeu ainda o reforço de uma cultura desportiva alicerçada na ética, na integridade e no respeito pelo adversário.

A sessão deixou claro o papel decisivo que atletas, treinadores, dirigentes e famílias desempenham na construção de um desporto mais justo e humano.

A iniciativa, inserida num concelho de longa tradição desportiva, consolidou-se como um momento de reflexão e partilha, evidenciando a importância de valores que vão além da competição e se estendem à vivência em sociedade.

Capitão do Porto de Viana morre aos 52 anos

O Capitão do Porto e comandante local da Polícia Marítima de Viana do Castelo, Capitão de fragata Rui Miguel Serrano da Paz, faleceu hoje, dia 15 de abril, aos 52 anos, vítima de uma doença súbita, causando grande consternação na comunidade vianense. Em funções na Capitania de Viana do Castelo desde setembro de 2023, Serrano da Paz era reconhecido pela sua personalidade afável e pelo profissionalismo que sempre o acompanhou. O Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Luís Nobre, anunciou que será decretado um dia de Luto Municipal para esta sexta-feira, dia 17 de abril, e que será apresentado um voto de pesar na próxima reunião ordinária do executivo, endereçando as mais sentidas condolências à família, amigos, à Polícia Marítima de Viana do Castelo, à Autoridade Marítima Nacional e à Marinha Portuguesa. Também o Centro Humanitário do Alto Minho da Cruz Vermelha Portuguesa manifestou profunda consternação, recordando a dedicação, o profissionalismo e a forma sempre simpática, disponível e colaborante com que o comandante se relacionava. A instituição sublinhou que o seu espírito de cooperação deixou uma marca muito positiva em todos os que tiveram o privilégio de com ele trabalhar e que a sua memória permanecerá viva.

 

Plano de Mobilidade Urbana Sustentável apresentado amanhã com presença de Paula Teles

A versão final do Plano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMUS) de Viana do Castelo vai ser apresentada publicamente amanhã, dia 16 de abril, às 17h30, na Sala Couto Viana da Biblioteca Municipal. A sessão contará com a presença de Paula Teles, fundadora e presidente da Rede Cidades e Vilas que Caminham, uma das vozes mais reconhecidas no país na área da mobilidade pedonal e do desenho inclusivo do espaço público.

O documento define as linhas estratégicas para a mobilidade no concelho nas próximas décadas, abrangendo desde a gestão do tráfego automóvel e do estacionamento até à promoção de modos suaves, como a circulação de peões e ciclistas. A elaboração do PMUS foi coordenada pela própria Paula Teles, que também é presidente do Instituto de Cidades e Vilas com Mobilidade (ICVM).

A iniciativa é aberta ao público e pretende apresentar à comunidade as soluções finais para tornar Viana do Castelo um território mais sustentável, acessível e amigo de quem caminha. O programa da sessão será divulgado oportunamente pela Câmara Municipal.

Os limianos já decidiram o cartaz das Feiras Novas

A Associação Concelhia das Feiras Novas promoveu este ano um concurso inédito para a escolha do cartaz oficial. Foram recebidos e validados 1105 votos de residentes em Ponte de Lima com 18 anos ou mais. O resultado da votação e a identidade do cartaz vencedor serão revelados no dia 5 de maio, data que assinala os 200 anos das Feiras Novas.

 

 

Paredes de Coura começa hoje a celebrar dois séculos de autonomia

Paredes de Coura dá hoje início a um programa cultural que junta num só fio condutor os 511 anos do Foral manuelino e os 52 anos da Revolução de Abril. A abertura acontece hoje com uma conversa entre o presidente da Câmara, Tiago Pereira da Cunha, o presidente da Assembleia Municipal, Augusto Pacheco, e um grupo de alunos da Escola Secundária. O tema é a evolução do poder local, do pergaminho de 1515 às responsabilidades autárquicas do presente. Até 1 de maio, a iniciativa “O caminho da autonomia à liberdade” percorre várias freguesias, misturando memória histórica e criação contemporânea.

O ponto mais alto das comemorações está reservado para o Dia do Trabalhador, no Centro Cultural, com o concerto “Sérgio & os Assessores – Liberdade25”. Sérgio Godinho sobe ao palco para revisitar temas marcantes da música portuguesa, acompanhado pelos alunos da oficina de música do polo de Paredes de Coura da Academia de Música de Viana do Castelo. Antes disso, porém, há um calendário denso que cruza séculos e linguagens.

Na próxima sexta-feira, o Arquivo Municipal recebe uma conferência centrada no documento fundador – os “511 anos do Foral de Paredes de Coura” – novamente com Augusto Pacheco e Tiago Cunha como oradores. Mas é a partir do dia 24 que a programação explode na rua. Na freguesia de Bico, o Largo da Junta acolhe o filme-concerto “Filmou o 25 de Abril?”, uma sessão rara que exibe imagens inéditas da revolução, recolhidas pela Cinemateca Portuguesa, ao som do Space Ensemble. A mesma proposta repete-se em São Martinho a 26 de abril.

No próprio 25 de Abril, a aldeia de Ferreira torna-se o epicentro simbólico da liberdade. Na Casa Nova, às 16h00, o público encontra a escultura sonora “E depois, o tempo”, de João Gigante. Uma hora depois, sobe à cena a performance “O Parlamento das Coisas”, inspirada nos pensadores Bruno Latour e Donna Haraway. À noite, o Centro Cultural assume o protagonismo: primeiro com a curta-metragem “Um lugar que se faz caminhando”, de Rita Senra (21h00), e depois com o projeto comunitário “Coro Livre Canta Abril” (21h30), sob a direção do maestro Luís Miguel Silva.

A 1 de maio, o mesmo Centro Cultural fecha o ciclo com Sérgio Godinho e os seus Assessores. Entre o punho de D. Manuel I – que a 13 de abril de 1515 outorgou o Foral Novo às “Terras de Coyra”, hoje guardado na Biblioteca Nacional – e a coragem dos capitães de Abril, Paredes de Coura escolheu um caminho claro: celebrar a autonomia não como herança morta, mas como construção viva, feita de conversas, imagens, sons e palcos partilhados.

Apresentação do cartaz antecipa bicentenário das Feiras Novas

A tradicional apresentação do cartaz das Feiras Novas de Ponte de Lima ganha, em 2026, uma solenidade inédita. A Associação Concelhia das Feiras Novas decidiu assinalar a data de 5 de maio como um momento alto das comemorações dos 200 anos da romaria, transformando o habitual anúncio do programa num verdadeiro evento comemorativo que antecipa a grande festa de setembro.

Conscientes de que a edição deste ano tem um peso histórico singular, a organização preparou um dia inteiro de iniciativas que vão muito além da simples revelação do cartaz. O objetivo é envolver a comunidade limiana e os visitantes no espírito da efeméride, criando uma ponte entre a memória dos dois séculos de tradição e a expectativa para as celebrações que terão lugar no final do verão.

O programa de 5 de maio arranca pelas 16h00, na Igreja Matriz, com a receção ao som da Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Ponte de Lima. Segue-se, a partir das 16h15, a sessão central onde será finalmente conhecido o cartaz e programa das Feiras Novas 2026. A par da revelação da nova Marca e Logomarca, o momento mais aguardado pelos aficionados da história local será o lançamento do Livro dos 200 Anos das Feiras Novas, uma edição especial que documenta a longa caminhada daquela que é uma das romarias mais emblemáticas do Alto Minho.

Às 18h00, a Biblioteca Municipal inaugura a exposição “As Feiras Novas em Cartazes”, um percurso pela memória gráfica da festa que ajudará a contextualizar a importância do bicentenário.

A dimensão comunitária e espiritual da celebração estará presente às 19h00, novamente na Igreja Matriz, com uma Eucaristia de Sufrágio dedicada aos antigos membros das comissões organizadoras. A cerimónia será coroada com a inauguração da nova iluminação cénica do templo, valorizando o património local.

O ambiente de festa prolonga-se noite dentro no Largo de Camões. Pelas 20h45, será exibido um documentário sobre as Feiras Novas, seguindo-se a atuação do grupo Kalhambeke a partir das 21h30. O dia de antecipação e celebração encerra em apoteose à 00h00 com uma Sessão de Fogo de Artifício, um brinde luminoso ao passado e ao futuro de uma tradição que, em setembro, soprará 200 velas

ver CARTAZES A CONCURSO

 

Segredos de Sanfins desvendados pelo arqueólogo que escavou o mosteiro

No Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, o Professor Luís Fontes conduz uma visita inédita ao Mosteiro de Sanfins. Uma oportunidade rara para ler as pedras de um território que ele conhece como poucos.

Há monumentos que guardam as suas histórias em silêncio, atrás de muros de granito cobertos pelo musgo do tempo. O Mosteiro de Sanfins, em Valença, é um desses lugares.

No próximo sábado, dia 18 de abril, as suas paredes voltarão a falar. E fá-lo-ão na companhia de um tradutor de excelência: Luís Fontes, o arqueólogo que durante quase duas décadas esquadrinhou as entranhas da Fortaleza de Valença e que agora se debruça sobre este cenóbio emblemático da identidade raiana.

A iniciativa, promovida pelo Município de Valença para assinalar o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, não se resume a um simples passeio matinal. É uma aula de história ao ar livre marcada para as 10h30, onde cada vestígio de pedra ganha contexto na narrativa maior da ocupação do território. Luís Fontes, doutorado em Arqueologia pela Universidade do Minho, é um nome maior no estudo do património fortificado nacional, coordenou os estudos para a candidatura das Fortalezas Abaluartadas da Raia, mas a sua ligação a Valença confere a esta visita uma intimidade pouco comum. Conhece o chão que pisa e, mais do que isso, conhece o que esse chão esconde.

A visita interpretativa, com a duração aproximada de uma hora, promete desmontar a cronologia do mosteiro e da envolvente, revelando camadas de ocupação que escapam ao olhar menos treinado. Para quem preferir uma experiência mais solitária e contemplativa, o município disponibiliza também um percurso livre pela quinta envolvente. Aí, o silêncio é cortado apenas pela descoberta pessoal de marcas e vestígios que resistem como cicatrizes da paisagem.

A manhã fica completa com a abertura do CIMOS — Centro Interpretativo do Mosteiro de Sanfins, que servirá de âncora para quem desejar aprofundar a contextualização histórica antes ou depois da visita.

A participação é gratuita, mas exige uma condição essencial: a inscrição prévia. O formulário está disponível online e deve ser preenchido para garantir lugar nesta viagem ao passado valenciano.

Com esta chamada à comunidade e aos visitantes, Valença não celebra apenas uma data no calendário. Celebra a consciência de que o património, mais do que pedra antiga, é a argamassa que nos liga a quem fomos. E no próximo sábado, pelas mãos de Luís Fontes, essa ligação promete ser mais clara do que nunca.

Foi há 138 anos que os Bombeiros Voluntários tiveram reconhecimento oficial

Passam hoje 138 anos sobre a data em que o Corpo de Bombeiros Voluntários de Ponte de Lima foi oficialmente reconhecido, através da homologação de um alvará emitido pelo Governo Civil de Viana do Castelo, em 13 de abril de 1888.

A efeméride recorda o momento fundacional de uma corporação cuja origem remonta à fundação da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Ponte de Lima, a 25 de setembro de 1887, e que, desde então, tem sido um pilar essencial no socorro a incêndios, acidentes e emergências médicas no concelho.

Este marco histórico representou o início formal de uma missão dedicada à proteção de pessoas e bens, numa época em que o espírito de voluntariado e solidariedade assumia particular relevância nas comunidades locais.

Ao longo de mais de um século, a corporação tem acompanhado a evolução dos meios e das necessidades da população, sem nunca perder os valores que estiveram na sua origem.

A data é, assim, uma oportunidade para reconhecer o trabalho e a dedicação de gerações de bombeiros que, de forma abnegada, têm servido o concelho e protegido a sua população.

Padre motard benze capacetes a centenas de motociclistas no Monte do Faro

O Monte do Faro, em Valença, foi palco de mais uma concentração de motociclistas na tarde deste domingo, com a presença de centenas de participantes oriundos de Portugal e da vizinha Galiza.

A iniciativa, organizada pelo Moto Clube de Valença, teve como ponto alto a cerimónia de bênção dos capacetes, celebrada pelo padre Ricardo Esteves junto à Capela de Sant’Ana, num momento que uniu a fé à paixão pelas duas rodas.

Antes da cerimónia religiosa, os motards formaram uma caravana que partiu do Largo da Feira e percorreu várias estradas do concelho, gerando um ambiente de grande animação. Já no largo frontal da capela, pelas 16h00, o padre Ricardo Esteves, conhecido na comunidade motard, procedeu à bênção dos capacetes, invocando proteção e segurança para todos os que circulam em motociclo. O gesto simbólico reforçou os laços de companheirismo e respeito que caracterizam este tipo de encontros.

O evento contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Valença, José Manuel Carpinteira, acompanhado pela vice-presidente Ana Paula Xavier e pelos vereadores Arlindo de Sousa e Óscar Silva. A presença da autarquia sublinhou a importância do evento para a dinâmica turística e social do concelho, que tem apostado em iniciativas capazes de atrair visitantes nacionais e transfronteiriços.

O programa reservou ainda um gesto de reconhecimento a um dos elementos mais antigos do Moto Clube de Valença. Em dia de aniversário, Luís, o tesoureiro da associação, foi homenageado num tributo público à sua dedicação e contributo ao longo dos anos.

A festa prolongou-se depois da bênção com um ambiente de convívio no recinto, onde funcionou um bar e, mais tarde, um sunset a cargo do DJ Antony. O evento consolidou Valença como um ponto de encontro de referência para a comunidade motard do norte de Portugal e da Galiza.

 

“A Minha Maré” levou Ponte da Barca a navegar entre a poesia e a emoção

Sousa Meira apresentou hoje o seu primeiro livro na vila que lhe serve de berço e inspiração. Jaime Ferreri apadrinhou a obra e fez a apresentação do autor.

O Auditório e Arquivo de Ponte da Barca transformou-se num “ancoradouro” de versos. O livro “A Minha Maré”, obra de estreia do poeta Sousa Meira, natural de Ponte da Barca, foi apresentado ao público numa sessão que contou com a presença do autor,  Jaime Ferreri, Augusto Marinho, presidente da Câmara Municipal de Ponte da Barca, e uma vasta audiência.

A cerimónia, descrita pelos presentes como “memorável”, seguiu o curso natural de um rio que desagua no mar da emoção. Coube a Jaime Ferreri a tarefa da apresentação obra e do autor como quem entrega uma carta de navegação a um novo marinheiro das letras.

Sousa Meira, 70 anos de idade, exerce a profissão de comerciante e tem uma longa relação com a escrita. Ao longo dos tempos, publicou os seus poemas no jornal Notícias da Barca e foi ainda colaborador desportivo na Rádio Barca.

Segundo Jaime Ferreri, a iniciativa de publicar o livro partiu do próprio autor que lhe solicitou ajuda na tarefa. Solicitado a fornecer os poemas, o autor respondeu que não possuía qualquer registo impresso ou digital organizado: o material encontrava-se disperso nas redes sociais.

Foi então necessário um trabalho exaustivo de recolha, que permitiu compilar mais de 130 poemas. Jaime Ferreira procedeu à triagem e selecionou 70 deles, que deram origem à obra agora apresentada.

Jaime Ferreri confessou ter-se empenhado neste livro como se fosse seu. Além de professor, Jaime Ferreri é também autor e editor de várias obras, pelo que o seu desempenho estava assegurado.

Jaime Ferreri assegurou que o poeta autor tem uma poesia espontânea, “é  como um rio”. Sousa Meira escreve “com inocência e dom, sem disso dar conta”. Ele usa “metáforas inocentes’ que envolvem o leitor.

A sua intervenção preparou o terreno para o momento em que o próprio Sousa Meira tomaria a palavra. E a noite ganhou a sua verdadeira maré.

O autor não se limitou a ler poemas ou a agradecer presenças. Proferiu desnudar o seu processo criativo, assumindo a “pancada” que o move.

“Catolicamente, na igreja deviam dizer-se poemas em vez de rezar”, confessou o poeta, arrancando sorrisos e cumplicidades à plateia. E rematou, numa declaração de amor à sua terra que é já um manifesto: “Ponte da Barca é poesia.”

O autor emocionado falou da sua naturalidade em escrever poesia. Todos os dias escreve mais de dez poemas. A principal inspiração para a sua criação poética está na mulher e no mar, confessou o poeta.

Após as declamações e a partilha íntima do autor sobre a génese da sua escrita, foi a vez de Augusto Marinho, presidente da Câmara Municipal de Ponte da Barca, usar da palavra.

Num discurso “de coração aberto”, o autarca começou por se associar as palavras de Jaime Ferreri. Augusto Marinho mergulhou na substância do momento para falar da matéria-prima da poesia. Fez alusão à  forma como o autor se entrega à poesia e à sua terra natal. “De facto, a Barca é assim, retratou muito bem a barca”‘, assegurou o autarca.

Hoje aqui “sentiu-se emoção, sentimos até o futuro em obras que irão nascer”, garantiu Augusto Marinho, desejando ao novo autor o que de melhor se pode desejar a um escritor: “Que este percurso literário encontre sempre mais chão e vento de feição, e nós cá estaremos todos para acompanhar todo este percurso.” E deixou um último agradecimento: “Muito obrigado pela partilha e sobretudo pela coragem da publicação e partilha dos seus poemas.”

Com “A Minha Maré”, Sousa Meira lança-se às águas da literatura portuguesa. E, a julgar pela noite de hoje, a sua Barca poética tem já garantidos o chão firme da sua vila e o vento de feição de quem o leu e ouviu

 

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