Viana do Castelo viveu esta quinta-feira, 20 de agosto, um dos momentos mais solenes da Romaria d’Agonia com a tradicional Procissão ao Mar de Nossa Senhora da Agonia.

A cerimónia teve início com a Solene Celebração Eucarística, presidida pelo bispo da diocese, D. João Lavrador, e realizada no Campo d’Agonia.
Durante a homília, o prelado sublinhou que as festas convocam os fiéis para uma “tradição viva e rica” deixada pelos antepassados, mas também para refletir sobre os sofrimentos do presente.
Ao evocar Nossa Senhora d’Agonia, D. João Lavrador afirmou que se procura ter presente o sofrimento e a violência que afetam “todo o ser humano”.
O bispo deixou ainda um apelo claro para que os participantes olhem para o mundo, para a Igreja, para as famílias e para o trabalho, aprendendo “na escola de Maria de Nazaré” a cultivar a solidariedade, o amor e a compaixão. Pediu, em particular, proteção para as famílias, jovens, crianças, idosos, migrantes, trabalhadores, desempregados, excluídos e todos quantos vivem situações de violência, ignorância, guerra, injustiça ou marginalização.
Finda a Eucaristia, a imagem de Nossa Senhora d’Agonia desceu até à Ribeira e saiu ao rio Lima a bordo do barco ‘Sempre em frente’, rodeado de barcos cuidadosamente ornamentados pelos pescadores.
Esta é uma tradição secular que remonta ao século XVIII e que, desde 1968, passou a organizar-se como procissão fluvial e marítima.
Os preparativos para esta tarde exigiram uma noite inteira de trabalho: na véspera, as Ruas da Ribeira mantiveram-se acordadas para confecionar os tradicionais Tapetes Floridos que cobriram o chão do percurso. Ainda esta manhã, houve visita a essas ruas para apreciar os tapetes antes de a procissão passar por cima deles.
A Romaria d’Agonia 2026, que decorre entre 15 e 23 de agosto, prossegue esta noite com as Flores ao Mar, agendadas para as 20h30, e com o Fogo da Santa, que iluminará o Campo d’Agonia à meia-noite.






