Cerca de 25 mil pequenas trutas foram libertadas esta semana no rio Âncora, numa iniciativa promovida pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), em parceria com o Município de Viana do Castelo e com as juntas de freguesia locais.

Estes pequenos peixes, designados nas primeiras semanas de vida como alevins, têm uma origem muito especial: descendem de trutas do próprio rio Âncora, capturadas no seu troço superior, na vertente ocidental da Serra de Arga. Este cuidado garante a preservação das características genéticas únicas da população local, aumentando a probabilidade de sobrevivência e a adaptação ao meio natural.
A largada das jovens trutas foi realizada em oito locais diferentes ao longo do rio, escolhidos por oferecerem as melhores condições ecológicas para que cresçam e sobrevivam. Cada ponto representa uma nova oportunidade para reforçar a vida nestes ecossistemas.
Num tempo em que os habitats naturais enfrentam ameaças como a poluição e a pesca excessiva, às quais se somam os impactos das alterações climáticas, a presença da truta-fário, uma espécie sensível à qualidade da água, é um importante indicador da saúde ambiental. Ao reforçar a população desta espécie emblemática dos rios de montanha, contribui-se não só para a recuperação da vida no rio, mas também para a valorização do território. Um rio mais saudável significa mais natureza, mais beleza e mais oportunidades para atividades como o turismo de natureza e a pesca sustentável.





