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Pedro Chagas, o escritor que encanta “sem querer”

Na noite desta sexta-feira, Pedro Chagas Freitas subiu ao palco da Feira do Livro de Ponte da Barca e transformou o auditório num espaço de partilha. Durante mais de uma hora, o escritor conversou com o público num ambiente de cumplicidade que poucos eventos literários conseguem alcançar.

A sessão começou com a intervenção de Rosa Arezes, vereadora com o pelouro da Cultura do Município de Ponte da Barca, que fez a apresentação do autor. De seguida, o escritor iniciou a apresentação da sua obra, da arte de escrever e dos momentos de dor que a vida lhe trouxe.

Pedro Chagas Freitas, para além do escritor que já todos conhecemos, mostrou ser um bom orador e, logo nas primeiras palavras, cativou o público presente. Com casa cheia, o escritor conduziu o público barquense num mergulho na sua intimidade criativa, na doença do filho Benjamin, na morte do pai e no seu novo livro.

O autor, que se define como «um gajo que escreve» e não como um «guru iluminado», começou por revelar a cronologia invertida da sua inspiração para o seu livro “O Hospital das Alfaces”, um bestseller com quase 120 mil exemplares vendidos.

Segundo o autor, a ideia do “Hospital da Alface” não nasceu da doença do filho. Já existia na sua cabeça dois ou três anos antes. «A história de haver um hospital que cuidava de alfaces já estava na minha cabeça», contou, recordando a forma como conquistou o primeiro emprego em publicidade quando, em vez de um currículo, enviou uma alface dentro de uma caixa gigante.

«Dois anos depois, aconteceu aquilo», disse, numa referência à doença de Benjamin e à analogia com o fígado que se regenera como uma alface que se quer salvar.

«Eu já tinha inventado a emortia (a doença que faz com que o pai não possa abraçar o filho, porque se o abraçar morre) antes de eu próprio não poder abraçar o meu pai.» A plateia silenciou. Ele prosseguiu, referindo que a imaginação chocou com a realidade: «De repente, o meu pai morre e eu não pude, de facto, abraçá-lo. Aquilo transformou-se de facto no que aconteceu.» Foi o momento em que o autor resumiu o paradoxo que o tem acompanhado: «Eu percebi que andava à procura do Everest e, afinal, ele estava ali à minha frente.» No corredor de um hospital. Na impossibilidade de um abraço. Na luta silenciosa para salvar um filho.

A comoção cresceu quando Pedro Chagas abordou a doença do filho Benjamin, uma doença rara, a deficiência de alfa-1 antitripsina, que o levou a precisar de um transplante de fígado. O autor e a mulher não eram compatíveis para serem dadores, o que tornou a aflição ainda maior. Ao longo de vários meses de internamento, foram as histórias e os peluches que ajudaram a enfrentar o medo. Como o próprio autor confessou, «escrever foi uma forma de organizar a dor, de tentar compreendê-la».

É neste universo que surge o último livro do autor: “Benjamim e os dias cheios de nada”. O livro esgotou a primeira edição ainda em fase de pré-venda, antes mesmo de estar disponível nas livrarias, o que é um feito raro na literatura portuguesa.

Numa altura em que o sofrimento poderia ter dominado, Pedro Chagas encontrou na solidariedade e na escrita uma forma de resgatar o sentido.

Um outro livro surgiu no panorama português como marco de solidariedade: “O Rei Tigão”.

No livro, os protagonistas da história são dois peluches: o Tigão e o Alfredo. Não se tratam de brinquedos comuns, mas sim de réplicas exatas dos que acompanharam o filho Benjamin durante as cinco cirurgias a que foi submetido. Eles estiveram sempre ao lado do filho, tendo mesmo ido «com ele para o bloco operatório».

“O Rei Tigão” conta a história de um tigre que precisa de um transplante e do seu amigo pinguim, abordando com humor e amizade os desafios enfrentados por crianças com doenças raras. Segundo o escritor, o Tigão tem uma cor invulgar: «Está um bocadinho amarelo. Os tigres costumam ser laranja. Este é amarelo porque é um dos sintomas da doença do meu filho – a pele amarela, os olhos amarelados.» O Alfredo, um pinguim de voz «ácida e nervosa», servia para dizer o que os pais não podiam dizer aos médicos. «O Alfredo era a nossa voz», resumiu.

As receitas da venda deste livro revertem a 100% para a unidade de hepatologia e transplantação hepática de Coimbra. Foram já doados mais de 11 mil euros em material para os pais que vivem no hospital. Entre os itens entregues estão carrinhos de bebé, sofás-cama, mesas de apoio, espreguiçadeiras, televisões, micro-ondas e camas dobráveis, destinados a dar conforto e dignidade às famílias que ali passam longos períodos. «Há uma mãe que mora lá há 14 meses. Aquilo é a casa dela. Ela tem de ter o mínimo de dignidade, conforto», afirmou o autor. «Este dinheiro não é meu. É de cada pessoa que comprou “O Rei Tigão”. Cem por cento dos direitos de autor foram para esta causa. Eu carreguei a história, vocês carregaram o gesto», referiu Pedro Chagas, sublinhando o caráter coletivo da ajuda.

Num dos momentos mais surpreendentes da conversa, Pedro Chagas desafiou a ideia de que a dor e a lágrima são mais respeitáveis do que o riso. «Nós respeitamos muito a lágrima e respeitamos pouco a alegria. Achamos que a alegria é rasa e superficial. Mas o que nos salvou naquele corredor do hospital foi a gargalhada.» E rematou: «Uma gargalhada profunda pode salvar-nos profundamente. Foi a alegria que nos salvou, ironicamente.»

Pedro Chagas garante que não se deixa deslumbrar pelo êxito e por isso recusou sempre qualquer pedestal. «Não me interessa de todo colocar num patamar de guru. Sou um anti-guru. Sei muito pouco. Não tenho nada para ensinar.» E contou que, quando o sucesso foi maior – com livros esgotados, digressões internacionais –, esse não foi «de todo o período mais feliz da minha vida». Citou Jim Carrey e o desejo de que toda a gente pudesse experimentar, pelo menos uma vez, tudo o que o dinheiro compra. «E aí as pessoas iam ver», disse, deixando a frase em suspenso.

O autor manifestou a sua vontade de estar próximo de quem o lê e reforçou que, quando o interpelam nas redes sociais, é sempre ele que responde: «Sou mesmo eu que respondo. Não é ninguém, não é nenhuma equipa. Porque eu faço questão de perceber quem é que me lê, que pessoa é esta, porque é que gostou, porque é que sentiu.»

No final da conversa, os presentes tiveram a oportunidade de questionar o escritor num ambiente de partilha genuína. As perguntas sucederam-se sem constrangimentos e Pedro Chagas respondeu a cada uma com a mesma frontalidade e humildade que marcaram toda a noite.

Ponte da Barca viu, assim, um escritor a fazer um ritual de comunhão com os leitores, mas também um homem que escreve porque precisa, que antecipou a vida sem saber, e que transformou a dor dos corredores hospitalares num livro esgotado antes de nascer.

PJ investiga acessos indevidos a registos de crianças no SNS após compromisso de credenciais

A Polícia Judiciária abriu um inquérito ao caso do acesso indevido a registos de utentes do Serviço Nacional de Saúde, entre os quais crianças, na sequência de suspeitas de utilização por terceiros das credenciais de um médico da Unidade Local de Saúde do Alto Minho. Em comunicado, a ULS do Alto Minho esclareceu que, tendo ouvido o médico, tudo indica que as suas credenciais foram comprometidas, não tendo os acessos sido realizados pelo profissional. “O compromisso das credenciais do médico terá resultado no acesso indevido a registos administrativos, não clínicos, de diversos utentes, entre os quais crianças”, lê-se no documento, que acrescenta que a instituição já informou as entidades competentes para a apreciação de possíveis atos ilícitos.

O caso surgiu após denúncias e relatos de utentes nas redes sociais sobre notificações de acesso aos seus processos através do SNS 24, o que levou à apresentação de queixas junto de várias entidades de saúde. Um pai de uma criança de quatro anos contou que soube do acesso ao registo do filho através de mensagens trocadas num grupo de pais no WhatsApp e referiu que “os acessos são às centenas na zona norte e centro do país”. Segundo relatos de vários pais de um colégio da região Norte, os acessos aos processos ocorreram durante a madrugada e o início da manhã de hoje e, pelo menos num caso, abrangeram os registos do agregado familiar.

O bastonário da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes, afirmou que recebeu dezenas de queixas relativas a uma alegada consulta indevida de processos clínicos de crianças por parte de um médico da ULS do Alto Minho, num caso que aponta para uma possível falha de cibersegurança no SNS. A Ordem enviou ofícios ao Ministério Público, aos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde e à ULS do Alto Minho e está a acompanhar a situação. “Parece que estamos perante uma situação de cibersegurança, de falha em termos de segurança informática”, declarou o bastonário, ressalvando que essa suspeita ainda tem de ser apurada pelas entidades competentes.

Os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) afirmaram que não comentam casos concretos relacionados com matérias de segurança ou cibersegurança, mas asseguraram que todas as comunicações sobre estes possíveis incidentes são analisadas e que estão “em permanente articulação com as autoridades competentes”.

 

 

Estudo do INE revela que um terço do país está em risco elevado de incêndio

Perto de um terço (30,6%) do território continental de Portugal está classificado como área de alto e muito alto risco de incêndio rural, indicou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

A informação faz parte da “caracterização das áreas de perigosidade de incêndio rural”, divulgada hoje pelo INE e que foi realizada com base na Carta de perigosidade estrutural de incêndio rural 2020-2030, publicada pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas.

Mais precisamente, 25,4% do território tem um risco muito baixo de incêndio rural, em 19,7% o risco é baixo e em 16,5% é médio, sendo alto em 16,4% do território e muito alto em 14,2%.

O risco alto e muito alto de incêndio é maior nas regiões Centro e Norte do país, representando mais de metade do seu território (50,5% e 50,2%, respetivamente), e no Algarve (30,7%).

“Em contraste, no Alentejo, na Península de Setúbal e no Oeste e Vale do Tejo predominavam as áreas classificadas com muito baixa perigosidade correspondendo a 54,8%, 46,4% e 34,7% da superfície regional, respetivamente”.

O estudo do INE refere ainda que “na Grande Lisboa, na Península de Setúbal e na Área Metropolitana do Porto, a superfície não classificada em termos de perigosidade era predominante em mais de metade dos municípios, refletindo o elevado grau de urbanização e artificialização do território nestas sub-regiões”.

Além disso, 47,5% da superfície de áreas protegidas encontram-se em zonas de risco alto e muito alto de incêndio rural.

No território continental onde o risco é alto e muito alto residem “51.115 pessoas, correspondendo a 0,5% da população” e regista-se “um maior índice de envelhecimento quando comparado com o total do Continente: respetivamente, 210,0 e 184,6 pessoas com 65 ou mais anos por cada 100 jovens (até aos 14 anos)”.

O INE assinala ainda que cerca de 69,3% da população isolada (97.085 pessoas) residia em áreas de elevada perigosidade e mais de um terço do total (38,6%) nas de risco muito alto.

A nível regional, a proporção de população isolada em áreas com alto ou muito alto risco de incêndio rural “era mais expressiva no Alentejo e no Algarve”.

Nas zonas com maior risco de incêndio rural (alto e muito alto) situam-se 1,3% dos edifícios e 0,8% dos alojamentos familiares, principalmente primeiras habitações.

Em relação ao socorro, a caracterização indica que as corporações de bombeiros estão espalhadas pelo país, “apesar da maior concentração na Grande Lisboa e na Área Metropolitana do Porto”, enquanto os estabelecimentos hospitalares estão mais concentrados no litoral, sobretudo “nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, acompanhando o padrão da distribuição da população”.

“Apenas 7 dos 438 (1,6%) corpos de bombeiros e 5 dos 224 (2,3%) estabelecimentos hospitalares do Continente se localizam em áreas classificadas com perigosidade de incêndio rural, sendo residual a presença destes equipamentos em classes de alta e muito alta perigosidade”, precisa.

 

 

Três dias de gastronomia, música e tradição em Paredes de Coura a partir de hoje

Arranca esta sexta-feira, dia 22 de maio, o festival gastronómico de Paredes de Coura, que se prolonga até domingo, dia 24, no Largo Hintze Ribeiro. O evento abre portas às 19h00, com animação programada para os três dias.

Nesta primeira noite, o destaque vai para o concerto de Cláudia Martins e os Minhotos Marotos, agendado para as 22h30, seguido da atuação do DJ Markz à meia-noite e meia.

No sábado, dia 23, o programa arranca cedo, às 08h00, com um concurso de pesca. A entrega de prémios da competição está marcada para as 15h00, seguida de um showcooking com o chef Hélio Loureiro às 16h00. O encerramento do segundo dia fica a cargo dos Karetus (23h00) e do DJ Siman Beatz (00h30).

No domingo, dia 24, a vertente religiosa e etnográfica marca o dia com a Procissão do Espírito Santo às 15h00, seguida da atuação do Rancho Folclórico de Rubiães (Paredes de Coura) e do Rancho Folclórico das Lavradeiras de São Pedro de Merufe (Monção) às 16h00.

O festival gastronómico de Paredes de Coura convida assim residentes e visitantes a desfrutar de três dias de sabores, música e tradição no Largo Hintze Ribeiro.

 

 

Três freguesias caminham contra o cancro no próximo domingo

Ázere, Couto e Prozelo voltam a unir esforços na segunda edição da caminhada solidária, com fundos a reverter para a Liga Portuguesa Contra o Cancro.

É já no próximo domingo, dia 24 de maio, que as freguesias de Ázere, Couto e Prozelo dão vida à segunda edição da Caminhada Solidária, uma iniciativa conjunta das respetivas Juntas de Freguesia em prol da Liga Portuguesa Contra o Cancro.

Com o lema “Move-te connosco pela vida, contra o Cancro”, a concentração está marcada para as 9h30, no Parque de Lazer do Rio Vez, na freguesia de Prozelo. Antes do arranque do percurso, os participantes poderão participar numa sessão de aquecimento orientada pela Associação Arte Dança de Arcos de Valdevez.

O percurso terá início e fim no mesmo local, passando pelas freguesias de Ázere e Couto, num trajeto que convida à partilha, à prática desportiva e, acima de tudo, à solidariedade.

A participação tem um custo simbólico de 6 euros por pessoa. Este valor inclui uma t-shirt alusiva ao evento, uma mochila e um reforço alimentar para o trajeto. Toda a receita obtida reverterá na totalidade para a Liga Portuguesa Contra o Cancro, apoiando a sua missão de prevenção, apoio a doentes e financiamento de investigação.

As inscrições encontram-se abertas e podem ser realizadas presencialmente nas sedes das Juntas de Freguesia de Ázere, Couto e Prozelo, ou através dos seguintes contactos telefónicos: 963 329 592 (Ázere), 934 612 512 (Couto) e 968 976 696 (Prozelo).

“Todos contamos para fazer a diferença. Juntos contra o Cancro!”, recordam os organizadores, que esperam repetir o sucesso da edição anterior e contar com a participação de toda a comunidade, num gesto simples mas significativo de união e cidadania.

A não perder, no próximo domingo, pelas margens do Rio Vez.

 

Paredes de Coura investe 400 mil euros em albergue e segurança no Caminho de Santiago

A Câmara de Paredes de Coura anunciou um investimento de 400 mil euros para requalificar o albergue municipal de S. Pedro de Rubiães e reforçar a segurança dos peregrinos do Caminho Português de Santiago.

O albergue, que completa 20 anos, vai beneficiar de melhoria do isolamento térmico, renovação dos sistemas de aquecimento e climatização, instalação de painéis fotovoltaicos e renovação integral dos balneários. “Será incorporado um sistema mecânico de renovação de ar”, adianta a autarquia.

Quanto à segurança no traçado, as intervenções incidem nos cruzamentos com estradas nacionais e nas zonas de maior tráfego. “A estratégia é criar condições para que o peregrino tenha espaço, tempo e visibilidade antes de atravessar”, explica o município, que prevê sinalética vertical e delimitadores flexíveis para separar peões e veículos. Sempre que possível, o percurso será desviado para caminhos interiores a reabilitar.

Em parceria com Ponte de Lima e Valença, será ainda desenvolvido um sistema para localizar peregrinos em zonas com rede móvel deficitária ou inexistente.

Prisão preventiva para suspeito de roubos em lojas e residências no Alto Minho

A GNR deteve um homem de 61 anos por furtos em estabelecimentos comerciais, em vários concelhos do distrito de Viana do Castelo, culminando investigação que decorria há cerca de seis meses, revelou hoje aquela força policial.

Segundo o Comando Territorial da GNR de Viana do Castelo, a operação foi executada pelo Núcleo de Investigação Criminal (NIC) de Arcos de Valdevez, relacionada com um furto em estabelecimento comercial, praticado através de arrombamento.

Os militares da GNR “desenvolveram várias diligências de investigação que permitiram recolher elementos de prova contra o suspeito, bem como recuperar diversos bens furtados em estabelecimentos comerciais e residências, nos concelhos de Arcos de Valdevez, Ponte de Lima e Ponte da Barca”.

Na sequência da investigação, foi dado cumprimento a três mandados de busca, dois domiciliários e um em veículo, resultando na recuperação e apreensão vários produtos alimentares, ferramentas, embalagens de detergente e produtos de uso doméstico e quatro telemóveis.

O detido, com antecedentes criminais pela prática de ilícitos da mesma natureza, foi presente no Tribunal Judicial de Arcos de Valdevez, tendo-lhe sido aplicada a medida de coação de prisão preventiva.

 

Pedro Chagas Freitas marca hoje presença na Feira do Livro

Pedro Chagas Freitas é a grande atração da 32.ª edição da Feira do Livro de Ponte da Barca, instalada na Praça da República. O autor participa hoje numa conversa com o público e sessão de autógrafos a partir das 21h30, fechando o terceiro dia do certame. Durante esta sexta-feira, a programação inclui ainda a apresentação do livro “Onde Vivem os Sonhos?”, de Sandra Lima, às 10h30, e a obra “Um Mundo Paralelo”, de Elisabete Pereira, às 15h00.

Amanhã sábado, dia 23, a feira reserva uma manhã infantil com a apresentação de “O Pintainho Valentão”, de Vanda Pinto, às 11h00. Às 15h00, Miguel Miranda dá a conhecer “Esquecimento Global”, seguindo-se, às 18h00, “Romance de Dom Dinis”, de Natália Constâncio. O dia termina com teatro: o grupo Teatro d’Água sobe à palco às 21h30 para representar “Bodas de Sangue”, de Gabriel García Lorca.

No domingo, dia 24, último dia da feira, a manhã começa com a sessão “Aqui Há Histórias!” às 10h30, seguida da iniciativa “Bookcrossing” às 11h00, que visa dar nova vida aos livros e aproximar leitores. O certame encerra oficialmente às 18h00.

Pela Feira do Livro de Ponte da Barca já passaram, desde a abertura na quarta-feira, dia 20, o autor Júlio Pereira com o livro “Faz de Conta” e a Academia de Música. Na quinta-feira, dia 21, o palco recebeu um espetáculo de variedades dos alunos do Agrupamento de Escolas, a apresentação do trabalho “As Marcas de Pedreiro no Castelo de Lindoso” pela Epralima, a entrega dos prémios do concurso de leitura, uma oficina de marcadores de livros, a “rave de leitura” (momento de desconexão digital) e um sarau de poesia. O certame, que tem como lema “Aqui lê-se o mundo!”, mantém entrada livre e horário alargado na Praça da República, convidando residentes e visitantes a celebrar a leitura até domingo.

 

 

Incêndio habitacional mobiliza meios em Guilhadeses e Santar

Um incêndio habitacional foi registado esta manhã, dia 22 de Maio de 2026, pelas 10h41, na localidade de Cadorcas, freguesia de Guilhadeses e Santar, concelho de Arcos de Valdevez.

Segundo as informações disponíveis, trata-se de uma habitação de dois andares, não habitada, tendo as chamas afetado apenas o primeiro piso. 

Os Bombeiros Voluntários de Arcos de Valdevez encontram-se no local a combater as chamas. A ocorrência mobilizou 13 operacionais, apoiados por três viaturas, não havendo registo de qualquer vítima até ao momento.

A GNR está no local a tomar conta da ocorrência, tendo deslocado uma viatura e dois militares ao local.

  • ATUALIZAÇÃO:
  • 12,45 horas. A ocorrência encontra-se em fase de rescaldo, com as equipas ainda no local a proceder aos trabalhos de consolidação e vigilância.
  • 13,47 horas. O incêndio foi dado como extinto.

Semana da Biodiversidade arranca amanhã em Valença

O Município de Valença promove a partir de amanhã, dia 23 de maio, e até ao próximo dia 29, a Semana da Biodiversidade. A iniciativa integra o Programa Municipal de Educação Ambiental e inclui um conjunto de atividades dirigidas ao público em geral e à comunidade escolar, centradas em temas como os polinizadores, a Rede Natura 2000, a pesca tradicional, os peixes migratórios e os ecossistemas associados ao Rio Minho.

A programação arranca amanhã, sábado, com uma atividade dedicada ao Dia Mundial das Abelhas, na Cerca da Quinta do Mosteiro de Sanfins. A ação inclui uma apresentação sobre a diversidade e importância dos insetos polinizadores, uma saída de campo para observação e identificação de espécies, bem como a construção de hotéis de insetos, incentivando práticas de preservação da biodiversidade.

No dia 25 de maio, o Centro de Promoção do Rio Minho acolhe atividades educativas destinadas a alunos do ensino primário das freguesias de Cristelo Covo/Arão e São Pedro da Torre, no âmbito das comemorações do Dia Mundial da Migração dos Peixes e do Dia Nacional do Pescador. O programa contempla caminhadas interpretativas junto ao rio, momentos de partilha com pescadores locais e ações pedagógicas sobre os peixes migratórios do Rio Minho.

A Semana da Biodiversidade encerra no dia 29 de maio com uma sessão dedicada à Rede Natura 2000 e à biodiversidade do território, no Centro de Promoção do Rio Minho. A iniciativa contará com uma palestra de Sandra Sarmento, do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), seguida de uma mesa‑redonda com representantes dos setores da agricultura, floresta, urbanismo e pesca. O programa inclui ainda uma visita guiada à Veiga da Mira, com demonstrações de técnicas de amostragem e atividades de ciência cidadã. Com esta iniciativa, o Município de Valença reforça o compromisso com a sustentabilidade, a educação ambiental e a valorização dos recursos naturais do concelho.

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