O Tribunal de Ponte de Lima já decidiu o recurso interposto pela Associação Concelhia das Feiras Novas (ACFN) referente à providência cautelar. A decisão mantém e reforça o sentido inicial, obrigando a comissão das Feiras Novas a integrar a freguesia de Rebordões Santa Maria no cortejo etnográfico, marcado para sábado, às 15h30.

Recorde-se que o tribunal já tinha dado razão à Junta de Freguesia, suspendendo os efeitos da exclusão e condenando a associação a não impedir a participação da freguesia no desfile, sob pena de poder incorrer em crime de desobediência qualificada. Com esta nova decisão, a Justiça mantém a obrigação de integrar Rebordões Santa Maria, desde que sejam cumpridas as regras gerais de organização, segurança e funcionamento aplicáveis aos participantes.
A polémica remonta a agosto, quando a ACFN excluiu a freguesia do cortejo, alegadamente por temer que o presidente da Junta, Vítor Gonçalves, levasse um trator com cisterna para o desfile. O autarca negou essa intenção e garantiu que a participação serviria apenas para mostrar os moinhos da freguesia. A Junta alterou mesmo o tema da sua representação, abandonando os feijões para destacar os 22 moinhos de Rebordões Santa Maria.
O jornal Cardeal Saraiva contactou o presidente da ACFN, Gonçalo Rodrigues, para comentar a decisão, mas até ao momento desta edição não obteve resposta.
O cortejo etnográfico das Feiras Novas realiza-se no sábado, às 15h30, no âmbito das festividades que decorrem até segunda-feira.








