A detenção de um homem de 37 anos, na madrugada do dia 18 de julho, na Rua Formosa, em Ponte de Lima, deixou marcas que ainda hoje permanecem no local, oito dias depois de desacato. O caso está a gerar desconforto entre moradores e comerciantes, que questionam a atuação da Câmara Municipal de Ponte de Lima na limpeza do espaço público.

Na ocasião, os polícias da esquadra local deslocaram-se ao local na sequência de uma denúncia por desacatos e danos no mobiliário de uma esplanada. À chegada, o suspeito, residente na freguesia, adotou um comportamento agressivo, proferindo injúrias e atos de coação contra os agentes, tendo sido imobilizado e detido pelos crimes de injúrias e coação sobre autoridade. Uma poça de sangue ficou visível no pavimento da via pública, a qual terá resultado do desacato registado junto à esplanada existente no local.
Segundo relatos de quem passa diariamente no local, no dia seguinte ao incidente, alguém terá atirado um pouco de água para tentar diluir a mancha, sem sucesso. Oito dias volvidos, o rasto do sangue mantém-se intacto no chão, numa zona central e movimentada da vila.
A persistência da mancha tem levantado críticas à Câmara Municipal de Ponte de Lima, por parte de residentes e frequentadores daquela artéria, que consideram a situação pouco higiénica e questionam a falta de uma intervenção eficaz de limpeza urbana. O caso coloca em evidência a necessidade de maior celeridade na manutenção do espaço público, sobretudo em áreas de convívio e restauração.
O detido foi notificado para comparecer junto das Autoridades Judiciárias, para aplicação das medidas de coação. Quanto ao rasto deixado no local, resta saber se será necessário aguardar mais dias até que a via seja devidamente higienizada.






