Apresentação do evento decorreu hoje, às 11h, na Praça da República, em frente à Câmara Municipal de Valença

A terceira edição do evento “Vinhos do Atlântico, Festa da Ribeira Minho” foi apresentada hoje, 23 de maio, pelas 11 horas, na Praça da República, em frente à Câmara Municipal de Valença. A iniciativa realiza-se nos dias 5 e 6 de junho, no Jardim Municipal e na Fortaleza de Valença, com provas, gastronomia e música. O evento, que tem crescido e se consolidado, pretende promover o território, a cultura, a gastronomia e, sobretudo, a produção vinícola da região, numa lógica de cooperação transfronteiriça com a Galiza.
Na apresentação do evento, Andreia Amorim, responsável pela organização, destacou o papel histórico de Valença como ponto de agregação e capital das relações comerciais entre o Minho e a Galiza. “Valença é uma cidade que apela à reunião, é um ponto de agregação”, afirmou, lembrando que, “desde a primeira edição do Vinhos do Atlântico, há três anos, Valença convidou todos os parceiros das diferentes sub-regiões dos Vinhos Verdes a unirem-se a esta festa”.
Andreia Amorim sublinhou ainda o crescimento da mostra, que este ano conta com participantes das sub-regiões de Monção e Melgaço, Lima e Basto. “A intenção é termos uma Mostra Vínica cada vez mais representativa, porque aquilo que nós queremos comunicar é a imagem desta força e desta diversidade”, explicou. E acrescentou: “Valença foi pioneira nesta abordagem de trazer os vinhos da Galiza para uma Mostra Vínica conjunta. Só um concelho com esta vocação histórica de relações transfronteiriças poderia desempenhar este papel.”
Por sua vez, José Carpinteira, presidente da Câmara Municipal de Valença, reforçou a aposta da autarquia na promoção do território e no desenvolvimento agrário. “O que o município pretende é promover o território, a cultura e também o nosso desenvolvimento agrário através do vinho”, disse. Carpinteira revelou que Valença conta com três adegas e vários produtores e que o município avançou no ano passado com um plano de desenvolvimento agrário para uma área “muito esquecida do concelho”.
O presidente da Câmara anunciou ainda estar a ser promovida, em articulação com os municípios de Paredes de Coura, Vila Nova de Cerveira e Caminha, a eventual criação de uma região de Vinhos Verdes, “exatamente para dar força a este território que estava muito esquecido em termos vinícolas”. “É nesse sentido que esta festa, Vinhos do Atlântico, surgiu: para dar força e vivência e mostrar aos produtores que podem acreditar na nossa força de vontade para ajudar a promover os vossos produtos”, afirmou.
O evento, que decorre em junho no Jardim Municipal e também no espaço emblemático da Fortaleza de Valença, “o nosso ex-libris”, como referiu Carpinteira, pretende associar os vinhos ao património, à cultura e à história locais. Haverá provas, gastronomia e concertos, com o objetivo de atrair público de ambos os lados da fronteira. “Vai ser um espaço de convívio em que os produtores têm a oportunidade de mostrar tudo aquilo que conseguem fazer e que querem fazer com quem nos visita”, concluiu José Carpinteira, deixando o convite: “Dia 5 e 6, venham visitar Valença.



