Terça-feira, Fevereiro 24, 2026
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Projeto para recuperação da praia de Moledo será concluído este ano

O secretário de Estado do Ambiente, João Manuel Esteves, disse hoje que o projeto de recuperação da praia de Moledo, em Caminha, que desapareceu com o avanço do mar durante as últimas intempéries, vai ficar concluído este ano.

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“Este ano vamos começar a desenvolver o projeto de estabilização, arranjo e recuperação de toda a zona da praia de Moledo. A intervenção será subsequente”, afirmou o governante.

Em declarações à agência Lusa, a propósito da visita que realizou esta manhã às zonas mais afetadas pelo mau tempo em Caminha, no distrito de Viana do Castelo, João Manuel Esteves disse ter ficado “estabelecido que a Câmara e a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) vão identificar as obras prioritárias e urgentes”.

“Terão de encontrar soluções e os orçamentos para que possam ser apoiadas, o que se espera que venha a ocorrer no âmbito de protocolos a estabelecer entre as câmaras e o Ministério do Ambiente”, referiu.

Questionado sobre a comparticipação do Governo nas obras de estabilização do paredão da praia de Moledo, assumidas pela autarquia, o secretário do Ambiente disse que a Câmara e a APA estão “a fazer uma avaliação dos prejuízos, no âmbito dos apoios que [o Governo] está a tratar com os municípios”.

A presidente da Câmara de Caminha, Liliana Silva, afirmou ter ficado “o compromisso de identificar as obras prioritárias e que o município está a assumir, no imediato, para estabilizar em toda a orça costeira e ribeirinha”.

Os trabalhos de estabilização do paredão da praia de Modelo, indicados pela APA, começaram na terça-feira e ficaram concluídos no dia seguinte.

A autarca social-democrata adiantou que esse levantamento vai ser submetido ao Governo “para garantir algum apoio”.

“É fundamental porque são empreitadas com valores muito elevados, devido à destruição causada pela agitação marítima e pela subida do caudal do rio Coura. Precisamos de algum apoio para fazer estas intervenções”, disse Liliana Silva, adiantando não estar estimado o valor global os prejuízos causados pelas intempéries.

Em 07 de fevereiro, a autarquia interditou a passagem no paredão devido ao “colapso de partes do passeio”, uma vez que “a ação do mar originou a escavação da areia sob a estrutura, deixando o pavimento suspenso e sem suporte adequado”, descreveu o município nas redes sociais.

“Face ao risco iminente de queda de novos blocos e do próprio pavimento, mantém-se interdita a circulação de viaturas e pessoas nas zonas do paredão”, informou então o município, que especificou que a “extremidade norte” era a mais afetada pela forte agitação marítima, “com deslocação de pedras de grandes dimensões e destruição da base de proteção”.

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