Domingo, Fevereiro 5, 2023

Ano 113 - Nº 4892

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“Bom senso” leva carros para cima dos passeios no centro histórico

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Apesar do tempo adverso que se verificou na quadra de Natal e fim de ano, Ponte de Lima registou uma forte afluência de visitantes.

Este acréscimo significativo de visitantes, aliado às cheias do Rio Lima, levou a que um número alargado de automobilistas passasse a estacionar as viaturas em cima dos passeios no centro histórico da vila.

Esta não é, contudo, uma situação nova. Tem vindo a aumentar e de forma abusiva, registando-se essa irregularidade em dias de cheia do Rio Lima, mas também nos outros dias.

O mês de Dezembro foi exemplo disso. Ao longo de todo o mês os passeios foram ocupados regularmente por viaturas em transgressão, com ou sem cheias.

No terreno, foi possível constatar que, muitas vezes, a situação ocorre enquanto os parques de estacionamento junto à Avenida dos Plátanos, do Mercado e da Expolima se encontram vazios. Tal comportamento reflete a necessidade de “educar” os automobilistas.

A Polícia de Segurança Pública (PSP) assegura que está a fazer o seu trabalho, fiscalizando regularmente a zona.

Jerónimo Silva, Comissário na PSP de Ponte de Lima, garante que aquela força policial intervém regularmente nestas situações, multando os infratores, mas também usando de bom senso.

O Comissário assegura que o apelo veio da Câmara Municipal de Ponte de Lima que solicitou à PSP que usasse “bom senso” nestas situações, tendo em conta a expecionalidade das cheias do Rio Lima.

Este bom senso é uma noção muito alargada, pelo que a PSP faz o melhor no exercício das suas funções, disse o Comissário.

Jerónimo Silva refere que, tal como a lei prevê, existe a possibilidade da PSP autuar os infratores sem necessidade de colocar o respetivo auto na viatura. A PSP pode mesmo anotar as matrículas das viaturas em estacionamento irregular, sendo a multa posteriormente enviada por correio.

De recordar que, em todo este contexto, é assumido que o areal funciona como um parque de estacionamento, o que na verdade não é.

O areal é parte integrante do leito do rio Lima, que está sujeito a cheias, pelo que, neste pressuposto, o estacionamento no areal deveria ser proibido.

Para além disso, numa vila com a dimensão histórica que Ponte de Lima tem, a presença de automóveis no areal é também um atentado ao património histórico e paisagístico.

São conhecidas alternativas ao estacionamento no areal, verificando-se que, muitas vezes, os parques de estacionamento alternativos permanecem vazios, pelo que esta é uma questão de ordenamento que deve merecer a atenção de todos, com especial atenção por parte de quem tem responsabilidades na gestão destes espaços.

O tema merece ser abordado e debatido. A criação de novos parques de estacionamento e, porventura, a existência de um meio de transporte urbano acessível poderia ser a solução, assegurando a preservação do nosso património e o bem-estar dos habitantes e de quem nos visita.

Contactamos Vasco Ferraz, presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima, mas até ao fecho desta edição não foi possível obter resposta.

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