Vasco Ferraz vence eleições destacado, mas perde vereador para o PSD

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Está já fechada a contagem de votos em Ponte de Lima e confirmada a vitória de Vasco Ferraz nas eleições autárquicas de ontem.

Ponte de Lima continua a confiar os seus votos ao CDS/PP, nomeadamente ao projecto liderado por Vaso Ferraz, que consegui 43,38% dos votos.

É uma vitória destacada que dá a Vasco Ferraz a maioria no executivo camarário, com quatro vereadores, o que lhe permite governar os destinos do município com tranquilidade.

Mesmo assim o CDS/PP recebeu menos 2702 votos do que nas eleições de 2017, perdendo um dos vereadores para o PSD, que assim volta à vereação autárquica após ter conseguido mais 4803 votos do que na anterior eleição.

José Nuno Araújo pode assim assumir esta “meia vitória” com a eleição de um vereador, apesar de existir uma diferença de 8834 votos para a candidatura vencedora de Vasco Ferraz.

O Movimento Ponte de Lima Minha Terra (MPLMT), liderado por Abel Batista, apesar de aumentar o número de votantes, ficou aquém das expectativas a que se proponha.

Conseguiu eleger o mesmo número de mandatos das últimas eleições, assegurando assim a sua representatividade no órgão autárquico com dois vereadores.

A concorrer pela segunda vez à presidência da câmara e com a forte bandeira da reversão da concessão das águas a privados, Abel Batista só conseguiu arrecadar mais 1058 votos do que nas eleições de 2017, atingindo 28,02% dos votantes.

O Movimento Viramilho, cuja candidatura foi encabeçada por Gaspar Martins, cedo percebeu que não iria obter os resultados desejados e reconheceu a derrota.

Com um total de 1625 votos, Gaspar Martins convenceu 5,92% do eleitorado limiano, números que não lhe permitem qualquer representatividade no futuro elenco autárquico.

O Movimento 51, que desta vez levou à corrida eleitoral uma mulher, Joana Quintela Alves, também não convenceu o eleitorado limiano.

Dos votos recolhidos 3,90 % dos eleitores acreditaram que seria possível a eleição da primeira mulher no executivo camarário. Comparando com as eleições de 2017, o M51 obteve menos 914 votos.

O PCP/PEV colocou na corrida João Gomes, um “repetente” nestas andanças.

 O eleitorado desta coligação é um eleitorado fiel e militante, pouco simpatizantes dos votos úteis, mas mesmo assim à coligação escaparam 192 votos, tendo em conta as eleições de 2017.
Quanto ao PPM, logo à partida as expectativas para a lista liderada por José Manuel Puga não eram grandes.

Vários percalços surgiram na altura da preparação da campanha, nomeadamente problemas de saúde, o que afetou a dinâmica do grupo.

 O número de votantes teve uma oscilação mínima, registando menos 13 votos que em 2017.

Segundo António Costa, mandatário da candidatura, a prestação de José Manuel Puga foi notável, pelo que o PPM continuará a apostar no seu nome para os futuros desafios.

O estreante Gonçalo Abreu Lima, foi o representante do Chega na corrida eleitoral limiana.

Foi uma estreia muito ténue tendo registado a confiança de 325 eleitores, o que representa 1.18% dos votos apurados.

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