A “Páscoa Encantada” abriu oficialmente portas hoje, dia 27 de março, na Porta do Mezio, em Arcos de Valdevez, um dos principais acessos ao Parque Nacional da Peneda-Gerês.

A cerimónia de abertura decorreu ao final da tarde de hoje e contou com a presença do presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal, Luís Pedro Martins, do presidente da Câmara Municipal de Arcos de Valdevez, Olegário Gonçalves, das vereadoras Emília Cerdeira e Marlene Barros, e de outros responsáveis autárquicos. Na ocasião, a comitiva percorreu as várias áreas do evento, nomeadamente os espaços destinados às crianças, a Via Sacra e o “Portugal dos Pequeninos” na versão arcuense.
Luís Pedro Martins destacou a importância da iniciativa para a dinamização turística do território, especialmente num período festivo que atrai visitantes de várias regiões do país e da vizinha Galiza. Apontou Arcos de Valdevez como um exemplo de “destino que soube criar uma estratégia para o turismo e, a partir do turismo, soube encontrar aqui também uma fonte de rendimento”.
A falar em território do Parque Peneda-Gerês, Luís Pedro reforçou que “não chega ter paisagens. As paisagens são importantes, mas é preciso oferecer conteúdos, eventos como este, ter boa restauração, ter boa hotelaria, ter uma agenda cultural”, tal como o “Sons do Vez, que também é outra oferta muito interessante”.
Luís Pedro disse estar grato aos municípios que apostam e competem pela captação de turistas, porque “o turismo vive muito de experiências”.
Olegário Gonçalves, presidente da Câmara de Arcos de Valdevez, sublinhou a aposta do concelho na criação de experiências que aliam tradição e animação. “É o primeiro ano, mas penso que vamos ter sucesso mais uma vez. Será uma experiência de Páscoa, onde muitas pessoas estão de férias e os filhos também aproveitam”, afirmou, realçando o papel da Porta do Mezio como palco do evento.
O autarca enalteceu ainda a presença do presidente do Turismo do Porto e Norte, considerando‑a “uma garantia, um certificado de qualidade”. “Para nós é um orgulho tê‑lo aqui como presidente e como amigo, para ele também ver in loco as nossas iniciativas”, acrescentou.
Olegário Gonçalves salientou o impacto económico esperado, referindo que o objetivo é “que haja um retorno, quer em termos da restauração, da hotelaria, mas toda a economia”, envolvendo também os agricultores locais. Nesse contexto, revelou estar a estudar um projeto para incentivar os restaurantes a comprar no mercado municipal, promovendo os produtos endógenos, entre os quais destacou a carne cachena da Peneda e o feijão tarreste, integrados no Slow Food.
“Convido toda a população portuguesa e estrangeira a visitarem a Porta do Mezio, a nossa restauração, as nossas paisagens e a nossa gastronomia”, rematou.
Pedro Teixeira, coordenador da equipa técnica da ARDAL – Associação Regional de Desenvolvimento do Alto Lima, explicou que a instituição e a Porta do Mezio promovem, ao longo do ano, um conjunto de eventos que garantem sustentabilidade ao espaço e atraem visitantes. Entre as atividades regulares, destacou os trilhos e as sessões de observação de estrelas – estas últimas realizadas num espaço com certificação internacional para a astronomia, que constituem o core business da organização.
Nos últimos dois anos, a criação da “Floresta Encantada”, em parceria com a Junta de Cabana Maior e os baldios, demonstrou a capacidade para realizar eventos de maior dimensão. O sucesso dessa iniciativa, segundo o coordenador, desafiou a equipa a preparar um evento semelhante para a Páscoa.
Com uma programação que se estende por mais de duas semanas, a Páscoa Encantada procura conciliar a celebração religiosa com momentos de lazer, afirmando‑se como um dos polos de atração da região para este período festivo, ao mesmo tempo que reforça o papel da Porta do Mezio como porta de entrada para o património natural e cultural do Parque Nacional.
O evento transforma o local num ponto de encontro para famílias até 12 de abril, funcionando diariamente entre as 11h00 e a meia‑noite. O acesso geral custa três euros e é gratuito para crianças até aos oito anos.
A encenação da Via Sacra é um dos momentos de destaque, complementada por uma iluminação e decoração especialmente concebidas para criar um ambiente imersivo. A vertente lúdica ocupa lugar de relevo com atrações como insufláveis, mini roda, mini montanha‑russa, circuito de obstáculos, comboio elétrico, carrossel, parque infantil e um jogo interativo.
A “Casa do Chocolate” e a “Quinta do Coelho” reforçam a temática pascal, enquanto os visitantes podem explorar o Mercado de Páscoa e saborear a gastronomia local nas tasquinhas disponíveis no recinto.
A organização descreve o evento como um espaço “onde a tradição e a animação se encontram”, sublinhando o caráter familiar da proposta.




