A entrega de 32 fogos habitacionais em Arcos de Valdevez marcou a tarde desta quarta-feira, numa cerimónia que juntou o Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, o Ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, e o presidente da Câmara Municipal de Arcos de Valdevez, Olegário Gonçalves. As novas habitações, distribuídas por várias freguesias do concelho, vão agora permitir que 32 famílias iniciem uma nova etapa das suas vidas.
Durante a sua intervenção, Olegário Gonçalves sublinhou o compromisso do município com a coesão social. “A habitação não é apenas uma questão de paredes, de portas ou de metros quadrados. Uma casa é segurança, é estabilidade, é privacidade, é conforto”, afirmou, dirigindo-se diretamente às famílias: “Esta casa é vossa. Cuidem dela. Vivam-na.”
O Primeiro-Ministro, que encerrou a cerimónia, aproveitou para enquadrar esta entrega na estratégia nacional de habitação. Luís Montenegro destacou que estas 32 casas fazem parte das 32 mil já entregues este ano e lembrou que o objetivo do Governo é ambicioso. “Nós queremos até 2030 cumprir as 133 mil casas que estão nas estratégias locais de habitação de cada um dos municípios portugueses”, declarou.
Montenegro deixou também uma mensagem de execução e prioridade, referindo que o Governo tem feito escolhas difíceis para responder à crise habitacional. “Temos que ter coragem de dizer às pessoas que, assim como elas nas suas vidas familiares, nós no Governo também temos que fazer escolhas. E nós escolhemos fazer casas e reabilitar casas”, afirmou. O Primeiro-Ministro reforçou ainda que a estratégia passa por aumentar a oferta pública, simplificar a burocracia e apoiar os jovens, referindo que “mais de 100 mil jovens já usufruíram da isenção do IMT” e que “cerca de metade usufruíram também da garantia pública”.
Para além da habitação, Luís Montenegro abordou o contexto económico atual, marcado pelo aumento dos preços dos combustíveis e pelos efeitos das tempestades no início do ano, garantindo que o Governo tem feito um “grande esforço” para mitigar o impacto nas famílias, através de apoios direcionados e do desconto nos combustíveis.
No final da sua intervenção, o Primeiro-Ministro deixou uma nota de otimismo e de compromisso com o interior do país. “Assim como se abre uma nova etapa a estas 32 famílias, também se abre uma nova etapa a Portugal”, concluiu, antes de desejar “bom trabalho a todos” e reforçar a importância de “dar uma oportunidade a todos, independentemente do sítio onde estão”.



