Módulo de Acessibilidade

Vestiram azul para lembrar que a proteção das crianças é um dever de todos

A vila de Arcos de Valdevez associou-se durante o mês de abril à campanha nacional do Laço Azul, uma iniciativa que a cada ano procura despertar consciências para a prevenção dos maus-tratos na infância. A mobilização local, articulada entre a autarquia e a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens, resultou num conjunto de ações que marcaram a paisagem urbana e escolar do concelho.

O arranque simbólico aconteceu no primeiro dia do mês, com a fixação de um laço azul de grandes dimensões na fachada dos Paços do Concelho. Em simultâneo, a Praça Municipal encheu-se de participantes que, com os seus corpos, desenharam um laço humano, numa coreografia de envolvimento cívico que uniu a comunidade educativa e a população local. A mensagem era clara: a defesa dos direitos das crianças é uma responsabilidade coletiva.

A campanha prolongou-se com a distribuição de laços azuis pela população e com a sua colocação em locais estratégicos. Os alunos das escolas do concelho assumiram um papel ativo, pendurando os símbolos nos portões dos estabelecimentos de ensino, transformando as entradas em murais de sensibilização. Uma das iniciativas que maior impacto gerou foi a denominada Operação Azul, uma ação de fiscalização simbólica realizada em parceria com o destacamento territorial da GNR. Nesta atividade, foram as próprias crianças e jovens a calçar o papel de agentes da autoridade, abordando condutores para entregar pins e folhetos informativos, ao mesmo tempo que explicavam o propósito da campanha e a urgência de uma sociedade mais atenta.

No centro de toda esta dinâmica esteve o propósito de promover uma parentalidade positiva e fortalecer os vínculos familiares, sublinhando que a construção de ambientes seguros e afetivos não depende apenas das instituições, mas de cada cidadão. A forte adesão registada em Arcos de Valdevez demonstrou que a comunidade está desperta para a necessidade de identificar e prevenir situações de risco, recusando a indiferença como resposta ao sofrimento infantil

Memória de Catarina Eufémia marca arranque das comemorações do 25 de Abril

Catarina Eufémia foi recordada em Valença 72 anos depois de ter sido assassinada, em Baleizão. A cerimónia foi promovida pelo Município de Valença e assinalou o arranque das comemorações do 52.º aniversário do 25 de Abril.

A homenagem à figura maior da resistência ao Estado Novo assassinada a 19 de maio de 1954 foi feita na pessoa do seu filho, o valenciano José Baleizão do Carmo, num evento carregado de simbolismo e memória coletiva.

O Município de Valença deu início às comemorações do 52.º aniversário do 25 de Abril com uma cerimónia de homenagem a Catarina Eufémia, que decorreu no Agrupamento de Escolas Muralhas do Minho.

José Baleizão do Carmo, empresário da restauração radicado em Cerdal há 47 anos, esteve presente ao lado do seu irmão. Ambos receberam, das mãos do presidente da Câmara Municipal, José Manuel Carpinteira, um quadro evocativo que traduz o reconhecimento público do concelho e perpetua uma história de coragem e resistência.

A obra retrata Catarina Eufémia com o filho de oito meses ao colo, precisamente no dia em que foi assassinada há 72 anos. No quadro, o autarca deixou uma mensagem: “À memória de Catarina Eufémia, símbolo maior da dignidade e da luta pela liberdade. Em Abril, evocamos a sua coragem e o legado que ajudou a construir, porque foi da resistência que nasceu a liberdade.”

A sessão foi conduzida por Rogério Charraz através do concerto-palestra “Anónimos de Abril”, que deu voz às histórias de mulheres ligadas à luta pela liberdade, entre as quais Catarina Eufémia se destaca como símbolo maior da dignidade e da luta por direitos.

O programa comemorativo prossegue no dia 24 de abril, pelas 21h30, com um concerto do grupo Luar do Minho no auditório da Escola Superior de Ciências Empresariais de Valença. No dia 25 de abril, as cerimónias evocativas, subordinadas ao tema “25 de Abril e 50 Anos de Poder Local Democrático”, têm início às 9h30 nos Paços do Concelho, sendo um dos momentos mais marcantes a homenagem aos presidentes da Câmara Municipal de Valença desde 1976, assinalando meio século de poder local democrático.

Durante a tarde do mesmo dia, a programação cultural continua no Centro Cultural de Verdoejo, com um momento musical pelo Coral Polifónico da Associação Cultural de Verdoejo às 16h30, seguido do filme-concerto “Filmou o 25 de Abril?”, pelo Space Ensemble.

Livro recorda proibições absurdas e repressivas durante o “Estado novo”

As proibições do tempo do Estado Novo foram recordadas no arranque das comemorações do 52.º aniversário do 25 de Abril em Valença. A cerimónia, que decorreu no Agrupamento de Escolas Muralhas do Minho e incluiu uma homenagem a Catarina Eufémia, serviu de ponto de partida para uma reflexão sobre as restrições que marcaram o quotidiano dos portugueses antes da Revolução dos Cravos.

O livro “Antes do 25 de Abril era proibido”, da autoria do jornalista e escritor António Costa Santos, reúne um número significativo de proibições que surpreendem os jovens de hoje, nascidos já em tempos de liberdade. Editada em março de 2024 pela Guerra e Paz, a obra compila mais de uma centena de restrições oficiais que vigoraram durante o Estado Novo e que hoje parecem saídas de um universo distópico.

José Manuel Carpinteira, presidente da Câmara Municipal de Valença, falou durante a sessão precisamente sobre este livro. Carpinteira, que lidera o município pelo Partido Socialista e foi deputado à Assembleia da República, sublinhou que obras como esta são essenciais para que o passado não caia no esquecimento.

António Costa Santos, que iniciou a carreira jornalística em 1976 no jornal O Diário e foi redator, editor e colunista do Expresso entre 1989 e 2000, documenta na obra proibições que vão do absurdo ao opressivo: era preciso ter uma licença anual do Estado para usar um isqueiro; as mulheres casadas não podiam obter passaporte sem autorização escrita do marido; as enfermeiras estavam proibidas de casar sob pena de perderem o emprego; e os namorados que ousassem beijar-se na boca em público eram multados e rapados na esquadra da GNR.

A escala de multas para afetos em jardins públicos, descrita no livro, é particularmente reveladora: dar as mãos custava dois escudos e cinquenta centavos, enquanto o grau máximo das infrações implicava uma multa de cento e cinquenta escudos, prisão e registo fotográfico. A censura estendia-se ao vestuário, com as saias das raparigas medidas à entrada das escolas para que os joelhos não ficassem à vista, e à alimentação, com a venda de Coca-Cola proibida sob o pretexto de que ameaçava a produção de vinho nacional.

Com 208 páginas e ilustrado com fotografias de época, “Antes do 25 de Abril era proibido” tem sido amplamente recomendado como uma leitura essencial para as novas gerações, sobretudo no mês em que se assinala a Revolução dos Cravos. A obra não se limita a enumerar absurdos burocráticos: recorda que as liberdades conquistadas em Abril são frágeis e exigem memória ativa para que os erros do passado não se repitam.

A cerimónia em Valença ficou ainda marcada por uma homenagem a Catarina Eufémia, figura emblemática da resistência ao Estado Novo assassinada a tiro a 19 de maio de 1954, evocada na pessoa do seu filho, o valenciano José Baleizão do Carmo. Este recebeu das mãos de José Manuel Carpinteira um quadro evocativo que retrata a mãe com o filho de oito meses ao colo no dia do crime. A sessão foi conduzida por Rogério Charraz através do concerto-palestra “Anónimos de Abril”, que deu voz a mulheres ligadas à luta pela liberdade, e integra um programa mais vasto que prossegue no dia 24 de abril com um concerto do grupo Luar do Minho e no dia 25 com uma homenagem aos presidentes da Câmara de Valença desde 1976, assinalando meio século de poder local democrático.

Rota Equestre promete unir tradição e natureza entre Portugal e Espanha

No próximo dia 30 de maio de 2026, realiza se a Rota Equestre Transfronteiriça Lindoso Lóbios, um percurso a cavalo que liga as aldeias de Lindoso, em Portugal) e Lóbios, em Espanha, atravessando o coração do Parque Transfronteiriço Gerês Xurés.

O evento, que tem como lema “Tradição, natureza e aventura sem fronteiras”, convida cavaleiros e amantes da natureza a viver uma experiência única de travessia entre dois países.

Segundo a organização, a cargo da Nature Horse -Turismo Equestre, com base em Arcos de Valdevez, o percurso decorre por “trilhos selvagens, montanhas imponentes e paisagens de cortar a respiração”, proporcionando um contacto autêntico com a paisagem e a cultura raiana.

“Esta não é apenas uma rota. É uma experiência única que liga dois países, duas culturas e uma paixão comum: o cavalo e a natureza em estado puro”, pode ler se na divulgação oficial.

O evento introduz ainda uma vertente mais contemporânea, com a presença de DJ’s nas noites de sexta feira e sábado, integrando a componente “Mundo Rural” como uma das novidades. As vagas são limitadas e os interessados podem obter mais informações junto da organização.

A Rota Equestre Transfronteiriça Lindoso Lóbios surge, assim, como uma promessa de valorização do património natural e cultural da raia, unindo dois países numa experiência imersiva a cavalo.

Passeio BTT à descoberta da Ribeira Lima

No próximo dia 25 de Abril, os BATOTAS organizam mais uma edição da Rota dos Solares da Ribeira Lima, um passeio BTT guiado exclusivamente por GPS e em total autonomia.

Ao longo da margem do Rio Lima, os participantes irão percorrer trilhos envoltos em paisagens únicas do concelho de Ponte de Lima. Trata-se de uma experiência que combina desporto, natureza e tradição vinícola, proporcionando um contacto próximo com a identidade e o património da região.

Muito mais do que um simples passeio de BTT, esta rota percorre trilhos emblemáticos de Ponte de Lima, atravessando vinhas, quintas históricas e caminhos rurais que revelam a riqueza natural e cultural da região.

O evento está marcado para o dia 25 de Abril de 2026, em Ponte de Lima, e insere-se na categoria de passeio BTT GPS, com um número limitado de participantes. Serão disponibilizadas duas distâncias: 40 e 60 quilómetros para quem deseja desafiar os seus limites numa paisagem ímpar.

 

Cresce a contestação contra a participação de Israel no concurso da Eurovisão

A menos de um mês do arranque do Festival da Eurovisão, cresce a contestação em torno da participação de Israel no certame. Mais de mil nomes do mundo da música e da cultura subscreveram uma carta pública, promovida pela plataforma “No Music For Genocide”, onde exigem o afastamento do país do concurso e apelam ao boicote por parte do público e de outros artistas.

Entre os signatários contam-se figuras internacionais como Brian Eno, Roger Waters, Massive Attack, Sigur Rós, Idles, Primal Scream ou os antigos vencedores Emmelie de Forest (Dinamarca, 2013) e Charlie McGettigan (Irlanda, 1994). De Portugal, assinam o documento nomes como Jorge Palma, Fado Bicha, Linda Martini, Selma Uamusse, Ana Bacalhau, Ana Deus, Ana Lua Caiano, Stereossauro, The Legendary Tigerman, Xullaji, bem como antigos representantes portugueses na Eurovisão Carlos Mendes, Cláudia Pascoal e Iolanda, entre outros.

“Não aceitamos que a Eurovisão sirva de vitrina para branquear o cerco, a ocupação e a violência genocida de Israel contra os palestinianos”, afirma o texto, que sublinha a contradição entre a exclusão da Rússia desde 2022 devido à invasão da Ucrânia e a manutenção de Israel, apesar dos mais de 30 meses de conflito em Gaza. Os autores recordam ainda que o presidente israelita, Isaac Herzog, terá exercido pressão diplomática junto de várias emissoras europeias para garantir a presença do seu país no evento.

A carta saúda as decisões de algumas estações de televisão, como as de Espanha, Irlanda, Islândia, Eslovénia e Países Baixos, de se retirarem ou de reverem a sua participação, bem como o posicionamento de vários finalistas de festivais nacionais que recusaram um lugar no palco eurovisivo. “Como pode qualquer artista ou fã, em consciência, atuar ou assistir ao concurso quando se anunciam planos para transformar Gaza num campo de concentração vigiado?”, questionam os subscritores, referindo-se a informações sobre projetos dos EUA e Israel para a região.

A edição deste ano da Eurovisão está marcada para Viena, na Áustria, com semifinais a 12 e 14 de maio e final a 16 de maio. Portugal é representado pelos Bandidos do Cante, com o tema “Rosa”, que atuarão na primeira semifinal – a mesma onde Israel apresenta “Michelle”, interpretada por Noam Bettan. Apesar do apelo ao boicote, a dupla portuguesa já afirmou que marcará presença no certame, “com responsabilidade, respeito e dignidade”.

 

Jovem detido por suspeita de tentativa de roubo de telemóvel

Um jovem de 17 anos, estudante e residente em Viana do Castelo, foi detido estar terçafeira, no largo 9 de Abril, naquela cidade, por suspeita de tentativa de roubo de um telemóvel. Polícias da Esquadra de Viana do Castelo deslocaram-se ao local após receberem informação de que a tentativa de roubo ocorrera momentos antes nas imediações do largo da Estação de Caminho de Ferro.

No local, uma mulher de 24 anos, também residente em Viana do Castelo, relatou às autoridades que, enquanto caminhava no largo, o suspeito, acompanhado por outro indivíduo, tentou apoderar-se do seu telemóvel. A vítima não conseguiu ser roubada devido à sua rápida reação: gritou e opôs-se fisicamente à subtração do aparelho.

Durante as diligências policiais, verificou-se que o estudante de 17 anos já se encontrava retido por populares, que procederam à interceção do suspeito e à sua posterior entrega às autoridades sob detenção. Juntamente com o detido foram ainda intercetados dois jovens de 15 e 16 anos, igualmente residentes em Viana do Castelo.

Os dois menores foram entregues aos seus tutores, tendo sido realizada uma participação por factos ilícitos remetida ao Tribunal de Família e Menores de Viana do Castelo. O detido de 17 anos foi presente às Autoridades Judiciárias para aplicação da respetiva medida de coação, aguardando-se agora os termos do processo tutelar educativo.

Feira do Livro de Valença arranca com casa cheia no Jardim Municipal

O Jardim Municipal de Valença encheu completamente nesta terça-feira, 21 de abril, para a cerimónia de abertura da Feira do Livro, que este ano adopta o lema “Palavras que Florescem”. O evento prolonga-se até sábado e promete seis dias de animação cultural em torno da leitura e do conhecimento.

Na sessão inaugural, o presidente da Câmara Municipal, José Manuel Carpinteira, sublinhou o papel central do livro na vida da cidade: “Esta feira abre novos horizontes e afirma o livro como pilar essencial da cultura do nosso concelho, um espaço vivo onde o conhecimento, a imaginação e a cidadania se encontram e projectam no futuro”. Estiveram ainda presentes os vereadores do executivo e outras entidades locais.

O momento que recebeu fortes aplausos foi protagonizado por João Paulo Sousa, que apresentou o espetáculo pedagógico “Isso é Psicológico”. A assistência, maioritariamente composta por jovens, reagiu com entusiasmo à abordagem dinâmica e envolvente da performance.

A programação do primeiro dia reserva ainda dois outros destaques: às 14h00, o Clube de Leitura “Chá com Palavras” dinamiza a sessão “Palavras com Memória – Histórias que nos Ligam”, especialmente direcionada ao público sénior, promovendo a partilha de vivências através da leitura; e, às 18h00, a escritora Mafalda Santos participa no ciclo “Horizontes da Escrita”, onde dará a conhecer a sua obra e o seu percurso literário, seguindo-se uma sessão de autógrafos.

Até ao dia 26 de abril, entre as 10h00 e as 20h00, o Jardim Municipal funciona como ponto de encontro para leitores de todas as idades, com uma programação variada que conjuga propostas educativas, culturais e de lazer.

A organização realça que a feira se consolida como “um espaço aberto à comunidade” e um lugar de diálogo entre gerações, onde o livro assume um papel central na promoção da cultura e do conhecimento

Farmacêutica de Ponte de Lima recebe prémio nacional por trabalho comunitário

A farmacêutica Manuela Pimenta, natural de Ponte de Lima, foi distinguida com o Prémio Intervenção na Comunidade 2026, atribuído pela Secção Regional do Centro da Ordem dos Farmacêuticos (OFCentro), numa cerimónia realizada no passado dia 18 de abril na antiga igreja do Convento São Francisco, em Coimbra.

O reconhecimento, anunciado publicamente hoje, visa destacar o seu trabalho de proximidade e promoção da saúde junto da população, desenvolvido através da Associação Hemato Pa Bô.

O evento, que assinalou a primeira gala promovida por aquela entidade regional, contou com a presença de cerca de 400 convidados, entre farmacêuticos e representantes institucionais, tendo a apresentação estado a cargo de Catarina Furtado e o momento musical a cargo de António Zambujo.

No momento em que recebeu o prémio, Manuela Pimenta confessou a felicidade de estar ali: “isto é melhor do que receber um globo de ouro.” De seguida, não se coibiu de confessar publicamente que é fã de Catarina Furtado, sobretudo no seu papel enquanto embaixadora da fertilidade, uma causa que lhe toca profundamente.

Foi então que, num gesto espontâneo de admiração e carinho, apresentadora e homenageada se abraçaram. No calor desse abraço, em uníssono, declararam: “Vamos fazer coisas juntas!”, uma promessa de cumplicidade solidária que, tudo indica, irá certamente gerar novos desafios solidários no futuro.

Executivo de Arcozelo cede secretária e presidência da Assembleia à oposição

Após seis meses de bloqueio institucional na Freguesia de Arcozelo, em Ponte de Lima, foi alcançado um acordo político que viabilizou a constituição dos órgãos autárquicos. O entendimento, formalizado na passada sexta feira, 17 de abril, pelas 21h30, contou com o consenso de todas as forças políticas envolvidas: a lista vencedora das últimas eleições, o PSD, o Movimento Independente Ponte de Lima Minha Terra e a CDU. O documento, que soma 13 páginas, pôs fim a meio ano de gestão corrente que paralisou decisões e limitou a capacidade de resposta da freguesia.

Com a equipa constituída, a lista mais votada, “Arcozelo no Rumo Certo”, liderada por Acácio Fernandes, viu o seu candidato ser empossado como presidente da Junta. O acordo previu que a equipa de Acácio Fernandes cedesse um lugar à oposição no executivo e outro na Assembleia de Freguesia, cumprindo a lei da paridade e abrindo espaço à participação das forças opositoras. Para os restantes cargos do Executivo, a escolha recaiu em Paulo Martins, reconduzido como tesoureiro, e Sílvia Pereira, que assume a secretária. Sílvia Pereira era a número dois na lista do Ponte de Lima Minha Terra, tendo sido aprovada como nova vogal indicada pela oposição.

No órgão deliberativo, os eleitos escolheram Ricardo Malheiro para presidente da Assembleia. Ricardo Malheiro encabeçara a equipa do PPD/PSD. A mesa será secretariada por António Fiúza, da lista independente Ponte de Lima Minha Terra, e por Conceição Fiúza, proposta pelo vencedor do ato eleitoral de 2025, Acácio Fernandes.

O presidente da Junta acredita que o impasse está finalmente ultrapassado, sublinhando que o consenso alcançado resulta de uma atitude responsável e construtiva por parte de todas as forças políticas, que colocaram o interesse público acima de qualquer divergência.

O PSD, em nota divulgada, saudou o desbloqueio e afirmou que a solução representa um passo importante para devolver a normalidade institucional à freguesia, reafirmando o compromisso com uma governação baseada no diálogo, na responsabilidade e no respeito pelas instituições democráticas.

De recordar que o presidente da Junta de Freguesia, Acácio Fernandes, justificou a demora na assinatura com a necessidade de articular o conteúdo com o departamento jurídico da Junta e com o presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima, para verificar a viabilidade das várias execuções previstas. Segundo o autarca, foi necessário analisar propostas, verificar o cabimento das despesas, consultar o conselho jurídico e avaliar a viabilidade de várias obras, tendo o acordo sido ainda melhorado nos últimos dias.

Os governantes de Arcozelo já têm agendado um novo encontro para a elaboração do Plano e Orçamento. Nessa sessão, as propostas integrantes do acordo serão listadas com os respetivos valores previstos. Entre as medidas anunciadas estão o melhoramento de acessibilidades, a construção de uma casa mortuária, a promoção do troço do Caminho Português a Santiago de Compostela, além de investimentos na cultura, desporto e educação, com algumas novidades previstas para o bem estar da população

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