A Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) revelou hoje a presença do mosquito transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya em três concelhos da região.
Em comunicado enviado às redações, a ULSAM não especifica os concelhos onde foi confirmada a presença do mosquito invasor Aedes albopictus, também conhecido como mosquito-tigre.
“Após a identificação inicial, a Unidade de Saúde Pública reforçou a vigilância no âmbito da Rede de Vigilância de Vetores (REVIVE) – programa nacional que monitoriza a presença e a atividade de mosquitos e carraças”, refere a ULSAM, acrescentando que, depois desse reforço, “foi confirmada a presença da espécie”.
Segundo a ULSAM, “até ao momento não foram detetados mosquitos infetados, nem registados casos de doenças transmitidas localmente”.
O Aedes albopictus é considerado uma espécie invasora e apresenta capacidade para transmitir doenças como dengue, zika e chikungunya.
No comunicado, refere também que a deteção do mosquito serve para acompanhar a dispersão geográfica da espécie e agir de forma preventiva.
A ULSAM revela ainda estar “em curso uma intervenção intersectorial, em estreita articulação com entidades locais, com o objetivo de prevenir e controlar a proliferação deste mosquito invasor no Alto Minho”.
A principal forma de combater o mosquito-tigre é eliminar sistematicamente os focos de água parada, onde as fêmeas depositam os ovos, sendo importante o envolvimento de todas as pessoas na implementação de medidas simples como manter limpos e sem agua parada os pratos de vasos de plantas, caleiras e ralos, bebedouros e taças de animais, sendo que neste caso a água deve ser mudada diariamente, esfregando bem as paredes do recipiente.
Manter tapados os depósitos e bidões de água e manter limpos e secos outros objetos que possam acumular água como, por exemplo, pneus, baldes e sacos plásticos.
Relativamente à proteção física (evitar picadas), a Autoridade de Saúde Pública aconselha a utilização de repelente, uso preferencial de roupas largas e claras, sobretudo nos períodos de amanhecer e entardecer, momentos de maior atividade do mosquito, e a colocação de redes mosquiteiras nas janelas para evitar a entrada do mosquito nas habitações.
A ULSAM apela à participação de todos na prevenção e controlo do Aedes albopictu.



