O auditório da Biblioteca Municipal de Ponte de Lima acolheu esta tarde a apresentação do livro “Chora, Videirinha”, a mais recente obra poética de Cláudio Lima. A sessão, promovida pelo município, contou com a apresentação do escritor e poeta Fernando Aldeia, natural de Vinhais e residente em Braga.
O título, inspirado numa antiga cantiga popular, serve de mote a um conjunto de poemas que evocam as memórias de infância do autor, vividas nas aldeias de Ponte de Lima durante a década de 1940. São recordações de um tempo agreste e difícil, marcado pela dureza, mas também pela capacidade das crianças superarem adversidades com imaginação e engenho. A obra promete proporcionar uma viagem nostálgica aos leitores octogenários, revisitando um período em que a felicidade era diariamente reinventada.
Cláudio Lima, pseudónimo de Manuel da Silva Alves, nasceu em Calvelo, Ponte de Lima, a 6 de abril de 1943. Formado em Filosofia pelos Seminários Franciscanos, foi alferes miliciano no norte de Angola entre 1967 e 1969, durante a guerra do Ultramar. Desempenhou funções na Caixa Geral de Depósitos em Portugal e no Brasil, estando atualmente aposentado. Casado, com dois filhos, reside em Braga.
A sua carreira literária iniciou-se muito cedo, com colaborações em revistas escolares e no suplemento juvenil do Diário de Lisboa. Ao longo dos anos, Cláudio Lima construiu uma obra literária vasta e multifacetada, destacando-se como poeta, ensaísta, contista, cronista e crítico. A riqueza e a diversidade do seu percurso granjearam-lhe a profunda admiração e o inequívoco reconhecimento dos seus pares, que o celebram não apenas como um autor de excelência, mas também como um cidadão de grande relevo.
A riqueza e a diversidade do seu percurso granjearam-lhe a profunda admiração e o inequívoco reconhecimento dos seus pares, que o celebram não apenas como um autor de exceção, mas também como um cidadão de grande relevo.
Claudio Lima colaborou em tempos com o “Cardeal Saraiva”, onde tem publicados variados poemas. A sua escrita, que abrange poesia, conto, crónica, crítica literária e social, ensaio e diarística, tem sido publicada em diversos jornais e revistas de Portugal, Angola, Brasil e Galiza. Está representado em mais de trinta obras coletivas e foi distinguido com o Prémio Nacional de Poesia “Fernão de Magalhães Gonçalves” em 2008, entre outras distinções.
O município de Ponte de Lima já o homenageou com a Medalha de Mérito Cultural. É sócio da Associação Portuguesa de Escritores (APE) e a sua bibliografia conta com vinte e cinco títulos, dos quais se destacam “A Foz das Palavras” (1970), “Os Morros de Nóqui” (2004), “Contos d’Aqui e d’Agora” (2020) e a recente segunda edição de “Arte de Amar Ponte de Lima – A palavra e a imagem” (2023), em coautoria com o fotógrafo Amândio de Sousa Vieira. A sua última obra publicada antes de “Chora, Videirinha” foi “Brilho de muitos nomes – mais temas e figuras limianos”, editada pelo município em dezembro de 2023, no ano em que celebrou o seu 80.º aniversário.







