Cidades de mais de 190 países participam no maior movimento voluntário pelo clima, que este ano se assinala a 28 de março.

A Hora do Planeta, iniciativa global promovida pela organização WWF (Fundo Mundial para a Natureza), celebra-se hoje, 28 de março, entre as 20h30 e as 21h30, hora local. O movimento convida cidadãos, empresas e instituições a apagar as luzes durante sessenta minutos como gesto simbólico de chamada de atenção para as alterações climáticas e a perda de biodiversidade.
Criado em 2007, em Sydney, na Austrália, o evento tornou-se uma das maiores mobilizações ambientais de base à escala mundial. Na edição deste ano, espera-se a participação de mais de 190 países, com monumentos icónicos, como a Torre Eiffel, o Coliseu de Roma e o Cristo Redentor – a escurecerem as suas fachadas para aderir à causa.
Apesar de a ação central ser o apagão simbólico, a organização destaca que o objetivo vai além do ato pontual. “A Hora do Planeta é um lembrete de que as pequenas escolhas individuais, quando somadas, geram pressão para mudanças sistémicas”, sublinha o WWF em comunicado. A iniciativa apela ainda a compromissos concretos ao longo do ano, desde a adoção de fontes de energia renovável até práticas de consumo mais sustentáveis.
Em Portugal, dezenas de municípios aderiram à campanha, promovendo o escurecimento de fachadas de edifícios públicos e organizando atividades de sensibilização ambiental. A adesão pode ser acompanhada através das redes sociais com as hashtags #HoraDoPlaneta e #EarthHour.
O movimento, que este ano se realiza no último sábado de março, consolida-se como um dos maiores momentos de participação cívica em prol do ambiente, unindo comunidades em todos os fusos horários num gesto que, segundo os organizadores, “prova que a ação coletiva continua a ser uma ferramenta poderosa para proteger o planeta”.




