A comunidade de Sapadores Florestais do Alto Minho recebeu hoje um significativo reforço no seu arsenal de combate aos incêndios rurais. Foram entregues 135 motorroçadoras às equipas do distrito de Viana do Castelo, numa cerimónia que contou com a presença do ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes.
A iniciativa, organizada pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), decorreu hoje em Arcos de Valdevez e visou a modernização do equipamento motomanual destinado aos trabalhos de prevenção. O lote de equipamentos foi distribuído pelas 14 entidades gestoras que supervisionam as 27 equipas de Sapadores Florestais existentes nos 10 concelhos do distrito de Viana do Castelo.
A entrega assume uma importância particular à luz dos severos incêndios que, durante 12 dias no verão passado, fustigaram o Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG), com especial impacto no concelho de Ponte da Barca. De acordo com dados do ICNF, as chamas consumiram 5.786 hectares da área do parque, num incêndio que atingiu uma área total superior a 7.500 hectares.
Este reforço material é o primeiro de uma campanha nacional de muito maior alcance. No total, no âmbito do Programa de Sapadores Florestais, serão distribuídas 2.060 motorroçadoras por mais de 400 equipas em todo o país. O investimento é financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e tem como objetivo claro melhorar e otimizar a maquinaria de trabalho, reforçando a capacidade operacional destas equipas na defesa da floresta contra incêndios.
Perante a vasta comitiva presente, o ministro José Manuel Fernandes destacou o caráter estratégico do investimento. “Estamos a dotar os nossos Sapadores Florestais, homens e mulheres na primeira linha da defesa do nosso território, com melhores ferramentas. Este não é um gasto, é um investimento vital na segurança de pessoas e bens e na proteção do nosso valioso património natural”, afirmou.
A cerimónia simboliza um passo concreto no fortalecimento da capacidade de prevenção, numa região onde a interface entre a floresta e as comunidades é particularmente sensível, esperando-se que estes meios contribuam para tornar o território mais resiliente face à ameaça do fogo.






