O movimento “Ponte de Lima Minha Terra” manifestou-se hoje contra o Plano Diretor Municipal (PDM) atualmente em discussão pública, considerando que o documento aprofunda desigualdades no concelho e prejudica as freguesias do interior. O movimento lembra que foram necessários dez anos para a revisão do plano e acusa o documento de condenar as aldeias à desertificação.
Para o movimento, o PDM torna “quase impossível” construir nas freguesias rurais, empurrando os jovens para zonas mais urbanas como Feitosa ou Arca e obrigando famílias a abandonar as localidades de origem.
O texto critica ainda o que classifica como desvalorização de quem escolhe viver e investir no interior do concelho, alertando para o risco de transformar essas áreas “num museu vazio”.
“Ponte de Lima Minha Terra” dirige críticas ao presidente da Câmara Municipal, Vasco Ferraz, a quem acusa de tentar “desresponsabilizar-se” e transferir culpas para entidades externas. “O PDM é responsabilidade da Câmara Municipal. Governar é dialogar, negociar, defender o território e as pessoas. Não é transferir culpas quando o resultado não serve o concelho”, lê-se na nota difundida nas redes sociais.
O movimento defende um modelo de desenvolvimento equilibrado, que valorize a habitação acessível e mantenha vivas as comunidades de todas as freguesias, rejeitando aquilo que designa como “um concelho a duas velocidades”. Na comunicação, o movimento político apela à participação dos cidadãos na consulta pública do PDM, sublinhando que “o futuro de Ponte de Lima decide-se agora”.






