Quarta-feira, Abril 1, 2026
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Obras do novo mercado avançam em simultâneo com escavações arqueológicas

As obras de construção do novo mercado municipal de Viana do Castelo vão poder decorrer em simultâneo com as escavações arqueológicas no local onde existiu o prédio Coutinho, anunciou esta semana o presidente da autarquia. Luís Nobre revelou que os trabalhos de arqueologia são retomados na segunda-feira, dia 23 de março, mas garantiu que será possível compatibilizar essa tarefa com a empreitada de construção.

O autarca socialista falava à comunicação social no final da reunião ordinária do executivo municipal, após ter reunido com a empresa responsável pelas escavações e com o empreiteiro. “Já tivemos uma reunião com a empresa responsável pelas escavações arqueológicas e com o empreiteiro para trabalharem em conjunto, com as entidades do património cultural envolvidas para agilizar o processo”, adiantou, sublinhando que a construção não avançará “com a densidade pretendida enquanto houver arqueólogos no local”.

A descoberta de vestígios do antigo convento de São Bento, em outubro de 2025, durante as escavações no parque de estacionamento à superfície que existia nas traseiras do prédio Coutinho, já provocou um atraso de três meses na empreitada. O edifício foi desconstruído em 2022 para dar lugar ao novo mercado municipal, cuja obra, avaliada em 13,37 milhões de euros, arrancou a 29 de setembro de 2025 com um prazo inicial de 18 meses. Luís Nobre mostrou-se confiante de que não surgirão vestígios “significativos” devido “à densidade das intervenções de construção do prédio Coutinho”, mas frisou a necessidade de cumprir as determinações das entidades de património. “Por mais que nos complique o calendário temos de cumprir senão embargava-nos a obra e era certamente mais difícil de gerir esse processo. O calendário agora são 18 meses a contar a partir de segunda-feira”, afirmou.

O tema da construção do novo mercado foi abordado no período antes da ordem de trabalhos, na sequência de uma interpelação de Paulo de Morais, da bancada do PSD, sobre o estacionamento na cidade. O vereador social-democrata classificou a oferta como “insuficiente, desconexa e incoerente”, considerando que os parques “mais centrais são inacessíveis e caros”, com referência ao parque privado do 1.º Maio e ao concessionado na Avenida dos Combatentes, a principal artéria da cidade.

Em resposta, Luís Nobre esclareceu que a autarquia não tem competência para interferir nos valores praticados pelo parque privado e adiantou que a concessão do parque da Avenida dos Combatentes será revista em 2029. O autarca deixou ainda a garantia de que a capacidade de estacionamento na cidade aumentará quando estiver concluído o parque de estacionamento de apoio ao novo mercado municipal.

Ainda durante a reunião, e na sequência de uma interpelação de Duarte Martins, também do PSD, sobre transportes públicos, Luís Nobre anunciou que o tarifário dos TUViana está prestes a entrar em vigor, depois de ter sido enviado para publicação em Diário da República. O serviço público de transportes assegurado pela autarquia “foi gratuito durante seis meses”, recordou.

O novo tarifário contempla um passe único de 20 euros, com redução para 10 euros para pessoas com deficiência e seniores. Jovens e antigos combatentes beneficiam de passe gratuito. Os bilhetes ocasionais adquiridos a bordo custam 1,5 euros, enquanto o bilhete pré-comprado tem o valor de um euro. Para utilização diária, estão disponíveis bilhetes de cinco euros para um dia ou 12 euros para três dias consecutivos.

 

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