O Espaço Sociocultural Camilo José Cela, em Tui (Pontevedra), acolhe hoje, dia 5 de novembro o Colóquio Internacional O Caminho Português, dedicado ao passado, presente e futuro da rota jacobeia. Após as sessões da manhã, o programa prossegue esta tarde, a partir das 16:00, com um painel dedicado aos 800 anos da catedral de Tui.
A abertura do encontro, no período da manhã, contou com as intervenções de Antonio Valín, bispo de Tui-Vigo, de José María Carpinteira, presidente da Câmara Municipal de Valença do Minho, de Xosé Manuel Merelles Remy, diretor de Turismo da Galiza, e de Enrique Cabaleiro González, presidente da Câmara de Tui. Seguiu-se a conferência inaugural proferida pelo historiador Rafael Sánchez Bargiela, que abordou a ligação do Caminho Português à literatura odepórica, com apresentação a cargo de Paulo Almeida Fernandes, do CIECS.
O primeiro painel de trabalhos discutiu a gestão dos caminhos portugueses de Santiago e as exigências de certificação num contexto de descentralização do Estado português. A mesa reuniu Ildefonso de la Campa Montenegro, diretor da S.A. de Gestão do Plano Xacobeo, Ana Rita Dias, da Federação Portuguesa do Caminho de Santiago, e Pedro Beato, da Entidade Regional de Turismo do Alentejo.
No período da tarde, Marta Cendón Fernández, da USC, analisará o processo de construção do templo, desde o românico até ao tardogótico. A sessão inclui também as comunicações de Andreia Lopes Frazão da Silva, da UFRJ, sobre a vida e hagiografia de São Telmo, e de Carmen Manso Porto, da Real Academia da História de Madrid, sobre a iconografia de frei Pedro González Corpo Santo.
O colóquio encerra com uma homenagem a María da Graça Sanches da Gama e a apresentação das conclusões da jornada por Rafael Sánchez Bargiela, antecedendo uma visita guiada à catedral de Tui.




